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Anti-Teologia

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Zilton Alencar
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Anti-Teologia

Mensagem por Zilton Alencar em Sex 12 Dez 2008, 15:46

Publicado no Forum Hosanas - alterado e publicado no FE para aanálise dos amados forenses...

A cada dia que se passa, com o aumento dos "mestres" no mundo (previsto por Cristo e pelos Seus apóstolos no NT), que procuram guiar suas ovelhas por suas revelações, e não pelos princípios imutáveis da Palavra de Deus, vemos proliferar uma onda anti-teologia em nossas igrejas que é de estarrecer. Dizem que a teologia anula a unção de Deus, desprezando completamente qualquer preparo acadêmico de pastores e líderes.

As pessoas chegam ao extremo de discriminar estudantes de teologia. Lembro-me que certa vez, aproximando-me de uma igreja existente no meu bairro, de renome nacional, com o intuito de me tornar membro, quando informei ao pastor, uma pessoa aparentemente centrada e equilibrada, que já fora estudante de Teologia no passado, vi suas feições serem momentaneamente dominadas por um certo sinal de asco e desprezo.

Não venho, absolutamente, defender neste espaço a teologia em detrimento da unção. É evidente que a unção de Deus é a principal ferramenta que Ele concede aos seus no trabalho de edificação do Reino. Mas não é a única. O preparo teológico também é ferramenta importante.

Eu imagino estas duas ferramentas como os meus dois braços. Sou destro, mas por favor não me amputem o braço esquerdo! Desta forma, ficarei mutilado e incapaz de fazer muitas coisas que faço obrigatoriamente com ambos os braços, como tocar meu instrumento musical, o violão. A unção de Deus faz-nos o papel do braço principal (para os destros, o braço direito; para os canhotos, o esquerdo), e a teologia faz o papel do braço secundário. Não resta dúvida que teologia sem unção é mera retórica, mas a unção sem a teologia não me parece nem de longe espiritualidade (como muitos querem fazer parecer), e sim irresponsabilidade, incompetência e falta de respeito com a igreja de Deus.

Hoje, muitos pastores e líderes falam de púlpito seu nojo pela teologia. Menosprezam assim uma importante ferramenta que Deus deixou, e que nos serve para impedir a proliferação de doutrinas estranhas no seio da igreja. Menosprezam os pais da igreja, os apóstolos, os reformadores... Menosprezam, a meu ver, o próprio Deus, que capacitou homens santos para fazer o compêndio teológico maior, a Bíblia, da forma que Ele a fez e preservou para nós.

Compreendo que há alguns pensamentos teológicos que sao duros de engolir, e muitas vezes são estes tipos de teologia que fazem com oque os "espirituais" se afastem da letra. Contudo, a generalização é perigosa. Não podemos menosprezar a Teologia Bíblica ou a Teologia Sistemática somente porque determinadas vertentes teológicas não nos agradam.

Com o gradativo desprezo e abandono da teologia, mormente a bíblica e a sistemática, a igreja tem se tornado vulnerável, distante da Palavra de Deus, a ponto de surgirem a cada dia novas doutrinas estranhas em nosso meio, tudo em nome da revelação, da unção e da espiritualidade, mas não passa de uma prática irresponsável, de pessoas que falam muitas vezes do que pouco (ou nada) entendem. Se os "anti-teologia" conseguissem enxergar esta verdade, seriam os primeiros a defender a sã doutrina desta nefasta onda de "teologiofobia".

A letra mata - o espírito vivifica

Lamentavelmente, a teologia é letra. Não há outra opção, pois a teologia é o ensino de matérias acerca de Deus. E não podemos desprezar a letra somente porque é letra. Se assim fora, jogaríamos fora as nossas Bíblias, pois também são letras, e necessitamos da unção de Deus para compreendê-la, aliando com um pouco de conhecimento.

Desde os tempos do AT, já existiam os "seminários", que eram as escolas de profetas de antigamente (nos tempos de Samuel, Elias e Eliseu), que nos mostram que até os profetas devem aprender a "dominar" o dom que Deus lhes deu, a fim de exercer corretamente o seu ministério. Priscila e Áquila quando conheceram Apolo perceberam a unção de Deus existente em sua vida, e o levaram para o "seminário", para que aprendesse mais pontualmente acerca das coisas de Deus (At 18.24 ss).

Não podemos, absolutamente, colocar o curso teológico acima da unção de Deus. Mas é exatamente a ausência da Teologia que gera esta onda de falsas doutrinas dentro da igreja em nossos dias.

Contudo, quando menciono este assunto não me refero unicamente aos seminários. A igreja em si deveria valorizar mais a teologia. Eu sei que existem muitas vertentes teológicas estranhas por aí, mas eu me contentaria com a igreja valorizando e ensinando em suas EBD pelo menos a Teologia Sistemática e a Teologia Bíblica.

Como se tornar um Pastor sem fazer força

Em 1986 eu entrei para o Seminário (Instituto Bíblico Betel Brasileiro, em João Pessoa, PB, um dos mais antigos e conceituados do Brasil) com a pretensão de ser pastor. Para início de conversa, eram necessários quatro anos de curso para poder se formar em Bacharelato em Teologia (e até hoje qualquer seminário sério não tem este curso em menos de 3 ou 4 anos). Após o curso, ainda havia uma monografia que precisava ser apresentada perante uma banca de professores, para se poder colar o grau. Após a aprovação da monografia e colação de grau, as denominações da época só aceitavam ordenar um pastor após uma avaliação perante uma banca examinadora de pastores, onde toda a bagagem doutrinária e teológica era avaliada pormenorizadamente. Conheço muitos que não passaram de primeira! Muitos tremiam de medo ante a idéia da banca examinadora...

(Só para termos noção de como a teologia é valorizada na ICAR, um padre, se não me falha a memória, estuda teologia, obrigatoriamente, por 6 anos! Já nas vertentes neo-pentecostais, não precisa nem ser alfabetizado...)

O que se buscava com tamanha rigidez? Exatamente evitar a todo custo o que vemos por aí nos dias atuais: uma penca de "pastores" despreparados, que desconhecem e desprezam a teologia, e que não sabem nem mesmo explicar as doutrinas básicas do Cristianismo. Acreditem: conheço pastores que, em relação à Ceia do Senhor, adotam a mesma doutrina Católica da transubstanciação...

Hoje, já existem cursos de Doutorado em Telogia por correspondência, e com menos de seis meses de estudo!

Associado à onda de anti-teologia, o que vemos em relação aos cursos teológicos modernos? Falta de vergonha de muita gente por aí, e a falta de uma legislação séria que regularize a "profissão" de pastor evangélico, assim como a abertura de igrejas a bel prazer dos seus "pastores-fundadores", a grande maioria dissidentes de ministérios, após discordarem da sua liderança e darem vazão à sua ânsia de poder eclesiástico.

Hoje, criam-se verdadeiras aberrações em nosso meio graças à falta de seriedade e de legislação regulamentar.

Há mais ou menos um ano, um diácono conhecido meu fundou sua própria igreja. Nada contra o abençoado irmão. Contudo, o irmão é semi-analfabeto, não sabe pregar, nem cantar sabe... Já ouvi ele pregando barbaridades no púlpito, tudo em nome de uma pretensa unção vinda do alto e de uma revelação onde Deus o orientou a fundar a nova igreja... Como se o Evangelho não estivesse esfacelado o suficiente... Ah, e antes que eu me esqueça: ele já encontrou um amigo que o ungiu pastor!

Porisso, eu defendo que uma igreja só deveria ser legalmente criada (ou mesmo aberta uma congregação de forma oficial) quando o pastor da mesma tivesse curso teológico de nível superior, reconhecido pelo MEC. Pode parecer radicalismo meu, mas alguma providência precisa ser tomada para impedir a divisão denominacional da forma que temos presenciado em nossos dias.
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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Pedro`G3 em Sex 12 Dez 2008, 17:45

Na casa de Deus todos os irmãos são sacerdotes. Cada um com o seu dom, sendo que nenhum é mais importante do que o outro. Imagina exigir curso teológico de todos os irmãos? Completamente inviável. Além de não ser requisito bíblico para nada.

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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Paulo Cesar em Sex 12 Dez 2008, 19:00

É muito recomendável mas não penso que deve ser obrigatório. Deus conhece quem Ele escolhe. O problema é que há pessoas que se dizem escolhidas sem ser, e outros que escolhem pastores como escolhem as roupas que vão vestir.
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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Dado Rezeck em Sab 13 Dez 2008, 10:50

Conhecimento não ocupa espaço e é sempre útil... Eu acredito que a teologia tem muito a somar na vida daquele que está na frente de um trabalho. Infelizmente vejo muitos líderes despreparados levando suas congregações a viverem em erro. Essa é a realidade.
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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Pedro`G3 em Sab 13 Dez 2008, 12:38

Óbvio que conhecimento das Escrituras nunca é demais, como bem disse o irmão acima. Devemos, sim, estudar a Palavra, com bastante zelo.

O que é completamente dispensável (dispensável mesmo) é ter um diploma de "teólogo". Não se pode fazer essa exigência (diploma formal) de qualquer pessoa, pois, primeiramente, não é requisito bíblico e, em segundo lugar, não quer dizer necessariamente que a pessoa tem um bom relacionamento com Deus - só quer dizer, apenas, que a pessoa tomou um curso, só isso.

Conheço bacharéis em teologia que falam grandes asneiras; conheço também pessoas que não tem o diploma, mas revelam uma vida cristã irrepreensível.

No fundo, o que importa é como está o relacionamento da pessoa com Deus. Como já diz a própria Escritura: a letra mata, o Espírito vivifica.

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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Cardoso em Dom 14 Dez 2008, 02:10

Amados,

Graça e Paz!

Irmão Zilton, vamos ver se ao menos consigo levar o amado a refletir melhor sua opinião sobre este assunto, que segundo meu entendimento está equivocado e fora da Palavra(não a palavra bíblica acadêmica, mas a Palavra de Deus mesmo, aquela dos papiros, dos pergaminhos que vieram das inspirações e foram cravadas em nossos corações).

Irmão, você escreveu assim:
"Porisso, eu defendo que uma igreja só deveria ser legalmente criada (ou mesmo aberta uma congregação de forma oficial) quando o pastor da mesma tivesse curso teológico de nível superior, reconhecido pelo MEC. Pode parecer radicalismo meu, mas alguma providência precisa ser tomada para impedir a divisão denominacional da forma que temos presenciado em nossos dias."

Comentários:
Amado, desde já saiba que o irmão tem sido uma benção neste fórum. Seus posts são sempre ricos, bem estruturados, e quase todos bem fundamentados. O irmão tem a qualidade de membro que todo bom fórum anela ter. Porém, neste assunto específico vejo o irmão um tanto quanto fora da Palavra e da História da Igreja.

Reflita comigo:

01) Setembro/2006 - Um grupo de irmãos, sem CNPJ, sem diplomas e sem reconhecimento do MEC, após jejuns e orações, após examinarem as escrituras, e sentindo a chama do dever do IDE de Jesus arder dentro de seus corações, decepcionados com o rumo mundano e mercadológico que as denominações evangélicas tomaram, resolvem alugar uma salinha para ali se congregarem e ganharem almas para o Senhor Jesus Cristo. Três anos depois, este trabalho já tem ex-viciados em crack cheios do Espírito Santo, ex-alcolatra estudando a Bíblia, adorando e orando a Iahweh, também irmãos que eram de outras denominações e que estavam na "caverna" se juntaram ao grupo, ali há também pessoas que não se decidiram por Jesus, porém não perdem uma eklesia sequer, enfim...o grupo já fez até batismo (no Nome de Jesus) e está tomando a Ceia do Senhor. Curioso é que muitos irmãos da A.D. deste mesmo bairro enviam pessoas do mundo para os cuidados dos irmãos deste pequeno grupinho, pois segundo eles, este ministério compreenderá melhor os tais, visto que alguns da liderança do mesmo já passaram por esta estrada.

Mas o que este grupelho prega? a) Que todo homem, por causa do pecado, precisa confessar Jesus como Senhor e crer que Deus o ressuscitou dos mortos; b) Que a Bíblia é a Palavra de Deus, escrita de tal maneira que leva o homem a entender o projeto de Iahweh, a queda do homem, o perdão e a redenção pela Graça de Deus no Sacrifício de Jesus e fala sobre os novos céus e a nova terra; c) Que todo cristão deve gerar como fruto o amor e orienta seus membros a buscarem a santidade.


Ano 2010 -> Que pena: Os evangélicos enfim fizeram um Presidente do Brasil e assumiram a maioria no Congresso e senado. Um deputado evangélico chamado Milton Ademar elaborou um projeto de lei para que da data da aprovação da Lei em diante, quaisquer grupos de cristãos brasileiros somente possam se reunir caso constituíssem um CNPJ, e que entre eles houvessem um pastor líder com o canudo de qualquer Curso Superior de Teologia reconhecido pelo MEC.

Por falta de recursos financeiros e tempo, além do pouco interesse pela teologia empacotada ensinada nestes cursos de teologia, o líder do grupo acima não fez o Curso de Teologia Obrigatório.

2011-> Um oficial de Justiça procura o tal líder para dizer que daquela data em diante, o grupinho "fora da lei" não poderia mais se reunir. O líder ainda tentou explicar ao Oficial o quanto aquela congregação tem feito pelo bem estar do cidadão brasileiro - pois de coisas espirituais certamente o Oficial não entenderia - porém sem sucesso. A porta da salinha da congregação foi lacrada e dali em diante...ninguém mais poderia entrar para ouvir o líder dizer que "Jesus o ama e morreu para salva-lo".

Agora os membros deste grupinho estão se congregando no subterrâneo, nos sotãos, nas cavernas, pois para estes, como foi para Pedro, "importa mais agradar a Deus do que aos homens".

A perseguição que foi lançada contra a Igreja Primitiva agora está sendo reavivada contra a Igreja Hodierna, porém aquela foi os judeus e césares que perseguiam, esta porém, são os próprios cristãos que estão perseguindo os cristãos.

02) Um tal de Pedro, junto com um tal de João, outro chamado Tiago e outro André, que foram seguidores de um revoltado chamado Jesus, de quem diziam ser o "Cristo", e que segundo eles foi entregue pelos judeus, morto pelos romanos e que depois ressuscitou e alguns dias na frente subiu ao Céu, agora andam se congregando pelos cantos do Grande Templo Judeu e também fazem reuniões nas casas. Porém tais fanáticos não tem Curso Superior de Fariseu, muito menos doutorado em Saduceísmo, e não são reconhecidos nem pelo Império Romano muito menos pelo Sinédrio, que é o Senado Judeu. Além disto todos eles são indoutos, simples pescadores, e da região da Galiléia. A despeito das Verdades, a despeito dos milagres, a despeito do amor entre eles, a despeito da ética que apregoavam, todavia alguns "doutores" do Sinédrio, temendo perder suas posições religiosas, começaram a mover imensa perseguição contra o grupo que convivia com estes quatro homens. Mas havia uma profecia feita pelo Mestre deles de que "a porta do Hades" (a sepultura), não prevaleceria contra este povinho, e tal profecia se cumpre até aos dias de hoje, pois por mais que milhões de cristãos passem pela "porta do Hades", todavia outros milhões estão sempre nascendo e tal "porta" não dá conta..além de que, até aqueles que estão hoje passando pela porta da sepultura, todavia nela não ficarão...e mais um vez a "porta" será derrotada.

03) Louis Francescon, um Italiano, após ter contato nos EUA com a Doutrina dos Dons do Espírito Santo, passou a buscar tais experiências espirituais que o revestiram e o fortaleceram para ganhar almas para o Senhor por este mundo afora. Então em 1910, chega no Brasil para ganhar almas para o Reino de Deus. O evangelho que prega é quase o mesmo do que pregam os Batistas e os Presbiterianos, porém estes rejeitavam a manifestação dos dons e cunharam isto como se fossem manifestação demoníacas. E por já estarem firmados e organizados por estas terras, bem antes de Francescon chegar e, por serem mais "acadêmicos" do que a pobreza teológica do Italiano que nenhum Diploma possuía, se uniram aos católicos, fizeram lobby junto aos políticos da recém proclamada República, criaram uma Lei que para pregar aqui no Brasil, só quem tivesse estudado Teologia em na Oxford e assim conseguiram expulsar Francescon destas terras.

Resultado: Não foi criada a Congregação Cristã no Brasil, hoje com cerca de 2,6 milhões de cristãos.

04) Já no final deste mesmo ano (1910) chegava ao Brasil, vindo também dos EUA e que haviam também recebido as manifestações carismáticas do Espírito Santo, dois jovens: Daniel Berg e Gunnar Vingren. Estavam aqui por uma visão missionária e o único desejo era servir a Jesus e ganhar almas para o Reino de Deus. Como membros batistas, foram hospedados pelo evangelista Raimundo Nobre responsável pela Igreja Batista na cidade de Belém do Pará. Porém, este último, ao ver que os dois falavam línguas estranhas e operavam sinais e maravilhas, denunciou à justiça brasileira que ambos nem o português falavam, não tinham Diploma de Oxford, não tinham credenciais de Convenção Religiosa alguma, um era caldereiro e fundidor e trabalhava para pagar o estudo da lingua portuguesa do outro, portanto eram totalmente desqualificados para pregarem o evangelho ou cuidarem de Igreja em solo brasileiro.

Resultado: Não foi criada a Igreja Evangélica Assembléia de Deus...hoje com cerca de 17 milhões de fiéis.

05) Manoel de Mello, assembleiano, mestre de obras, em 1955 teve uma visão de Deus e assim narrou: "tive uma visão espiritual na qual o Senhor Jesus me apareceu e me deu ordens para começar, no Brasil, um movimento de Reavivamento Espiritual, Evangelização e Cura Divina, e o Senhor Jesus mesmo deu-me o nome: "O BRASIL PARA CRISTO". Obedeci a ordem. Aleluia! Comecei o movimento. Companheiros e companheiras do mesmo ideal do Evangelho uniram-se a mim na grande jornada. Naquela visão Jesus me revelou que todos que cooperassem comigo na Obra que iria fazer de maneira nenhuma perderiam seu galardão, então abrimos milhares de igrejas de norte a sul do Brasil..." Através deste Ministério, em 1956 o Brasil inteiro passa a ouvir o programa "A Voz do Brasil para Cristo", que seria uma benção para milhões de cristãos brasileiros, além de contribuir para muitas conversões.

Porém, a liderança da Assembléia de Deus, enciumada com o próspero crescimento deste Ministério, junta-se aos Batistas, Presbiterianos e Católicos e juntos conseguem aprovar uma Lei de que "mestre de obras" não poderia ser mais pastor ou pregador. A Lei exigia também um canudo de Teologia da Faculdade Mackenzie.

Resultado: Manoel de Mello, não concorda, nem tem tempo para fazer Teologia, é preso e a Igreja "O Brasil para Cristo" com centenas de milhares de almas deixou de existir.

Pois é amado Zilton...e por ironia da história, você, um membro da Igreja "O Brasil para Cristo", escreveu isto aqui:
"Porisso, eu defendo que uma igreja só deveria ser legalmente criada (ou mesmo aberta uma congregação de forma oficial) quando o pastor da mesma tivesse curso teológico de nível superior, reconhecido pelo MEC. Pode parecer radicalismo meu, mas alguma providência precisa ser tomada para impedir a divisão denominacional da forma que temos presenciado em nossos dias."

Ainda não entrei na parte Bíblica do meu post...não sei se precisarei fazê-lo.

Meu objetivo foi tentar mostrar o quanto o amado não está entendendo os planos de Deus, que no mover do Espírito Santo e para cumprir o Ide de Jesus, e também, para Edificação do Corpo de Cristo, levantou alfabetizados, analfabetos, semi-analfabetos, indoutos, doutos, com canudo, sem canudo, enfim...a obra é urgente, o chamado é dEle, o Poder é dEle, o Espírito é dEle, o relógio é dEle, o objetivo de tudo é para Ele, e assim é Ele quem capacita o homem para ser espiritual, para pregar, para profetizar, para amar, perdoar, pois eu e o irmão sabemos que estamos na dispensação do Ministério do Espírito e Não da Letra em Pedras, que estamos debaixo da Unção, pelo Novo Nascimento, pela Glória Eterna, enfim....amaaaaado....

Aguardo o retorno do irmão.


Valmir Cardoso
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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Fernando Junior em Dom 14 Dez 2008, 13:47

Sem dúvida deve ser obrigatório. Porém não digo aqueles cursos de baicharel em teologia. Basta, em minha opinião, um curso básico de teologia.

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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Márcio Gomes em Dom 14 Dez 2008, 16:07

Em minha opinião...
Se o obrigatório for a nível de Constituição Federal, não concordo.
Se for a nível de igreja local, creio que também não deva ser obrigatório, creio que deva ser um requisito desejável. Mas isso cabe ao presbitério local (que é quem foi colocado para dirigir a igreja) decidir, baseado em critérios que a palavra de Deus nos dá, como Paulo nos orienta em sua carta.
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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Clovis em Dom 14 Dez 2008, 18:01

Amados,

A Bíblia coloca como requisito para o ministro, entre outras coisas, que seja "apto para ensinar" (1Tm 3:2) e "apto para instruir" (2Tm 2:24). Acho que isto deve nortear nossa resposta. O termo traduzido apto para ensinar é διδακτικος, que significa "apto e hábil no ensino".

Consideremos também que em Ef 4:11 o ofício de pastor é inseparável do de mestre: "E ele mesmo concedeu... outros para pastores e mestres". As evidências parecem indicar que διδασκαλος não se refere a um ofício à parte do pastor, mas que se trata de pastores-mestres, o que corrobora com as passagens das pastorais acima mencionadas.

Isto posto, pergunto: o preparo teológico é necessário ao ofício pastoral? Sim, sim e sim. E qual a melhor forma de obter esse preparo teológico? Através de um estudo formal, preferencialmente num seminário confessional.

Deixo bem claro que não creio que o estudo teológico produza pastores, nem que ele supra qualquer outro requisito. Mas creio que não é pastor quem não está apto a ensinar e parece-me que não há dúvidas de que apenas o estudo sistemático das disciplinas teológicas fornecem esse preparo. E antes que alguém diga que no passado os homens de Deus não eram formados e fizeram da igreja o que ela é, digo que é melhor dar uma olhada mais cuidadosa na história da igreja. O período que se inicia em 1900 é sui generis nesse sentido, e não é um bom exemplo.

Em Cristo,

Clóvis

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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Cardoso em Dom 14 Dez 2008, 18:58

Amados,

Graça e Paz!

Irmão Clóvis,

Perceba no meu post - último parágrafo - que não sou contra o cristão fazer teologia, estudar em seminários, etc, pois creio que o Espírito Santo também usa "doutos e com canudos" para fazer a sua obra.

O que estou querendo aqui é levar o irmão Zilton a reconsiderar seu radicalismo que chega a ponto de considerar que haja uma exigência para que um novo ministério só possa ser aberto caso seu fundador, seu lider, seu missionário, possua um canudo teologico reconhecido pelo MEC.

Foi então que postei um pouco da história da Igreja, lá em no princípio com aqueles pescadores e agora pós 1900.

No entanto, gostaria que o amado se explicasse melhor a respeito desta afirmação:
"O período que se inicia em 1900 é sui generis nesse sentido, e não é um bom exemplo."

É que assim como o irmão Zilton, você também irmão irmão Clóvis é membro de uma denominação que se iniciou com um homem sem "canudo", porém cheio do Espírito Santo.

O que há de errado com sua denominação, já que ela "não é bom exemplo?"


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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Clovis em Dom 14 Dez 2008, 19:02

Irmão Cardoso,

Sendo honesto com o irmão, ainda não li o seu e outros posts (nem o do Zilton) deste tópico. Minha resposta foi a partir da enquete, que por sinal não respondi ainda.

Mas pretendo ler e considerar todos os posts, comentando alguns pontos conforme o caso.

Em Cristo,

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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Clovis em Seg 15 Dez 2008, 08:48

Zilton Alencar escreveu:Porisso, eu defendo que uma igreja só deveria ser legalmente criada (ou mesmo aberta uma congregação de forma oficial) quando o pastor da mesma tivesse curso teológico de nível superior, reconhecido pelo MEC. Pode parecer radicalismo meu, mas alguma providência precisa ser tomada para impedir a divisão denominacional da forma que temos presenciado em nossos dias.

De todo o seu post, discordo apenas desse seu "radicalismo". Por várias razões eu sou contra o aval do MEC sobre o curso de teologia. Primeiro, há a questão de separação entre Igreja e Estado, que deve ser mantida sempre. Segundo, que os cursos reconhecido pelo MEC são seculares e receio que serviriam mais para preparar exploradores da fé do que ministros do evangelho. E em terceiro lugar, da forma correta, o MEC já reconhece os cursos teológicos livres.

Então, o que eu entendo é que o aspirante ao ministério deve fazer seu curso teológico, preferencialmente num seminário ou instituto confessional ou reconhecido pelo órgão convencional de sua denominação.

Em Cristo,

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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Zilton Alencar em Seg 15 Dez 2008, 09:17

Caro Cardoso, a graça de Cristo na tua vida.

Sua postagem está bastante coerente, e saiba que em todos os aspectos eu já havia refletido acerca destas conjecturas. Limitar por leis a criação de igrejas é um risco, mas a meu ver, POR CAUSA DOS DIAS ATUAIS, é um mal necessário.

Concordo que o amado Manoel de Mello, fundador da igreja que hoje faço parte, não fez cursos teológicos. Não tinha tempo, a obra era mais urgente. Contudo, observe a época em que ele viveu, comparando-a com a de hoje, onde qualquer pessoa, inclusive eu e você, pode fundar uma igreja, ensinando o que bem quer e entende... Basta para isso se rebelar contra seu pastor, arrastar (qual Satanás, quando caiu do céu) uma boa porcentagem dos membros da igreja e formar a sua própria denominação.

Observe também que nos dias de hoje (pelo menos aqui, na Paraíba) o curso teológico é incentivado dentro da OBPC. O meu pastor não aceita a ordenação pastoral sem curso teológico. Não pelo diploma, mas pela preparação. O diploma não quer dizer nada. O ensino, sim. Necessariamente, fazer o curso não significa concordar e aceitar o que se estuda, mas é um bom passo, pois pelo menos se aprende um pouco sobre doutrina bíblica. Isso faz muita falta na igreja nos nossos dias.

Quando Manoel de Melo e os demais líderes que você citou formaram as suas denominações, os tempos eram outros. A Bíblia era mais respeitada, de sorte que destes que você citou, o único que deu uma "afastada" dos princípios foi o Francescon, mas os demais (AD, OBPC etc) mantiveram-se fiéis à Palavra revelada, apenas criaram uma denominação com princípios diversos aos das existentes de então.

Até a década de 1970 - 1980, as divisões que surgiam não se afastavam da Palavra. O que muito acontecia era que pessoas de igrejas que não criam nas manifestações espirituais, cura divina etc, ao serem impactadas com esta experiência bíblica e não vendo espaço em suas denominações, partiam para organizar uma igreja que se mantivesse fiel à Palavra e cresse na doutrina pentecostal.

É claro que eu não falo estas coisas em relação às doutrinas secundárias. O cuidado é com as primárias. Pouco me interessa se a igreja que está surgindo vai ensinar ou não acerca de vestes, usos e costumes. Minha preocupação é com a soteriologia, a hamartiologia, a escatologia...

Hoje, as divisões são motivadas por razões no mínimo espúrias. Vou fundar uma igreja porque:

* O meu pastor não quer me ungir pastor...
* Meu pastor não quer me colocar em posição de destaque na obra...
* Eu tive uma visão, uma revelação, e o meu pastor não quer aceitar...
* Preciso encontrar um meio de sustento pessoal...
* Fiquei com raiva da liderança da minha igreja...

E por aí vai... Muito diferente dos motivos que trouxeram a tona as igrejas mais antigas.

O pastor que eu citei na minha postagem inicial fez algo parecido. Associou-se a uma igreja mais tradicional. recebeu imediatamente as credenciais de presbítero e foi colocado à frente da obra. A igreja que ele se associou promoveu a construção do templo, no terreno da casa deste presbítero. Quando a obra terminou, o presbítero recebeu uma "revelação" de que era pra se separar. E o fez. Lamentavelmente, como eu o conheço posso afirmar: não sabe pregar, não sabe nem cantar direito... Prega verdadeiros absurdos... O que você acha?

Nos dias de hoje, até um ateu pode criar uma igreja. Basta ter interesse em ganhar dinheiro, "tapar as narinas", abrir um CNPJ (que já é obrigatório para se formar uma igreja), alugar um salãozinho e começar. Some-se a isso alguns sinais e milagres, e está formada a nova denominação. Acredite: já recebi "propostas" de fazer isso... Jamais o farei. Se um dia o Senhor me chamar ao Ministério, agregar-me-ei a uma igreja já existente, preferencialmente ortodoxa.

A minha esperança com alguma limitação que surja no tocante a abertura de novas denominações é: freiar a divisão, regularizar a "profissão" pastoral e evitar-se que pessoas inescrupulosas e/ou despreparadas assumas posição DE PASTOR. Não haveria limitações em eu ser um diácono, presbítero ou evangelista, abrir um trabalho em minha casa, etc. Mas este trabalho, após aberto, teria que se filiar a uma igreja já organizada, com estatuto, com normas doutrinárias, etc. E que os "cargos" de pastores só fossem aceitos diante da lei se houvesse curso teológico. Igrejas novas, só poderiam ser criadas após o cumprimento de algumas exigências. E por aí segue...
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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Zilton Alencar em Seg 15 Dez 2008, 09:18

Clovis escreveu:
Zilton Alencar escreveu:Porisso, eu defendo que uma igreja só deveria ser legalmente criada (ou mesmo aberta uma congregação de forma oficial) quando o pastor da mesma tivesse curso teológico de nível superior, reconhecido pelo MEC. Pode parecer radicalismo meu, mas alguma providência precisa ser tomada para impedir a divisão denominacional da forma que temos presenciado em nossos dias.

De todo o seu post, discordo apenas desse seu "radicalismo". Por várias razões eu sou contra o aval do MEC sobre o curso de teologia. Primeiro, há a questão de separação entre Igreja e Estado, que deve ser mantida sempre. Segundo, que os cursos reconhecido pelo MEC são seculares e receio que serviriam mais para preparar exploradores da fé do que ministros do evangelho. E em terceiro lugar, da forma correta, o MEC já reconhece os cursos teológicos livres.

Então, o que eu entendo é que o aspirante ao ministério deve fazer seu curso teológico, preferencialmente num seminário ou instituto confessional ou reconhecido pelo órgão convencional de sua denominação.

Perfeito, Clóvis. Sugestão aceita em sua plenitude!



Vou jogar mais uma questão para debate:

Deus me chamou para o pastorado. Aleluia. Isto me desobriga de qualquer preparação teológica ou secular?

Comparemos: se eu tiver a "vocação" para a engenharia civil, e mesmo que miraculosamente eu aprendesse a arte da engenharia sem a necessidade de cursos, eu seria aceito como engenheiro?

O curso é condição sine qua non para o exerc[ício da função e profissão de engenheiro. Eu posso ter o conhecimento prático, saber construir uma casa ou um prédio, dos alicerces ao teto, mas a ausência do curso me faz no máximo um pedreiro ou um mestre-de-obras. Nunca um engenheiro.

O mesmo se dá em todos os demais aspectos profissionais: médicos, advogados, enfermeiros precisam de cursos e especializações para poderem ser reconhecidos. Por que então somos tão negligentes com as coisas do Senhor e da Sua igreja? Para Deus pode ser de qualquer forma?

E porque o obreiro que não tem curso de teologia poderia ser um pastor?

E porque muitos "pedreiros" e "mestres de obras" da igreja (diáconos, presbíteros, etc) insistem em ser engenheiros sem as credenciais seculares? Porque não desempenham a obra que o Senhor lhe conferiu na categoria de presbíteros?

O que vcs acham disso?
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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Pedro`G3 em Seg 15 Dez 2008, 12:09

A obrigatoriedade de curso teológico apenas reforça a prática e ensinamento da doutrina dos nicolaítas.

Quem quiser ver o que são os nicolaítas, pode dar uma olhada no seguinte tópico na sessão de estudos clicando aqui.

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Re: Anti-Teologia

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