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Anti-Teologia

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Clovis
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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Clovis em Ter 16 Dez 2008, 17:20

Cardoso escreveu:b) Fundamento apostólico? Qual? O calvinista? o católico? O luterano? O arminiano? O pentecostal? O adventista? Há algum "seminário" que o amado possa sugestionar aqui que realmente ensine o "fundamento apostólico" que seja unanimidade entre os cristãos?

Se é fundamento apostólico, é claro que não é nenhum desses sistemas referidos pelo irmão. Esses são, no máximo, construções erguidas sobre o fundamento apostólico. Quanto a seminários que sejam unanimidade, o irmão não vai encontrar nenhum, mas eu poderia sugerir alguns que, salvo melhor análise, se classificariam como bons: FAETAD (assembleiano), Mackenzie (presbiteriano), STBSB (batista), IBBC (O Brasil Para Cristo) e o SEMIB (interdenominacional). Sei que não estou sendo justo, pois citei esses de memória e há certamente outros tão bons quanto. O IBBC não se iguala aos demais, pois ainda é bastante incipiente, mas tem um futuro promissor.

Cardoso escreveu:Por exemplo, eu como arminiano não quero passar anos aprendendo num seminário presbiteriano por exemplo, porque lá, gastarei tempo e dinheiro e eles irão me ensinar - entre outras coisas - a doutrina calvinista que de antemão não acho correta e certamente dirão que não posso falar línguas nas eklesias, e se fosse alguns anos atrás, me ensinariam que os dons cessaram, etc. Depois sairia do seminario com "bastante conhecimento" porém não escreveria nada sem citar Agostinho, Calvino, Clark, Sproul, McArthur, sínodo de Dort, alguns catecismos, TULIP, etc. Se eu sei que lá estão ensinando com bastante ênfase tais coisas, o que vou fazer lá? Só reter as doutrinas básicas? Entao um bom livro cumpre este dever.

Se o irmão frequentasse um "bom" seminário arminiano, descobriria que seminário não é escola dominical. Além da posição arminiana são apresentados e debatidos posições outras, como o calvinismo, amiraldismo, jansenismo, etc. Pois o seminário, se for bom, não ensina apenas o que pensar, mas como pensar. E se for ótimo, além de ensinar como pensar, ensinará porque pensar de certa maneira. Eu digo isso porque o mais fraquinho dos institutos citados acima, o IBBC, apresenta sempre mais de uma posição, indicando qual o do Brasil Para Cristo. Por exemplo, no módulo em estudo em minha igreja local, diz que a Igreja O Brasil Para Cristo é de inclinação arminiana, mas que há em seus quadros, membros calvinistas.

Como o irmão está predisposto a não estudar o que "de antemão não acho correta", é compreensível sua oposição ao estudo e a opção por "um bom livro" que dentro dessa mentalidade deve ser "um bom livro que concorde comigo".

Em Cristo,

Clóvis

Zilton Alencar
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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Zilton Alencar em Ter 16 Dez 2008, 17:34

Cardoso escreveu:O fato de a Bíblia ordenar assim:
(Romanos 12:16) - Sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios em vós mesmos;
...já não tem mais efeito.

Amado, o texto de Romanos está direcionado à igreja como um todo, não à liderança da igreja. À liderança, Paulo tem outros conselhos:

"até que eu vá, aplica-te à leitura, à exortação, e ao ensino; Tem cuidado de ti mesmo e do teu ensino; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem. ". (1 Tm 4.13, 16).

Trata-se de "contexto". O contexto para a igreja é que eles não ambicionassem o que estava acima de sua capacidade, o que não impede que eles se preparem e alcancem capacidade superior. Amado, o sistema de castas, onde o ser humano nunca evolui, é hinduísmo, e não cristianismo. Sou cristão, e o Senhor Jesus me dá capacidade de aprender para ser cabeça, e não cauda. E isto também passa pelo ensino.

Agora, o contexto à liderança de Paulo remete a uma preocupação com o ensino (anagnósis, no grego). O interessante é que esta palavra tem a mesma raiz de Gnósis, conhecimento, o que demonstra a preocupação de Paulo neste sentido...
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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Clovis em Ter 16 Dez 2008, 17:38

Cardoso escreveu:Irmão Clovis, dê uma olhadinha nos propósitos da Faculdade de Teologia do Makenzie e veja se lhe interessa ou se ao menos encontre ali alguma coisa que faça um homem de Deus mais perto de Deus, mais perto do Evangelho, mais edificado na Palavra, mais preparado para ir nas favelas e pregar o Amor de Jesus...
http://www.mackenzie.br/teologia_est0.html

Irmão Valmir,

Selecionei algumas das disciplinas do curso de graduação do Mack. De minha parte, vejo que muitas delas são úteis à edificação pessoal, evangelização e edificação da igreja. Tem alguma que o irmão considera "descartável"?

Exegese do Novo Testamento I e II
Exegese do Velho Testamento I e II
Grego I, II, III e IV
Hebraico I, II, III e IV
Hermenêutica I e II
História e Geografia da Bíblia
Introdução ao Novo Testamento
Introdução ao Velho Testamento
Teologia Bíblica I, II
História do Cristianismo I, II, III, IV e V
Aconselhamento Cristão I e II
Administração Eclesiástica
Capelania I e II
Ética Profissional
Hinologia e Liturgia
História Teologia da Educação Cristã I e II
Oratória e Retórica I e II
Religião, Educação e Sociedade
Teoria da Comunicação
Antropologia Bíblica
Estudo Comparado das Confissões
Ética Bíblica
História do Pensamento Cristão I e II
Patrística
Teologia Contemporânea I e II
Teologia Sistemática I, II, III, IV
Administração e Gestão do 3º Setor Aplicado a Teologia I e II
Antropologia da Religião
Comportamento Organizacional Aplicado à Teologia
Cultura Judaica: Conceitos Básicos do Judaismo
Ética e Cidadania I e II
Ética Profissional
Ética Social
Fenomenologia da Experiência Religiosa
Filosofia
Filosofia da Religião
História das Religiões I e II
Introdução às Ciências da Religião
Metodologia da Pesquisa aplicada à Teologia I e II
Protestantismo e Cultura Brasileira
Psicologia da Religião
Sociologia da Religião
T.G.I. I e II
Antropologia Cultural
Educação Física I e II
Estágio Extracurricular Supervisionado I e II
História da Filosofia I, II e III
Inglês Instrumental I, II e III
Metodologia da Pesquisa Cientifica
Português I e II
Psicologia
Sociologia Geral

Note que esta é a grade de um curso reconhecido pelo MEC. Os cursos livres tem mais flexibilidade.

Se quer minha opinião, se eu tivesse meios, amaria cursar essa graduação.

Em Cristo,

Clóvis
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Pedro`G3
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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Pedro`G3 em Ter 16 Dez 2008, 20:46

Clovis escreveu:
Pedro`G3 escreveu:Eu tenho a plena convicção de que a causa do aparecimento de muitas "doutrinas estranhas" não é a falta de estudo, mas a falta de compromisso com Deus dos ditos líderes religiosos.

Pedro,

Obrigado por clarear melhor as coisas. E deixando as coisas que para trás ficam, sigamos adiante.

Eu tenho convicção que os desmandos que observamos diariamente não se devem à falta de estudo em si, mas estão a ela relacionados. Senão vejamos.

As práticas bizarras que presenciamos não surgem num vácuo doutrinário. "Conforme o homem pensa em seu coração, assim ele é". O que está no coração de um homem determina o que ele diz e faz. Há um arcabouço doutrinário, mesmo que implícito, por trás de toda prática espúria. Assim como toda prática correta resulta de uma doutrina ortodoxa. Portanto, por sob os movimentos que nossos olhos captam, há verdades que os corações aceitam.

Antes que haja uma prática herética, há um desvio da sã doutrina. E o descompromisso com Deus e com a verdade nada mais são que um sintoma de descompromisso com a doutrina. O apego ao dinheiro e a sede de poder nada mais são que a natureza humana sem os freios da verdade bíblica.

Pois bem, o fato inegável é que há um desprestígio da doutrina, manifesta às vezes de forma religiosamente aceitável numa sociedade pós-moderna, em expressões do tipo "não consigo ver o que essa doutrina tem a ver com evangelismo", "precisamos de comunhão, não de debate teológico" e "não importa a doutrina, importa Jesus". O sentimento é o juiz da verdade e o pragmatismo referenda qualquer prática. Portanto, no cerne de toda aberração litúrgica está o prévio afastamento da doutrina bíblica.

Mas, o que isso tem a ver com o estudo teológico?

Tem que há uma razão por si só (eu seria capaz de enumerar várias) que justifica o estudo teológico: fazer boa teologia serve para combater a má teologia. Ninguém consegue erradicar as práticas abomináveis que estão diante de nós sem que vá à origem, à raíz do problema: a falta de sã doutrina. Dê uma passada nos sites em que se faz críticas a práticas como o seminário promovido pela AD do Bom Retiro e veja os argumentos dos que os defendem: é um analfabetismo bíblico que beira à debilidade mental.

Creio que para mudarmos um pouco o quadro que se nos apresenta, precisamos de bons seminários, formando pastores dispostos a batalharem pela fé a nós confiada e igrejas edificadas sobre o fundamento apostólico. Com pastores alheios e aversos ao estudo, a vaca vai pro brejo, com bezerrinho e tudo.

Em Cristo,

Clóvis

Concordo que sempre há uma doutrina que justifica as práticas espúrias (e bizarras) que vemos nas congregações por aí. Até porque, o expositor da idéia deve tentar convencer os seus ouvintes - os fiéis - daquela determinada prática.

De fato, isso é um desprestígio com a sã doutrina. A questão que eu coloco é a origem desse desvio.

Será que quando um "líder" adota práticas contrárias à Bíblia, isso seria por falta de um estudo teológico sério e centrado? Creio que na maior parte das vezes não. Do contrário, seria difícil explicar o porquê de alguns líderes bastante estudados adotarem essas posturas anti-bíblicas.

O problema está no coração desses ditos líderes. A ânsia por crescer em número de membros e em força econômica faz com que estes "inventem" suas próprias teologias. Pouco importará se o que pregam está estritamente de acordo com a Palavra, desde que dê "resultados", de forma que, ainda que alguém os alerte, mostrando-os erros evidentes, entrará por um ouvido e sairá pelo outro.

Portanto, se estes líderes "estudarem mais", isso fará com que mudem de prática? É certo que não. Muitos deles já sabem que estão errados, entretanto persistem no erro para conseguirem seus objetivos pessoais. Em outras palavras, a intenção desvio doutrinário já é inicial. Um seminário não seria capaz de mudá-los, pois há má-fé desde o início.

Dessa forma, eu gostaria de inverter uma frase sua. Você disse que "o descompromisso com Deus e com a verdade nada mais são que um sintoma de descompromisso com a doutrina." Eu penso que mais adequado é dizer que o descompromisso com a doutrina é um sintoma do descompromisso com Deus.

Em primeiro lugar, alguém deseja dinheiro e poder (não estando compromissado com Deus, portanto). Diante desse desejo, produz o desvio doutrinário para justificar suas práticas.

Quanto à utilidade do estudo teológico tendo em vista o combate à má-teologia, concordo. Entretanto, essa recomendação de estudo da Palavra não deve se restringir àqueles que desejam se tornar os formais "pastores e líderes", mas à toda a igreja. Do contrário, como saber se o pregador efetivamente fala a verdade? Esse ponto eu tocarei quando comentar o que você e o Zilton disseram sobre os nicolaítas, logo que tiver um tempinho.

(Adianto que não chamei ninguém de nicolaíta erustido, nem mesmo indiretamente. Respeito muito os participantes desse fórum, especialmente os que participavam do antigo... Guardo muitas postagens daquela época, inclusive suas, Clóvis, as quais ainda hoje servem para minha edificação).
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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Zilton Alencar em Qua 17 Dez 2008, 09:01

Pedro`G3 escreveu:(Adianto que não chamei ninguém de nicolaíta erustido, nem mesmo indiretamente. Respeito muito os participantes desse fórum, especialmente os que participavam do antigo... Guardo muitas postagens daquela época, inclusive suas, Clóvis, as quais ainda hoje servem para minha edificação).
Em relação a isto, Pedro, fique em paz. Da minha parte, entendi perfeitamente sua preocupação, e não vi nenhuma intenção sua em querer chamar nem a mim e nem a quem quer que seja de nicolaíta.

Sua postagem sobre esta "linha de pensamento" foi na verdade muito oportuna. Há em nosso meio muitos pastores que exibem ostensivamente seus anelões de PHD e Doutorado em Divindade, deixando, estes sim, transparecer que são melhores que os demais. Esta prática tem que ser extirpada de nosso meio, pois nem é benéfica à igreja, nem agradável ao nosso Senhor.

Quando sou favorável ao curso teológico para pastores, jamais tiro de mente as implicações deste curso:

1. Jesus ensinou claramente que "a quem muito é dado, muito será exigido". Logo, quanto maior for o sentimento de preparo, unção, presença de Deus, etc, maior será a responsabilidade e o rigor na prestação de contas, naquele Dia;

2. Igualmente nosso Mestre deixou claro que "os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos" (Mt 20:25-28), mostrando que, quando me arvoro de uma prerrogativa secular de domínio, já que eu tenho um canudo universitário, minha postura deverá ser de servo. Aliás, não há maior razão para um homem fazer um curso de teologia senão de se preparar para melhor servir à igreja de Deus.

O Senhor esteja contigo!

Em tempo: concordo inteiramente contigo quando dizes:


Pedro G3 escreveu:Quanto à utilidade do estudo teológico tendo em vista o combate à má-teologia, concordo. Entretanto, essa recomendação de estudo da Palavra não deve se restringir àqueles que desejam se tornar os formais "pastores e líderes", mas à toda a igreja. Do contrário, como saber se o pregador efetivamente fala a verdade?
Logo, compreendo que o curso não é para usufruto próprio. Faz-se necessário que eu distribua na igreja as coisas que aprendi. É importante que eu siga o bom conselho paulino: "E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros" (2 Tm 2:2).

Podemos e devemos utilizar Cultos de Doutrina, EBD e até mesmo abrir pequenos cursos, onde ensinamos PRINCIPALMENTE o que aprendemos em Teologia Bíblica e Teologia Sistemática (a meu ver, as mais amenas). É claro que, na ampla maioria dos casos, muita coisa que se aprende não dá para se compartilhar (como as cadeiras de Grego e Hebraico, etc), pois são meio incompreensíveis para a grande maioria dos fiéis.

Em tempo 2: Mata-me a curiosidade... Por que o "G3" no teu nick? E eu gostei muito do "Chapolin Colorado"...
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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Pedro`G3 em Qua 17 Dez 2008, 11:02

Zilton Alencar escreveu:
Vamos amenizar o assunto.

Realmente, Pedrão (se me permites a intimidade), estás coberto de razão.

Vamos tomar como exemplo alguns movimentos estranhos como a "teologia da Prosperidade", o movimento G-12 e as diversas "unções" existentes, como a "unção dos quatro seres" ou a "unção do riso": seus grandes defensores, mormente nos dias atuais, são pessoas teoricamente preparadas, com bons cursos, etc. Mas não podemos esquecer que também são pessoas muito ungidas, cheias de Deus... Pelo menos é o que tentam transparecer, e neste aspecto todos nós somos facilmente enganados.

Quase todos esses movimentos citados foram recebidos por "revelação". Deus revelou (será mesmo?), e pronto. Alguns até válidos, mas nem sempre conduzidos dentro dos princípios bíblicos, o que distorce qualquer revelação recebida, por mais divina que seja.

(...)

FALTA COMPROMISSO. Bem falaste! Aliado à unção divina e ao preparo bíblico-teológico, a igreja seria imbatível!

Muita paz e graça para ti!

"Ziltão" (se igualmente me permite intimidade Cool ),

Ontem eu havia respondido esse seu post quotado acima. Acho que me atrapalhei na hora de clicar na vizualização e acabou não saindo.
Em resumo, concordo com o que você disse e vou mais além: muitos desses líderes sequer receberam qualquer revelação, mas estão adaptando a teologia aos seus interesses pessoais.

O "G3" do nick vem de longa data. Na época do Fórum antigo eu ouvia muito "Oficina G3". Hoje não ouço tanto, mas mantive o nick por uma questão de tradição (heheheh) e também pra ser mais facilmente identificado pelos antigos participantes.
O Chapolin também vem daquela época. A esse eu continuo assistindo com certa freqüência, já que comprei alguns DVDs do mesmo.

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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Cardoso em Qua 17 Dez 2008, 11:56

Amados,

Graça e Paz!

Eu havia escrito:

"Talvez 2 ou 3 apascentaram, cuidaram de rebanho, os outros eram só "canetas"(penas). Com certeza estes escreviam tratados sim, faziam apologia sim, no entanto lá nas casas, lá nas cabanas, lá nas catacumbas, lá no campo, lá no monte, quem apascentava eram os aleluias, os glórias a Deus, os Jesus te ama, os milagreiros, pois por mais que desejassem, não tinham nem como fazer seminários...e assim cresceu a Igreja."

Pelo que o amado Clovis me respondeu:

"Poderia me fazer o favor de reconsiderar sua afirmação acima? Do contrário, terei que dispender tempo para vasculhar meus alfarrábios e lhe mostrar duas coisas:
a) que a maioria das pessoas acima citadas eram pastores, que tinham sob suas responsabilidades rebanhos confiados pelo Senhor.
b) que boa parte deles poderiam ser considerados tão ou mais "milagreiros" que muitos "canelas de fogo" dos dias de hoje.

História da Igreja é uma das disciplinas que se estuda num seminário teológico. Evita disparates tais."



Irmão Clóvis,

Consulte então seus "alfarrábios" e veja que a maioria - ao contrário do que o irmão pensa - destes homens elencados por você, se tornaram proeminentes, não porque tinham cheiro de ovelhas, não porque conduziram muitas almas à cristo, mas, ao invés disto, gostavam mesmo era do cheiro do tinteiro, gostavam de debates, da apologia e da teologia. Alguns até apascentaram, é verdade, mas foi só de passagem...foram chamados depois para o serviço da teologia, da apologia.

A maioria deles, não fizeram seus nomes ficarem conhecidos, porque eram foram pastores, mas porque eram estudiosos...pastores eram outros.

E porque estou confrontano você a respeito destes irmãos? É porque estou aqui justamente defendendo que "um pastor" não precisa ter curso superior ou seminários para apascentar quaisquer rebanho que seja, onde o Espírito Santo lhe colocou. E você, me parece que também concorda com isto. Porém, você irmão, nos quiz transmitir pela galeria de sábios relacionados, que desde o ínicio os pastores foram sempre cultos, formados, estudados, canudados. Foi onde então insisti com você que muito pouco dos nomes que você listou foram pastores como os conhecemos hoje, aqueles que tem cheiro de ovelha.

Muitos destes que o amado citou, eram cessacionistas e combatiam ferozmente os que criam nas manifesações dos dons do Espírito Santo, sinal de que não sabiam tudo, e até criavam teses contra o poder de Deus em nossas vidas. Muitos deixaram de receber o mover de Deus por causa dos tais.

Não tiro o mérito deles, Iahweh sabe o que faz, não digo que não foram necessários, não digo que hoje não se precise dos tais...

Porém...para apascentar naquela salinha ali da esquina, naquele templo ali no bairro, num barraco ali no morro...o dom de pastor, com os quesitos mencionados em Tm. 3 e Tt 1, com conhecimentos básicos, bastam...

E dentre eles, ou de seus rebanhos, quem quizer se aprofundar mais...estude, pois para a salvação a Fé basta!

Esta história de "canudo" e de "curso superior" só entra por dentro das denominações quando elas se tornam predominantes, quando os sábios destes mundo começam a ingressar nela, quando o poder aquisitivo do povo cresce, quando há bastante membros...então tais denominações, começam a ficar exigentes, fazer "filtros", buscar nos pastores conhecimentos seculares, e assim, neste clima a idéia do irmão Zilton prospera. A História da Igreja mostra que sempre foi assim. Mas, tais ministérios, no início, na implantação, no chamado divino, no primeiro amor, cresceram, foram edificados, milhões foram salvos, Jesus operou, o Espírito Santo encontrou espaço, através do ministério até de semi-analfabetos. O irmão Clovis, o irmão Zilton, o irmão Valmir, o irmão Norberto, e tantos outros aqui, chegaram na Fé, porque pessoas sem canudo, trouxeram este evangelho para o Brasil, e quase foram proibidos pelos com canudo.

Estou teclando tudo isto, para dizer, que para ser pastor, o canudo é dispensável, em todos os tempos, eras, épocas, lugares, o chamado é de Deus e Ele sabe quem vai escolher e sabe porque vai escolher, e até por meio de pessoas simples, com conhecimentos moderados, o Espírito Santo já formou e sustentou muitas congregações e muitos foram salvos.

Um pastor tem que praticar Leitura Bíblica, isto sim, pois lá na eklesia, diante do rebanho, diante dos sedentos, diante de homens e mulheres que esperam uma Palavra da Parte de Deus, certamente é no Poder do Espírito e na explanação da Palavra que os resultados apareceração, e não no conhecimento secular, filosófico, arqueológico, religioso, etc.

O irmão Paulo, apesar de ter muito conhecimento, apesar de ler muito, estudar muito, desde a Palavra e até conhecimentos seculares, todavia, diante da eklesia fazia assim:

(I Corintios 2:4) - A minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder;

...este verso está neste contexto:
I Co 2:2 Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado. 3) - E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor. 4) - A minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder; 5) - Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus. 6) - Todavia falamos sabedoria entre os perfeitos; não, porém, a sabedoria deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que se aniquilam; 7) - Mas falamos a sabedoria de Deus, oculta em mistério, a qual Deus ordenou antes dos séculos para nossa glória; Cool - A qual nenhum dos príncipes deste mundo conheceu; porque, se a conhecessem, nunca crucificariam ao Senhor da glória. 9) - Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam. 10) - Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus. 11) - Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. 12) - Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. 13) - As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais. 14) - Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. 15) - Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido.
16) - Porque, quem conheceu a mente do SENHOR, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo.

Assim, creio que o irmão Paulo, como apostolo, como implantador, como embaixador, como um dos primeiros, deveria se preparar para fazer apologia, pois por muitos ele seria questionado - e foi - mas, para apascentar aquelas simples ovelhas...a Bíblia, a Fé, o Poder, o amor basta.

E a medida, amados, que nosso debate vai avançando, estou verificando que para alguns, eu estou aqui defendendo que nenhum cristão faça Curso Superior de Teologia.

Como já percebeu o irmão Valdomiro, não se trata disto.

Quem quizer algum conhecimento além da Palavra, além da revelação do Espírito Santo, busquem onde possam encontrar...mas se quizerem ser pastores, e se por caso o Espírito Santo os chamar, a Palavra, pela Fé, no Poder...que trio..já são suficientes.

Estou escrevendo aqui, para levar o irmão Zilton a repensar este seguinte pensamento dele:
"Porisso, eu defendo que uma igreja só deveria ser legalmente criada (ou mesmo aberta uma congregação de forma oficial) quando o pastor da mesma tivesse curso teológico de nível superior, reconhecido pelo MEC. Pode parecer radicalismo meu, mas alguma providência precisa ser tomada para impedir a divisão denominacional da forma que temos presenciado em nossos dias."

No demais, pela bondade de Deus, no perdão do Senhor Jesus Cristo, e por vontade do Espírito Santo, eu apascento um destes pequenos rebanhos e assim, sei, pela prática, do que estou falando, e à parte da prática, a Palavra concorda com meu pensamento, a história da Igreja também (primitiva e hodierna) e por isto estou seguro do que estou aqui afirmando.

O que diz a Palavra para mim? O que ela requer para que eu apascente um rebanho? Bem, sabendo que ancião/presbítero/bispo eram os "pastores" dos rebanhos da Igreja apostólica - e não o cargo de pastor de hoje em dia - a recomendação é esta:

I Tm 3:1) - ESTA é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja. 2) - Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar; 3) - Não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento; 4) - Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia 5) - (Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?); 6) - Não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo. 7) - Convém também que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em afronta, e no laço do diabo.

Tito:
(Tito 1:5) - Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem as coisas que ainda restam, e de cidade em cidade estabelecesses presbíteros, como já te mandei: 6) - Aquele que for irrepreensível, marido de uma mulher, que tenha filhos fiéis, que não possam ser acusados de dissolução nem são desobedientes.
7) - Porque convém que o bispo seja irrepreensível, como despenseiro da casa de Deus, não soberbo, nem iracundo, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância; Cool - Mas dado à hospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, santo, temperante;
9) - Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes.

Façamos isto acima, aceitamos isto acima, e estamos dentro do Plano Divino.

Mas não esqueça pastor: Examine a Palavra, ore bastante, jejue, ajude, ame, perdoe, use de misericórdia, ouça a voz do Espírito Santo de Deus.


Valmir Cardoso
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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Zilton Alencar em Qua 17 Dez 2008, 12:46

Cardoso escreveu:Estou escrevendo aqui, para levar o irmão Zilton a repensar este seguinte pensamento dele:

"Porisso, eu defendo que uma igreja só deveria ser legalmente criada (ou mesmo aberta uma congregação de forma oficial) quando o pastor da mesma tivesse curso teológico de nível superior, reconhecido pelo MEC. Pode parecer radicalismo meu, mas alguma providência precisa ser tomada para impedir a divisão denominacional da forma que temos presenciado em nossos dias."

Amado, a ÚNICA forma de eu repensar esta minha colocação é a eliminação da parte que eu grifei acima, pois observei que:

1. Nem todos os bons cursos são reconhecidos pelo MEC, e alguns que são reconhecidos podem não ser bons... Opinião pessoal de cada estudante.

2. O curso teológico não necessitaria ser, obrigatoriamente, de nível superior. Existem bons cursos de nível médio. Algumas denominações mantêm seus próprios cursos de preparação teológica para seus obreiros, o que é louvável, mas não são de nível superior. Estes, podem igualmente ser aceitos.

Contudo, a obrigatoriedade deste curso deve ser condição, o pastor da ovelha que aspira ao pastorado deve ter o bom senso de:

1. Ser "mentor" nos termos que o Clóvis posta, ou seja, como eu entendo: acompanhe a ovelha, ensine-a e supervisione-a, gere um pastor em sua ovelha; afilal, o seminário ou o curso não o fará pastor; esta é função do pastor, e os cursos fornecerão apenas as ferramentas.

2. Encaminhe-o a um seminário, instituto bíblico ou universidade que ele, o pastor, recomende;

3. Analise em todo o tempo, antes da ordenação / unção pastoral, a conduta DOUTRINÁRIA de sua ovelha.

Quanto ao mais, lamento te informar que permaneço com a mesma opinião, mas aberto a mudar, pois não sou e nunca serei o dono da verdade. Apenas não encontrei razões suficientemente coerentes, dadas as circunstâncias atuais da igreja e as orientações da Palavra, que valorizam o estudo.

Os que quiserem pregar o Evangelho sem cursos, no chamado "laicato", não estão de forma alguma impedidos de fazê-lo. DEVEM FAZÊ-LO, a tempo e fora de tempo, sendo ou não pastores, mas sempre debaixo de uma autoridade pastoral. Já observaram que muitos hoje em dia preferem até não ter pastor que os governe? Claro... É muito ruim querer pregar uma coisa com um chato a tiracolo, nos mostrando na Bíblia que está errado, quando a "minha experiência" mostra que, na verdade, quem está errada é a Bíblia... (entendam... estou sendo irônico!).

Os que querem ser pastores, primeiro aprendam um pouco de autoridade espiritual, honrem seus pastores, submetam-se a eles nos limites da Palavra, não se prontifiquem a dividir o evangelho mais do que ele já está dividido!

E não se rebelem, traindo e afastando-se de seus mentores por ânsias de poder eclesiástico, e nem por ânsias de divisões nas igrejas. Infelizmente, todos nós sabemos que a maioria dos neo-pastores que surgem em nossos dias são fruto de rebeldia de ovelhas e obreiros contra seus pastores. Um pastor que admito porque mantém esta postura é o Pr. Silas Malafaia. Ele tem um ministério próprio há mais de 25 anos, mas aonde passa confessa que o pastor dele é o pr. José Santos. Posso discordar do Silas em muitos aspectos, mas o admiro por esta coerência e submissão pastoral.

"Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que aprendestes; afastai-vos deles" (Rm 16:17).

Em tempo: Clóvis, poste a sua opinião e conceito a respeito da mentoria... Quero ver se estou entendendo realmente o que você quis dizer...


Cardoso escreveu:Não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo

Esta é, Cardoso, a maior razão porque defendo o curso... O neófito é muito mais que um inexperiente, é alguém que desconhece as doutrinas. E o que vemos por aí é uma penca de pastores que não sabem nem doutrina de anjos (angelologia). Tem pastores colocando cadeira reservada para anjos; colocando imagem de anjos em suas igrejas, e anjos com asas (concepção católica). São ou não são neófitos? Ou devemos ficar calados, pois os abençoados, afinal, estão pregando a Palavra e salvando vidas?

Para mim,, é mais importante defender a sã doutrina. Doutrina errada por doutrina errada, os Adventistas, as TJ, os Mórmons, também estão pregando...
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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Clovis em Qua 17 Dez 2008, 23:03

Irmãos,

Estou em viagem a trabalho, por isso minhas respostas terão que esperar minha volta.

Em Cristo,

Clóvis

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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Cardoso em Qua 17 Dez 2008, 23:56

Graça e Paz a Todos!

Irmão Zilton!

Olhando seu último texto, ainda dá para tecer mais alguns questionamentos, porém ao perceber o tom conciliador do amado, me sinto incapaz de prosseguir. Não vou ficar aqui criticando tudo que você expõe, pois percebe-se muita honestidade e paciência em tudo o que irmão escreveu aqui, e por isto, merece nossas sinceras considerações. Continuar a questionar você seria apenas por teimosia, e isto desagradaria Nosso Senhor, não expressaria amor.

Saiba que aprendi muito com o irmão, pois sempre que somos forçados a responder, temos que pesquisar, e se pesquisamos, somos edificados, e já aí temos um ganho. Ganhamos também por ler cada post, cada idéia e cada defesa sua, pois houveram de sua parte, muitas colocações valiosas.

No que toca a mim, com relação aos seus posts, dou por encerrado e concluído, a não ser que o irmão mesmo me faça uma pergunta direta, e só assim, por respeitá-lo, responderei.

Obrigado mesmo por me suportar.

Quem sabe nos encontaremos em outra sala.



Valmir Cardoso
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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Zilton Alencar em Qui 18 Dez 2008, 09:12

Obrigado, Cardoso, pelas sinceras palavras. Alegro-me em saber que, direta ou indiretamente, fui útil através de minhas postagens para o crescimento do seu conhecimento acerca do assunto. Certamente que a recíproca é verdadeira.

Creio que há sim algumas coisas ainda a serem tratadas neste tema, mas vou esperar uma postagem do Clóvis, com o esclarecimento da visão dele de mentoria. Creio que entendi o que ele quis dizer, mas vou esperar o retorno da viagem que ele está fazendo para ver sua opinião a respeito. Isto com certeza vai acrescentar e nos dar subsídios para prosseguirmos neste assunto, que desembocaria para o tema da mentoria pastoral.

Creio que há três coisas fundamentaius no preparo de um pastor:

1. A Chamada Divina - Há de se concordar que é o principal componente de um ministério pastoral, e isto não depende da vontade do homem. Lembra da prática comum do passado de que toda família separava um filho para ser padre? O mesmo ás vezes acontecia com as famílias crentes, que estimulavam um filho a ser pastor, e o mandava aos estudos teológicos mesmo sem ele ter a menor vocação e a menor chamada divina para isto. terminavam formando um Bacharel em Teologia, mas nunca um pastor, pois este depende visceralmente da chamada e unção divina.

2. A mentoria pastoral - Apesar de eu sempre ter tido esta visão, nunca cheguei a esta nomenclatura: Mentoria Pastoral (devo isto ao Cléber). Entendo que a primeira pessoa humana que transforma uma ovelha em um pastor é o próprio pastor desta ovelha. Quando o pastor percebe a vocação em uma das suas ovelhas, antes de mandá-lo a qualquer seminário ou a qualquer curso, ele, o pastor, tem que trazê-lo a si e formar-lhe o caráter pastoral e doutrinário. O próprio Jesus disse que seria conveniente que o discípulo fosse igual ao seu mestre, acenando-nos para o princípio da mentoria. Isto é tarefa do pastor, que muitas vezes menospreza sua obrigação, e transfere aos seminários esta gigantesca responsabilidade, da mesma forma que nós, ao invés de educarmos nossos filhos, muitas vezes deixamos os colégios fazerem isso. E é claro que não funciona, pois uma instituição jamais conseguirá fazer um trabalho pessoal. Muito menos um seminário, onde encontramos muitas pessoas (de alunos a professores) inchados em suas "profissões de fé", denominações e muito conhecimento.

3. O curso teológico - Este é o último passo, e é somente um processo de aquisição de ferramentas. Pode até ser o mais longo de todos (4 anos ou mais), mas jamais o mais importante. Não é este curso que vai formar o pastor, mas vai dar-lhe condições de melhor entender as coisas referente à Bíblia e a Deus analisando sob a ótica pedagógica.

Eu gostaria que nós debatêssemos o 2º item. Humanamente, o mais importante.

Em tempo: como eu gostaria de ver mais gente opinando por aqui... por enquanto, os mais participativos são eu, o Cardoso, o Clóvis e o Pedro. Temos aprendido muito com estes quatro "malucos". Imagine a opinião de outros sendo acrescentada...

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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Orlando em Sex 19 Dez 2008, 11:23

Tenho acompanhado este topico e tenho visto algumas pessoas contra e algumas a favor da obrigatoriedade do bacharel em Teologia sou seminarista curso o 3 ano do seminario teologico do litoral, no meu ver acreditar na obrigatoriedade do curso teologico para o candidato ao ministério seria colocar o poder de Deus em uma caixa de fosforo fica claro para todos que é Deus quem capacita, porem seria um erro grave crer ao contrario se buscarmos nas escrituras veremos varios exemplos um dos que eu gosto este no livros de Esdras cap 7 vers 10
Pois Esdras tinha decidido dedicar-se a estudar a lei do Senhor e a pratica-lá e a ensinar os seus decretos e mandamentos aos Israelitas.

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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Orlando em Sex 19 Dez 2008, 11:39

Outra questão esta no livro do profeta Oséias no cap 4 vers 6 onde Deus afirma que aquele povo estava sendo destruido por falta de conhecimento, oras e pssando tantos seculos o povo de Deus continua sendo destruido por falta de conhecimento, a prova esta ai para todos verem, quantas aves de rapina estão no meio evangélico? sera que os Bereanos cairiam nesta conversa fiada que esta sendo pregado em muitos puptos? o seminário apenas cobre uma lacuna deixada pela igreja apenas isto, existe muito lixo teologico por ai, mas existe muita coisa boa sim senhor.

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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Clovis em Sab 20 Dez 2008, 13:13

Amados,

Voltei de minha viagem, mas digamos que estou meio alquebrado, depois de perambular por salas de espera e embarque das 21:30h de sexta às 4:30h deste sábado. Para uma viagem que a previsão era de 1:20h!

Depois de ler e digerir os que foi dita acima, farei também os meus complementos.

Em Cristo,

Clóvis
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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Devaney em Sab 20 Dez 2008, 19:00

Preparo e unção são indispensáveis, dentro dos limites da possibilidade.

Preparo sem unção geralmente dá à luz arrogância e palavra sem autoridade.

Unção sem preparo geralmente dá à luz doutrinas duvidosas e infantilidade bíblica.

Que o Senhor nos dê mais e mais obreiros para a Seara com as duas coisas.

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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Cardoso em Dom 21 Dez 2008, 12:59

Graça e Paz a Todos!

Irmão Clovis,

Enquanto aguardo o retorno de suas pesquisas nos seus alfarrábios a respeito daqueles 29 nomes de eminentes cristãos supra-citados, me dediquei a fazer também minhas próprias pesquisas, pois se estamos aqui para nos edificar mutuamente, e de quebra edificar os demais leitores, é necessário que nossos posts tenham um mínimo de credibilidade, caso contrário, cairemos no ostracismo.

Na verdade estou insistindo nisto porque eu fiz uma declaração a respeito de tais cristãos e o irmão pediu para que eu "reconsiderasse" a mesma. Disse também que num seminário se estuda "história da igreja" para que se evite tal "disparate", ou seja, minha declaração, para você foi algo sem nexo, vazio.

Mas, por outro lado, se fiz uma asserção, então porque fui pesquisar depois? Dúvidas no que escrevi? Sim, balancei, pois faz muito tempo que li um livro sobre a história do cristianimo onde a maioria destes nomes estavam lá como personagens da história eclesiástica, portanto minha memória poderia me traír, e depois, nestes 8 anos que leio seus posts, até hoje não vi o irmão fazer uma declaração sequer que não pudesse ser sustentada e por isto, seus questionamentos merecem o respeito e as considerações que se fazem a um bom apologeta.

No início, entrei neste tópico do fórum, para fazer o irmão Zilton ver que, segundo a história da Igreja - desde o início - muitos bons pastores nunca fizeram curso de teologia algum, porém tiveram êxito em seus ministérios, dentre os quais estão Assembléia de Deus e Igreja Pentecostal o Brasil para Cristo, da qual ele mesmo e você irmão Clovis, são membros.

Graças a Deus e o bom senso do irmão Zilton, após bastante trocas de opiniões de alguns irmãos de ambos os lados da questão, por fim ele já está aceitando que talvez não se deva exigir um Curso Superior, porém um ensino médio em teologia ou aqueles cursos de teologia e formação de obreiros dentro das denominações já seriam suficientes.

Eu ainda acho que nem isto precisa, porém entendo que nestes casos, Manoel de Mello, Daniel Berg e Gunnar Vingren poderiam ter mais chances em cumprir seus respectivos chamados.

E no calor do debate, você irmão Clovis, aparece citando aqueles 29 nomes como se eles tivessem exercidos a função de "pastor" tal como estamos discutindo aqui, ou seja, pastores que cuidam de um rebanho num lugar específico, amando, pregando, visitando, corrigindo, disciplinando, tendo o cheiro das ovelhas, etc.

Ao citar tais nomes, o irmão fez a seguinte declaração:

"A primeira geração de crentes após os apóstolos já era de apologistas..."

...e num post seguinte, após eu lhe questionar sobre este assunto, o irmão tornou a afirmar o que havia escrito e novamente escreveu:

"a maioria das pessoas acima citadas eram pastores, que tinham sob suas responsabilidades rebanhos confiados pelo Senhor"

Dando a impressão que logo após a geração dos apóstolos, todos pastores eram cultos, todos pastores estudavam, todos pastores tinham teologia...e história diz que não foi assim não. O que aconteceu é que o irmão pegou na história do cristianismo 29 nomes de eruditos, que se destacaram na teologia e apologia, após o séc II da era cristã, e quer nos passar como se isto fosse uma regra na história da Igreja, ou seja, está tentando dizer que sempre na história da Igreja "pastor" é sinônimo de erudição/teologia/doutorado.

Nem a Bíblia nem a história da Igreja (não a história do catolicismo, não a religião da Idade das Trevas) corrobaram com sua opinião, a não ser que o amado considere que os padres católicos - que por cerca de 1800 anos ensinam dogmas ao invés da Palavra - também possam ser considerados "pastores", aí sim, por força da espada, por centenas de anos, uma congregação só poderia ter um "pastor" caso o mesmo fosse "estudado" e beijasse a mão do papa.

Imagine alguém daqui a 2.000 anos pegar os nomes dos irmãos Antônio Gilberto, Russel Shedd, Ezequias Soares e Augustus Nicodemus, e dizer: "Após o ano 1900, a primeira geração de crentes no Brasil tinham curso superior em teologia", quando na verdade, dos cerca de 40 milhões de cristãos praticantes nesta época, talvez somente 0,01% tem curso superior para o ofício eclesiástico. Foi aí que o amado errou, tentando passar a parte pelo todo.

Eu havia lhe dito:
a) Que do conjunto de nomes que o irmão listou, apenas 2 ou 3 foram pastores, todos os demais gostavam mesmo era da caneta, do tinteiro;
b) Que, exceto o irmão Tertuliano, creio que todos os outros não criam nem nas manifestações do Espírito Santo em forma de dons, pois o dom que tinham era o de escrever, debater, fazer apologia.

E o irmão nos retornou dizendo assim:

"Poderia me fazer o favor de reconsiderar sua afirmação acima? Do contrário, terei que dispender tempo para vasculhar meus alfarrábios e lhe mostrar duas coisas:
a) que a maioria das pessoas acima citadas eram pastores, que tinham sob suas responsabilidades rebanhos confiados pelo Senhor.
b) que boa parte deles poderiam ser considerados tão ou mais "milagreiros" que muitos "canelas de fogo" dos dias de hoje."


e aproveita para me puxar as orelhas...

"...História da Igreja é uma das disciplinas que se estuda num seminário teológico. Evita disparates tais."

...como se minhas asseverações fossem mesmo "disparates".

E como estamos aqui, diante do Senhor, temos que fazer o possível para que nossas palavras não caiam no descrédito, não é mesmo? Como filhos do Deus Vivo e servos de Jesus Cristo, temos que ter sempre por alvo "A Verdade" e dela não nos afastar. Além de mim e você, quantos mais estão e estarão nos lendo? Muitos, não é mesmo? Então, vamos com amor e temor nos esforçar para edificar a Igreja, na direção do Espírito Santo.

Bem, antes mesmo de você postar seu retorno das consultas aos alfarrábios, fiz também uma pesquisa dos tais nomes e o resultado está aqui:

Legenda:
(sim)=são aqueles que lendo suas biografias, se deduz de que em algum tempo de suas vidas poderiam mesmo terem sido pastores, mas mesmo estes só se tornaram conhecidos e renomados pelo que escreveram, defenderam ou combateram em religião, teologia e filosofia. Talvez a prática do "pastorado" deles tenham sido menos significantes do que suas apologias;
(não)=estes com certamente nunca foram pastores de igreja locais como os conhecemos hoje;
(+/-)=sobre estes se deduz que por algum tempo estiveram à frente de alguma capela, mosteiro, etc...porém, o serviço
de apascentamento dos tais talvez não foi promissor, pois nada, ou quase nada pode se ler a respeito disto. Mas eram bons pregadores.

Atenágoras (não)
Tertuliano (não)
Eusébio (não)
Atanásio(não)
João Crisóstomo(sim)
Jerônimo (não)
Hilário de Poitier(não)
Basílio (+/-)
Gregório de Nissa(não)
Gregório de Nanzio (não)
Agostinho(sim)
Gregório de Tours(não)
Beda(não)
Boaventura(não)
Savonarola(não)
Wycliffe(não)
Tyndale(não)
Coverdale(não)
Bradwardine(não)
Huss(sim)
Martinho Lutero(+/-)
João Calvino(+/-)
Ulrich Zwinglio(não)
Phillip Melâncton(não)
Theodore Beza(+/-)
Bullinger(sim)
Jacó Armínio(+/-)
John Wesley (sim)
Francis Albury(?)

Sobre os 10 primeiros (Atenágora até Gregório de Nazianzo) que viveram entre 120 e 419 D.C., e podemos dizer:

a) Exceto Antenágora e Tertuliano, os outros exerceram seus oficios eclesiásticos bem no início da fase decadente da religião cristã. Deste grupo, podemos destacar João Crisóstomo como um grande pregador e talvez pastor.
b) Geralmente na biografia de quase todos estes encontramos: Fulano de tal foi.. doutor, erudito, teólogo, filósofo, mitólogo, apologeta...menos "padre paroquial"(pastor) - será que os historiadores se esqueceram de constar tais atividades destes "próceres"? É certo que de alguma forma também estes "doutores" foram chamados de "padres", porém apenas porque este nome significa "pai", que é um costume católico;
c) De quase nenhum se fala sobre a vida sacerdotal ou à frente de alguma Igreja/paróquia, ou que tenham trabalhado mais que 2 anos apascentando cristãos e que tal pastoreio(sacerdócio) foi tão eficaz no Senhor que merecesse algumas linhas em suas biografias à parte de suas atividades na erudiçao;
d) No princípio de suas carreiras, alguns se tornaram monges e após se destacarem nos estudos, por força do conhencimento e também por influência de parentes e amigos e também alguns pelo chamado do Espírito Santo, se tornaram bispos (um destes com 2 anos de "Fé", por força do dinheiro) e assumiam dioceses e ali faziam suas bases para enveredarem pelos caminhos da teologia, da apologia, da filosofia e do conhecimento em geral, tornando-se sábios e doutores.
e) Se tornaram Teólogos e doutores reconhecidos, porque muitos destes de alguma forma participaram da "guerra" teológica na questão ariana/divindade de Cristo/trindade.
f) Quase todos eram de famílias ricas, que podiam arcar com o estudo dos seus filhos. Ser bispo, principalmente naquele tempo, era status, poder e influência;
g) Destes todos, apenas Tertuliano cria na manifestação dos dons do Espírito Santo. E por ele ter crido neste poder de Deus, teve que passar para o lado dos chamados "hereges", ou seja, os montanistas, que eram perseguidos pela "ortodoxia" cristã reinante. Segundo um certo historiador católico, o fato do irmão Tertuliano (que era também conhecido como o açoite dos hereges) ter passado para o lado dos montanistas, arrefeceu um pouco as calúnias, maldades e anedotas que a Igreja Dominante fazia contra tal grupo.

Algumas heresias e dogmas que hoje temos no catolicismo, foram semeados já no tempo dos tais eruditos que o amado elencou. Todos nós sabemos que foi nesta janela de tempo que o clero cristão casou a Igreja com o Estado do imperador Constantino e este tornou-se uma grande voz dentro da Igreja, porém nem batizado era.

Até concílios eram convocados pelo imperador, como o Concílio de Nicéia - onde se formulou as bases para a questionável Doutrina da Trindade.

Irmão Clovis, segundo alguns historiadores que pesquisaram o início do declínio, paganização, politização e cegueira da religião cristã, o culto aos santos, por exemplo, começou a ser inserido na crença cristã por Basílio e Gregório de Nazianzo, justamente 2 destes destes eruditos que o amado citou.


continua...

Cardoso
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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Cardoso em Dom 21 Dez 2008, 13:00

...continuando,


Os demais...

Agostinho=Filósofo, teólogo, doutor e tantos outros títulos do conhecimento. Sem dúvidas, foi de grande valia dentro da história da Igreja. Escreveu textos, sermões, máximas e apologias que são de primeira qualidade. Mas quando questionado sobre do porque ele achava que perseguir hereges era correto, ele respondeu: "Porque não? Se o estado usava tais métodos para seus propósitos desprezíveis, a Igreja não teria o direito de fazer o mesmo, e até mais, por seus próprios fins, muito mais elevados? Ele não apenas aceitou como se tornou o teórico da perseguição; e sobre suas justificativas, mais tarde, iriam se basear todas as legitimações da Inquisição.
(História do Cristianismo, Paul Johnson, pag.141)

Beda=Filósofo e historiador.

Boaventura=Filósofo e teólogo;

Savonarola=Não foi efitivamente um padre paroquial, porém sua vida pessoal com Deus e suas pregações fizeram dele - como disse o irmão Clóvis - um semelhante aos "canelas de fogo". Este homem orava muito. Foi um feroz combatente do relacionamento do crente com a cultura mundana, e após seus sermões, as pessoas queimavam seus livros profanos, quadros obscenos, máscaras de festas e abandonavam as músicas mundanas. A Igreja Católica lhe enforcou e o queimou, junto com 2 de seus mais fiéis seguidores;

Wycliffe=Professor, teólogo e pensador inglês. Foi um dos precursores da reforma.

Tyndale=Erudito versado em Hebraico, Grego, Latim, Italiano, Espanhol, Inglês e Francês. Traduziu os evangelhos e as cartas paulinas, e parte do V.T das línguas originais para o inglês.

Coverdade=Erudito, ampliou o trabalho de tradução da Bíblia para a lingua inglesa. Fez a tradução completa da Bíblia.

Bradwardine= Misericórdia! Irmão Clovis, veja um resumo da biografia deste homem e me diga onde você encontrou "padre/pastor" paroquial na vida dele? Ele foi..."Filósofo, físico, matemático e teólogo. Inglês nascido em Chichester, Arcebispo em Canterbury, um dos autores, na Idade Média, da matemática abstrata, teórica, ligada a fenômenos naturais e questões místicas e religiosas, fundamental como preparação para o surgimento da mecânica newtoniana. Estudou no Merton College, Oxford, onde tornou-se proctor. Mudando-se para Londres (1335) e foi feito chancellor de St. Paul's Cathedral (1337) e tornou-se royal chaplain e confessor do Rei Edward III. Em Tractatus de proportionibus (1328), sobre a teoria das proporções aplicada ao estudo dos corpos em movimento e definiu a chamada Lei de Bradwardine sobre a relação entre força e resistência à velocidade na produção do movimento. Também escreveu vários livros sobre matemática, por ex: Arithmetica, geometria (por ex: Geometria) e filosofia (Geometria speculativa e Tractatus de continuo). Da famosa escola do Merton College, como também os seus colegas William Heytesbury, Richard Swineshead, John Dumbleton et al, também discutiu as características de um possível universo infinito e ficou conhecido no seu tempo como Doctor profundus. Tornou-se Arcebispo em Canterbury (1349), mas morreu no mesmo ano, em Lambeth, London, England, sendo sua morte devida a peste negra que grassava em toda a Europa, nos meados do século XIV. "

Jan Huss=Sacerdote tcheco, João Huss nasceu em Husinec, Boêmia, em 1369 Filho de camponeses, se formou em teologia e, dois anos após, em artes pela Universidade de Praga. Em 1401 assumiu a reitoria desta Universidade e, no ano seguinte, foi nomeado pároco da capela de Belém, em Praga.

Lutero, Calvino e Zwinglio= Teólogos cristãos decisivos para a Reforma Protestante. Eram também bons pregadores.

Phillip Melâncton=Foi um grande apoiador de Lutero na Reforma.

Theodore Beza=Foi um teólogo protestante francês que desempenhou um papel importante no início da Reforma. Foi discípulo de João Calvino e o sucedeu na liderança da Igreja em Genebra.

Heinrich Bullinger= Foi um reformador prostestante suíço, o sucessor de Ulrico Zuínglio como chefe da igreja e pastor em Zurique. Por ser uma figura muito menos controversa do que João Calvino ou Martinho Lutero, a sua importância tem sido desde muito subestimada. Uma pesquisa recente mostrou, porém, que ele foi um dos mais influentes teólogos da Reforma Protestante no século XVI.

Arminius=Teólogo que sistematizou a Doutrina da Predestinação Restrita.

John Wesley=Clérigo anglicano e teólogo cristão, líder precursor do movimento metodista.


Pois é...

Como vimos acima, é impossível comparar as atividades de tais personagens acima com a função eclesiástica de pastoreio que estamos debatendo aqui e isto eu já havia escrito para o irmão Clovis.

Em muitas esquinas deste Brasil, em muitos bolsões de misérias, em muitas praças, edifícios, em muitas casas, nos presídios, hospitais...neste exato momento, enquanto estou teclando estas linhas, há um pastor, chamado por Deus, apascentando vidas e no Senhor, conduzindo-as a "pastos verdejantes e águas tranquilas"...e nunca fizeram curso algum de teologia...não tinham e nunca terão - e nem precisam - do estudo que possuíam os nomes dos eminentes que você apresentou.

Só tem mais um detalhe...

...admito que posso estar errado em minhas pesquisas. Admito que posso não ser um bom pesquisador. Por não ter os alfarrábios do irmão Clovis, pode ser que só pesquisei em fontes de textos bem sucintos, e por isto a "vida de pastoreio" deles não apareceu...sim, isto pode ter acontecido.

Assim, só você irmão Clovis poderá questionar o que estou afirmando aqui. Então aguardo sua partipação para confirmar ou declinar destas suas 2 afirmações:

a) que a maioria das pessoas acima citadas eram pastores, que tinham sob suas responsabilidades rebanhos confiados pelo Senhor.
b) que boa parte deles poderiam ser considerados tão ou mais "milagreiros" que muitos "canelas de fogo" dos dias de hoje.



No Senhor,


Valmir Cardoso
seu irmão em Cristo.

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Re: Anti-Teologia

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    Data/hora atual: Sex 22 Set 2017, 13:49