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Anti-Teologia

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Zilton Alencar
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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Zilton Alencar em Seg 15 Dez 2008, 09:18

Clovis escreveu:
Zilton Alencar escreveu:Porisso, eu defendo que uma igreja só deveria ser legalmente criada (ou mesmo aberta uma congregação de forma oficial) quando o pastor da mesma tivesse curso teológico de nível superior, reconhecido pelo MEC. Pode parecer radicalismo meu, mas alguma providência precisa ser tomada para impedir a divisão denominacional da forma que temos presenciado em nossos dias.

De todo o seu post, discordo apenas desse seu "radicalismo". Por várias razões eu sou contra o aval do MEC sobre o curso de teologia. Primeiro, há a questão de separação entre Igreja e Estado, que deve ser mantida sempre. Segundo, que os cursos reconhecido pelo MEC são seculares e receio que serviriam mais para preparar exploradores da fé do que ministros do evangelho. E em terceiro lugar, da forma correta, o MEC já reconhece os cursos teológicos livres.

Então, o que eu entendo é que o aspirante ao ministério deve fazer seu curso teológico, preferencialmente num seminário ou instituto confessional ou reconhecido pelo órgão convencional de sua denominação.

Perfeito, Clóvis. Sugestão aceita em sua plenitude!



Vou jogar mais uma questão para debate:

Deus me chamou para o pastorado. Aleluia. Isto me desobriga de qualquer preparação teológica ou secular?

Comparemos: se eu tiver a "vocação" para a engenharia civil, e mesmo que miraculosamente eu aprendesse a arte da engenharia sem a necessidade de cursos, eu seria aceito como engenheiro?

O curso é condição sine qua non para o exerc[ício da função e profissão de engenheiro. Eu posso ter o conhecimento prático, saber construir uma casa ou um prédio, dos alicerces ao teto, mas a ausência do curso me faz no máximo um pedreiro ou um mestre-de-obras. Nunca um engenheiro.

O mesmo se dá em todos os demais aspectos profissionais: médicos, advogados, enfermeiros precisam de cursos e especializações para poderem ser reconhecidos. Por que então somos tão negligentes com as coisas do Senhor e da Sua igreja? Para Deus pode ser de qualquer forma?

E porque o obreiro que não tem curso de teologia poderia ser um pastor?

E porque muitos "pedreiros" e "mestres de obras" da igreja (diáconos, presbíteros, etc) insistem em ser engenheiros sem as credenciais seculares? Porque não desempenham a obra que o Senhor lhe conferiu na categoria de presbíteros?

O que vcs acham disso?

Pedro`G3
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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Pedro`G3 em Seg 15 Dez 2008, 12:09

A obrigatoriedade de curso teológico apenas reforça a prática e ensinamento da doutrina dos nicolaítas.

Quem quiser ver o que são os nicolaítas, pode dar uma olhada no seguinte tópico na sessão de estudos clicando aqui.
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Clovis
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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Clovis em Seg 15 Dez 2008, 12:48

Zilton Alencar escreveu:Deus me chamou para o pastorado. Aleluia. Isto me desobriga de qualquer preparação teológica ou secular?

De forma alguma. Até entendo que a disposição de preparar-se para é uma prova da chamada ministerial. Imagine um vocacionado à engenharia que não se interessa por cálculo, um vocacionado para cirurgia que desmaia ao ver sangue ou um piloto que não se interessa por aviação. Entretanto, achamos normal um vocacionado para o ministério pastoral que desdenha o estudo teológico.

Zilton Alencar escreveu:Comparemos: se eu tiver a "vocação" para a engenharia civil, e mesmo que miraculosamente eu aprendesse a arte da engenharia sem a necessidade de cursos, eu seria aceito como engenheiro?

Eu acho que a comparação não deve ser levada rigorosamente ao pé da letra. Porém, em alguns casos, podemos ir além. Um engenheiro mal preparado, um médico sem perícia, um químico sem noção podem matar pessoas. Mas um ministro do evangelho despreparado pode encaminhar pessoas ao inferno. As conseqüências da inépcia para o ensino espiritual são sempre maiores que as da imperícia técnica.

Zilton Alencar escreveu:E porque o obreiro que não tem curso de teologia poderia ser um pastor?

Temos que considerar, Zilton, as situações extraordinárias. Em alguns lugares, por incrível que pareça, não é possível fazer um curso de teologia presencial e muitos não tem condições sequer de fazer um à distância. A nossa Obra, por exemplo, até pouco tempo cobrava a formação teológica mas não oferecia a mínima condição para isso. Mesmo hoje, o curso oferecido pelo IBBC está além das possibilidades de muitos que são deixados por própria conta e custos a fazerem o que é exigido.

É claro que o engenheiro, o médico e o advogado investirão recursos próprios para sua formação acadêmica, pois estão investindo numa carreira que lhes dará o retorno correspondente. Não é, e nem deve ser, o caso dos pastores. A igreja deve exigir mas também deve proporcionar os meios para que os seus aspirantes ao ministério sejam preparados. E aqui sou totalmente contrário aos sistemas adotados em alguns países, como a Dinamarca, onde os ministros do evangelho são remunerados pelo Estado. Pastor não é e nunca deve ser profissão.

Em Cristo,

Clóvis
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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Zilton Alencar em Seg 15 Dez 2008, 13:00

Pedro`G3 escreveu:A obrigatoriedade de curso teológico apenas reforça a prática e ensinamento da doutrina dos nicolaítas.

Quem quiser ver o que são os nicolaítas, pode dar uma olhada no seguinte tópico na sessão de estudos clicando aqui.

Pedro, que fique bem registrado que o meu objetivo neste post não é defender a obrigatoriedade de curso teológico para o exercício do sacerdócio particular, inerente a todo crente em Cristo Jesus, um dos pilares fortes da Reforma Protestante.

A exigência que defendo é unicamente para o exercício do pastorado.

Pastor e sacerdote não são a mesma coisa. Cada crente é sacerdote, independente de grau de instrução ou de graduação. Assim, eu que sou evangelista, Marcos que é presbítero e os diáconos e demais obreiros não precisam de curso para exercer suas funções na igreja (apesar de eu julgar conveniente até para estes, mas de forma alguma obrigatória).

Contudo, o pastor, como liderança não somente eclesiástica, mas também temporal, precisaria do curso. Ele responde espiritual e juridicamente pela igreja enquanto organização civil. Recebe prebendas (salário) muitas vezes por este serviço. Logo, a "profissão" precisa ser regulamentada. Observem as aspas, pois também não considero o ministério pastoral como profissão, embora a prática revele que tem se tornado, e a cada dia mais e mais.

O curso teolódgico a que me refiro não precisa obrigatoriamente ser feito em universidades, ou em cursos reconhecidos pelo MEC (reconheci o meu excesso), mas como bem postou o Clóvis, pelo menos em um bom seminário, reconhecido ou não, ou em entidade mantida pela igreja, ou que tenha princípios de fé compatíveis com a doutrina da igreja. E que tenha princípios cristãos e doutrina séria, pois tem muito curso teológico por aí que não vale a mensalidade que se paga, por menor que seja.

Agora, isto é COMPLETAMENTE DISSOCIADO do direito espiritual do crente exercer o sacerdócio. O mais humilde dos crentes tem este direito, mas isto não o faz um pastor. O que prova que sacerdote e pastor não são a mesma coisa. O sacerdote "sacrifica" em seu benefício, e muitas vezes em benefício de terceiros; o pastor conduz um rebanho, e é responsável por cada ovelha.

EM TEMPO: Parabéns pela mensagem acerca dos nicolaítas. Lamentavelmente, o tópico não pode ser comentado, mas asseguro-lhe que compartilho da mesma opinião que você, em relação ao assunto.

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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Cardoso em Seg 15 Dez 2008, 17:17

Graça e Paz a todos!

Graça e Paz irmão Zilton!

Obrigado pelo retorno e por contribuir para a edificação do Corpo de Cristo, do qual creio fazer parte.

Insisto ainda em querer fazer o amado refletir mais um pouquinho...depois te deixo...(rs).

Bem, do meu lado, quero concordar com o irmão que segundo as Escrituras todo líder tem que ter um bom conhecimento e certa habilidade com a Palavara de Deus. Porém, no meu ver, tal conhecimento, tal estudo, tal edificação, tal habilidade, não se pode exigir que somente as busquem num curso superior de teologia, num seminário, etc, pois qualquer cristão, ao longo do tempo, e com um pouco de esforço, na leitura bíblica do dia a dia, nas escolas bíblicas, nos cursinhos bíblicos, nas eklesias e nos debates pode também adquirir conhecimento tal que atenda ao quesito bíblico pertinente. E nem sempre ser canudado é sinônimo de ser conhecedor das Verdades Bíblicas, pois senão, tome o exemplo dos "doutores" presbiterianos que batizam infantes e condenam o falar em línguas e até hoje ainda se dabatem com tais doutrins. Vejo assim: a) Uma denominação, Assembléia de Deus, por exemplo, pode lesgislar internamente que só reconhecerá como Dirigente Congregacional o cristão que mostrar ter habilidade no trato da Palavra e no trato para com o rebanho. Poderia ser feito uma “banca” como diz o irmão, porém interna, denominacional, ministerial, para verificar os “dotes” do pretendente, pois esta denominação seria responsável – até perante a Lei - pelos atos e pregação dos líderes que ela própria separou para o trabalho cristão;
b) Porém, à parte da denominação, à revelia de nossa opinião ou contrôle, amado...deixa Deus trabalhar! Olhe os exemplos que lhe citei...todos tiveram êxito no Senhor pelo chamado, pelos esforços, pelo poder no Espírito Santo, sem canudo, sem MEC, sem Oxford, sem Mackenzie, sem IBAD...Graças a Deus por estes indoutos!

O amado ainda alega que sua opinião é “devido aos dias atuais” e que no tempo dos homens de Deus que citei, a situação era bem outra. Discordo irmão. Todo tempo é tempo do move do Espírito Santo de Deus. Todo tempo é tempo de chamada, de avivamento, de novas visões doutrinárias, pois ao contrário do que o amado pensa, é justamente o “acomodamento” denominacional – onde se pensa que tudo vai bem e que não precisa de novos ministérios, novos chamados – é justamente isto que é o fracasso e queda de muitas denominações e isto a história nos comprova. É nesta hora – da acomodação - que Deus olhando dos céus, procurando um que pudesse estar na brecha, não encontra, pois a doutrina ensinada nas faculdades de teologia, nos seminários, não foi suficiente para trazer conversão, avivamento pessoal, amor pelas almas, temor a Ele, e até encontra uns canudados pretendentes, porém suas vidas, seus testemunhos, não correspondem aos quesitos impostos não pelas denominações, mas por Ele mesmo. Estes conhecem todas as doutrinas, conhecem hebraico e grego, concluíram os altos cursos propostos, porém não conhecem o Pai, não conhecem o Filho, não receberam o Espírito. E o que fazer? Deixar as almas perdidas porquê não há um canudado sequer que Ele possa usar? Então Ele começa a chamar os cochos, os alejados, os cegos, os mancos, os analfabetos, semi-analfabetos, os com curso primários, outros com ensino médio, os pedreiros, os mestres de obras, os fundidores, os catadores de papelão, e então os enche dos Seu Espírito, faz conhecer o básico de um ensino para a Salvação e nisto os torna hábeis, e envia-os pelas ruas, pelas casas, pelas favelas, e se for o caso, ali abrem uma “portinha” e passam a cuidar das ovelhas que eles mesmos, no poder de Deus, conduziram a Cristo e Cristo ao Pai. E o que este “novo pastor” deve fazer? Ficar sempre assim na falta de conhecimento? Não! Acredito que ele possa ir aos poucos amadurecendo, se edificando, se preparando, caso contrário, outro virá, mostrará uma melhor comida, e levará suas ovelhas.

O irmão falou:
“Concordo que o amado Manoel de Mello, fundador da igreja que hoje faço parte, não fez cursos teológicos. Não tinha tempo, a obra era mais urgente. Contudo, observe a época em que ele viveu, comparando-a com a de hoje,...”
Comentários: Amado, todo dia, todo ano, todo século, desde o início, até o fim a Obra de Deus é urgente! Para cumprir o “ide” e “remindo o tempo”, não há o que esperar...agora mesmo, enquanto estou teclando, milhares de pessoas – e muito mais agora – estão pegando numa corda e indo para um lugar sombrio se pendurar.

O irmão:
“onde qualquer pessoa, inclusive eu e você, pode fundar uma igreja, ensinando o que bem quer e entende... Basta para isso se rebelar contra seu pastor, arrastar (qual Satanás, quando caiu do céu) uma boa porcentagem dos membros da igreja e formar a sua própria denominação.”
Comentários: Irmão...naqueles tempos – principalmente após a força e hegemonia católica serem vencidas - foi exatamente isto que fizeram muitos líderes, inclusive o fundador da sua denominação e também Daniel Berg e Gunnar Vingren, os fundadores da Assembléia de Deus. Estes se rebelaram contra o pastor, arrastaram um grupo, e se foram...cuidar do rebanho, que não era do CNPJ, mas de Deus. Porém, ao contrário de satanás, não foi por se exaltarem acima de Deus que fizeram isto, fizeram para cumprir justamente uma chamada de Deus, uma ordem divina, tal como Pedro, João, Tiago, diante da Religião Dominante naquele tempo.

O amado:
“...Necessariamente, fazer o curso não significa concordar e aceitar o que se estuda, mas é um bom passo, pois pelo menos se aprende um pouco sobre doutrina bíblica. Isso faz muita falta na igreja nos nossos dias...”
Comentários: Confusão né irmão. O irmão está sugerindo que se obrigue um cristão pretendente a “pastor” ter curso superior para então apascentar, e agora nos diz que quem faz tais cursos não precisa concordar com tudo o que aprendeu...aí o amado me quebra. Se é para – ao menos – aprender as doutrinas básicas, então 6 meses é mais do que suficiente, não é mesmo? Um livro, apenas um livro, que possa compilar e sistematizar as doutrinas básicas, já diz tudo e é mais do que suficiente. O irmão não acha? Por outro lado, ninguém é obrigado a saber tudo, e assim, outros na denominação podem cooperar para aprofundamento do conhecimento e ensino da Palavra, afinal, somos um corpo.

O irmão:
“Quando Manoel de Melo e os demais líderes que você citou formaram as suas denominações, os tempos eram outros. A Bíblia era mais respeitada,”
Comentários: Que nada amado. Também neste tempo a Bíblia era desprezada, pois muitas denominações e pastores daquele tempo, obedeciam mais as dietas, credos confessionais, tradições e dogmas do que a Palavra. O povo era mais inculto, analfabeto e por isto tais líderes deitavam e rolavam com suas doutrinas equivocadas, a começar pelos padres missando em latim. O respeito pela Bíblia era tanto que os doutores canudados presbiterianos e batistas diziam que as línguas que os pentecostais falavam – inclusive então Daniel Berg e Gunnar Vingren – eram ou esquizofrenia ou possessão demoníaca e que os dons cessaram com a formação do Canon neotestamentário. Até hoje os presbiterianos – com seus doutores – discutem se podem batizar recém nascidos ou não! Agora – depois de tanto perseguirem os diferentes - é que tais doutores estão reconhecendo que os dons são para nossos dias. Respeito à Palavra? Ainda bem que estes dois destimidos jovens, tiveram uma experiência com Deus, no poder do Espírito Santo, e não ficaram na dependência do credo denominacional – ao contrário até se afastaram dela – e assim, só assim, puderam fazer este trabalho glorioso no Brasil do qual eu e você também fomos alvo.


O amado disse:
“...de sorte que destes que você citou, o único que deu uma "afastada" dos princípios foi o Francescon...”
Comentários: Não, não. Segundo historiadores, ao contrário, o irmão Francescon até que pregava uma doutrina ortodoxa. Porém depois dele, outra geração de líderes deste ministério é que andaram criando algumas variantes doutrinárias e sectarismo. Por outro lado, os irmãos da CCB sao em alguns ensinos - como o recebimento de ofertas - muito mais bíblicos e coerentes do que todas as outras denominações ditas evangélicas, pois lá eles não cobram o dízimo, e isto é coerência.

O irmão teclou:
“...mas os demais (AD, OBPC etc) mantiveram-se fiéis à Palavra revelada, apenas criaram uma denominação com princípios diversos aos das existentes de então.”
Comentários: No que tange a AD, meu pai em 1954 se tornou membro dela. E segundo ele, pelo menos aqui em nosso estado, por décadas nem se falava da cobrança do dízimo nas eklesias da A.D., quanto mais um dízimo obrigatório, sem o qual ninguém é separado nem ao diaconato. Porém algumas gerações depois, a AD está tão ligada a cobrança dos dízimos que até na preparação do batismos nas águas chegam a falar em seus cursinhos de discupulados que o dízimo é obrigatório e protetor..quando para nós da Igreja não é nem uma coisa, nem outra. Ou seja, a fim de encherem seus bolsos de dinheiro, contruírem mega-templos, viajarem para Europa e Israel, deixarem seus filhos no poder eclesiástico, tais líderes torceram a verdade em mentira e infelizmente para muitos destes, pecado é “não pagar o dízimo”, visto que a pessoa se torna um ladrão de Deus, e estão deixando de dizer, por exemplo, que os irmãozinhos evitem assistir novelas por exemplo, pois aí sim, estão correndo o risco de serem descaminhadas da Fé, roubadas do Reino.

O amado:
“É claro que eu não falo estas coisas em relação às doutrinas secundárias. O cuidado é com as primárias.”
Comentários: O problema meu irmão é que tais faculdades de teologia, tais seminários, o que menos fazem é justamente isto: Ensinar, cimentar, fixar, as doutrinas básicas da Fé na mente dos seus alunos. Ao contrário, estas escolas ensinam tantas coisas desnecessárias que não sobra tempo para aprender e guardar o necessário para um bom pastoreio.


O irmão digitou:
“Hoje, as divisões são motivadas por razões no mínimo espúrias. Vou fundar uma igreja porque: * O meu pastor não quer me ungir pastor...”
Comentários: E daí? É errado sim. Mas será que os doutores em teologia também não fazem divisão de ministérios pelos mesmo motivos elencados pelo irmão? Fazem sim, e muito! Depois que são graduados passam a achar que sabem mais do que o pastor, do que o professor de escola dominical, e se toram até sectaristas. E quando não veem mais espaço para eles, também arrebanham alguns e fundam ministérios. Senão, veja Caio Fabio, Ricardo Gondin e amanhã Silas Malafaia.

O amado:
“Nos dias de hoje, até um ateu pode criar uma igreja.”
Comentários: Também aqueles com Curso Superior em teologia, aqueles formados em bons Seminários, porém sem o chamado divino, sem o Espírito Santo, sem vocação, sem amor...também fundam “igrejas”...

O irmão:
“A minha esperança com alguma limitação que surja no tocante a abertura de novas denominações é: freiar a divisão,”
Comentários: Freia a divisão por leigos e continua a divisão da igreja por canudados...não muda nada...ou até fica pior, pois sai o chamado do Espírito e entra o chamado intelectual.

O amado:
“evitar-se que pessoas inescrupulosas e/ou despreparadas assumas posição DE PASTOR.”
Comentários: Isto tem nos dois casos...com ou sem canudo.

O irmão:
“...Mas este trabalho, após aberto, teria que se filiar a uma igreja já organizada, com estatuto, com normas doutrinárias, etc.”
Comentários: Então estou perdido! A que ministério nossa congregação vai se filiar? É que não cobramos o dízimo, batizamos em Nome de Jesus, não ordenamos pastores, evangelistas (apenas Presbíteros e diáconos), acreditamos na atualidade do dom apostólico, mulheres não pregam em nossas eklesias, não frequentamos praias de banho público, não cultuamos o futebol, não aceitamos comércio de cds, livros, etc, em nossos púlpitos ou área da congregação, não aceitamos que políticos façam uso da palavra numa eklesia, chamamos nosso Deus pelo nome que Ele se revelou a humanindade (IHWH), e tudo isto sustentamos por dentro da Palavra, mas não aquela dos cursos de teologia, dos seminários, porém aquela do pergaminho, dos papiros, do coração de Iahweh comunicada pelo Espírito Santo...
Quem aceitaria uma filiação nossa? Não temos dinheiro para mandar para eles! A propósito...a que concílio se filiou a nova congregação do irmão Manoel de Mello? E olha que no caso dele isto era possível, não tinha diferenças!

O amado:
“E que os "cargos" de pastores só fossem aceitos diante da lei se houvesse curso teológico.”
Comentários: Amado...isto não é bíblia, não é evangelho, porém é denominacionalismo! Isto o catolicismo já fez e assou bastante gente nas fogueiras porque não se enquadravam nas suas “leis”, “regras” . Bem, eu sei e já li que o irmão também não crê que pastor é dom e não título. Então porque o irmão, sabendo disto, acha que alguém com canudo automaticamente teria o dom? Não seria o contrário? Quero dizer: Um cristão foi chamado por Iahweh pois assim Ele o quiz...e se este cristão, por acaso, achar necessário, não poderá depois aprofundar seus conhecimentos nas doutrinas básicas?


Aguardo retorno.



Em Cristo,


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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Clovis em Seg 15 Dez 2008, 17:52

Pedro`G3 escreveu:Na casa de Deus todos os irmãos são sacerdotes. Cada um com o seu dom, sendo que nenhum é mais importante do que o outro. Imagina exigir curso teológico de todos os irmãos? Completamente inviável. Além de não ser requisito bíblico para nada.

Pedro,

Realmente, diante de Deus não há distinção, nem mesmo de sexo e todos somos sacerdotes, além de termos capacitações diversas.

Porém a Bíblia afirma que "Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres" (Ef 4:11). Embora todos sejam iguais, alguns exercem funções distintas, uma delas sendo a de pastor-mestre. E para estes, há exigência específica de serem "aptos para ensinar". Esta exigência não é dirigida a todos os crentes, pois no Corpo de Cristo todos são discípulos, mas nem todos são mestres.

Sendo assim, não há sentido, como você diz, de exigir preparo teológico de todos os irmãos, mas faz muito sentido exigir daqueles que foram chamados para pastorear (o que inclui o ensinamento) que se preparem para tal.

Eu não advogo o ensino teológico formal como condição necessária e suficiente, pois admito a mentoria e auto-didatismo como alternativas, mas que a demonstração do conhecimento diante de uma banca é necessário, isso é.

Em Cristo,

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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Clovis em Seg 15 Dez 2008, 17:59

Pedro`G3 escreveu:Como já diz a própria Escritura: a letra mata, o Espírito vivifica.

Pedro,

Com todo o respeito e admiração que você sempre mereceu e continua merecendo. Mas se um curso teológico não servir para mais nada, servirá para que a pessoa não use a expressão acima contra o estudo sistemático das doutrinas bíblicas. Pois a pessoa saberia, e custo acreditar que você não saiba, que a expressão acima nada tem a ver com estudar ou não teologia.

Em Cristo,

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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Zilton Alencar em Seg 15 Dez 2008, 18:20

Amado Cardoso, responder a um texto longo se torna difícil. Vou tentar...

O irmão falou:
Porém, no meu ver, tal conhecimento, tal estudo, tal edificação, tal habilidade, não se pode exigir que somente as busquem num curso superior de teologia, num seminário,


Perfeito. Nem eu me atrevo a dizer isso. O maior professor é o Espírito Santo, e seminário sem unção de Deus não forma pastor. Aliás, seminário NUNCA forma pastor. Apenas fornece ferramentas indispensáveis, e que não podem ser desprezados. Graças ao desprezo a estas ferramentas, a igreja está cheia de doutrinas estranhas.

O irmão falou:
E nem sempre ser canudado é sinônimo de ser conhecedor das Verdades Bíblicas.


Perfeito. E nem o oposto. Muitos dos que pregam doutrinas estranhas não são canudados, mas lêem um texto das Escrituras, interpretam erroneamente e pregam de conformidade com o que eles pensam, e não de conformidade com o Senhor. Daí surgem doutrinas de usos e costumes, que a gente está crente de que é a visão de Deus, mas na verdade é a nossa visão...

O irmão falou:
Todo tempo é tempo do mover do Espírito Santo de Deus.


E todo o tempo do mover do Espírito é tempo de vigilância de conformidade com a Palavra. O irmão se esquece que nos tempos antigos os pastores eram mais fiéis à Bíblia. Havia pregação coerente nas igrejas. HAVIA CULTO DE DOUTRINA, EBD, etc, que aos muitos (e não mais aos poucos) vai sendo substituído por cultos de avivamento, prosperidade, de batismo, etc... De sorte que hoje, por falta deste conhecimento e doutrina, envereda-se por caminhos estranhos. Tudo por falta de conhecimento doutrinário sólido, que muitas vezes faz-se necessário estudar.

O irmão falou:
Amado, todo dia, todo ano, todo século, desde o início, até o fim a Obra de Deus é urgente!


Nem eu cuidei que não fosse. Mas o irmão acha mesmo que as pessoas que fazem o IDE pregando um evangelho estranho e espúrio está cumprindo o IDE?? Crê fielmente que as igrejas que extorquem as ovelhas, enquanto seus bispos e apóstolos vivem em mansões, estão fazendo a obra de Jesus? Ou acha que os Testemunhas de Jeová não são pessoas bem intencionadas, que fazem uma pregação errada do Evangelho, mas estão pregando de casa em casa, a tempo e fora de tempo? As boas intenções e as pregações erradas não podem ser consideradas "fazer a obra".

O irmão falou:
Confusão né irmão. O irmão está sugerindo que se obrigue um cristão pretendente a “pastor” ter curso superior para então apascentar, e agora nos diz que quem faz tais cursos não precisa concordar com tudo o que aprendeu...aí o amado me quebra.


Amado, você concorda com tudo o que o seu pastor prega? Eu não.

A Teologia, lamentavelmente, tem muita coisa descartável. E cabe a nós, de acordo com a visão que Deus nos deu, aprender a comer o peixe e jogar fora as espinhas. Paulo mandou examinar TUDO, e reter o bem. Vez por outra, sou forçado a discordar até do meu pastor, e converso isso com ele.

Um bom curso teológico nos ensina o básico em Teologia Sistemática e Teologia Bíblica, coisas que não se aprende com tanta facilidade nas EBD (se é que a nossa igreja ainda tem isso).

Eu não posso querer ser médico, mas sem fazer o curso de medicina porque não quero ver corpos de cadáveres; é desagradável, e além do mais pode ter um cadáver mulher, e se eu ver este cadáver sem roupa estarei pecando... Então, jamais serei médico...

O irmão falou:
Que nada amado. Também neste tempo a Bíblia era desprezada, pois muitas denominações e pastores daquele tempo, obedeciam mais as dietas, credos confessionais, tradições e dogmas do que a Palavra.Quanto a isso, não resta dúvidas.


Concordo. Isso não é mal atual, mas vem desde os tempos dos apóstolos. Mas não havia esta balbúrdia existente nos dias de hoje. Naqueles tempos, um “rebelde” (bom ou mau, não vamos discutir isso) era raro, e quando surgia trazia uma visão mais equilibrada do que as teologias que vemos nascer por aí. Na minha época, eram pouquíssimas igrejas, e o temor da divisão era maior. Não se tinha a facilidade de se abrir denominações que temos hoje em dia.

O irmão falou:
O problema meu irmão é que tais faculdades de teologia, tais seminários, o que menos fazem é justamente isto: Ensinar, cimentar, fixar, as doutrinas básicas da Fé na mente dos seus alunos. Ao contrário, estas escolas ensinam tantas coisas desnecessárias que não sobra tempo para aprender e guardar o necessário para um bom pastoreio.

Pergunto: o irmão já fez seminário? Porque os bons seminários que eu conheço, os dois que eu cursei, apesar das diferenças existentes, davam as ferramentas, e ensinava os seminariastas a utilizá-las...

O irmão falou:
É errado sim. Mas será que os doutores em teologia também não fazem divisão de ministérios pelos mesmo motivos elencados pelo irmão? Fazem sim, e muito! Depois que são graduados passam a achar que sabem mais do que o pastor, do que o professor de escola dominical, e se toram até sectaristas. E quando não veem mais espaço para eles, também arrebanham alguns e fundam ministérios. Senão, veja Caio Fabio, Ricardo Gondin e amanhã Silas Malafaia.

Concordo contigo. Mas deixe-me dar um exemplo: não é porque o carro está sendo usado para se assaltar que eu vou menosprezá-lo. Santos Dumont suicidou-se por ver seu aeroplano ser utilizado para o mal, mas ele o criou para o bem. É exatamente aí que EU devo fazer a diferença: posso ter curso teológico e não posar como dono da verdade.

Também aqueles com Curso Superior em teologia, aqueles formados em bons Seminários, porém sem o chamado divino, sem o Espírito Santo, sem vocação, sem amor...também fundam “igrejas”...

Sem dúvida. E estão errados, e eu sou contrário a isto. Alem do mais, pelo menos por aqui por João Pessoa (Nordeste em geral) o maior índice que se observa é de fundadores não-canudados.

O irmão falou:
Freia a divisão por leigos e continua a divisão da igreja por canudados...não muda nada...ou até fica pior, pois sai o chamado do Espírito e entra o chamado intelectual.


Muda, sim, amado. Limite-se a artuação dos canudados e dos “espirituais demais”, e veremos. Aliás, a maior quantidade de divisores não está entre os canudados, e sim entre aqueles que insistem em dizer que Deus é que está mandando eles dividirem...

Isto tem nos dois casos...com ou sem canudo. Com absoluta certeza!

O irmão falou:
Amado...isto não é bíblia, não é evangelho


Nem eu afirmei que fosse. Releia a minha postagem, e verás que as minhas sugestões são meramente para conter o avanço, em nome do Espírito Santo (revelação) ou em nome da sabedoria (canudo). Analise, e verás que é uma sugestão para a igreja enquanto instituição humana. Porque enquanto divina, tudo continuará conforme a vontade do Senhor.

Desculpe não poder responder tudo. Afinal, é muita coisa para um pobre coitado que está escrevendo no trabalho, entre uma tarefa e outra. Deus te abençoe!
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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Zilton Alencar em Seg 15 Dez 2008, 18:25

Clovis escreveu:
Pedro`G3 escreveu:Como já diz a própria Escritura: a letra mata, o Espírito vivifica.

Pedro,

Com todo o respeito e admiração que você sempre mereceu e continua merecendo. Mas se um curso teológico não servir para mais nada, servirá para que a pessoa não use a expressão acima contra o estudo sistemático das doutrinas bíblicas. Pois a pessoa saberia, e custo acreditar que você não saiba, que a expressão acima nada tem a ver com estudar ou não teologia.

Em Cristo,

Clóvis

São coisas assim, Pedro, que se aprende em um seminário: entender contextos!

A Bíblia que eu tenho em mãos é letra pura. Tem milhares de letras nela. mas quando eu a estudo com seriedade e método, eu compreendo o espírito.

Aliás, espírito com "e" minúsculo, pois o contexto aponta que aqui não é o Espírito Santo... Poucos desconhecem este detalhe, e acham que o espírito citado no texto é o Santo, a unção do alto, etc.

Quando Jesus pregou seu polêmico sermão dizendo que "quem não comer da minha carne não tem parte comigo", usou a mesma expressão: "O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida" (Jo 6.63). Ele não falava do Espírito, mas do espírito, das entrelinhas, do real significado que as palavras possuem. 

Se o estudo teológico fosse tão descartável, então porque:

* Paulo passou um tempo na Arábia, segundo os estudiosos se preparando no Cristianismo?
* Priscilla e Áquila pegaram Apolo, cheio do Espírito Santo e de eloquência (unção de Deus) e o prepararam mais pontualmente sobre as doutrinas da igreja?
* Pedro afirmou que INDOUTOS (pessoas sem conhecimento) distorciam os escritos de Paulo e as demais Escrituras?
* Pedro e os demais apóstolos resolveram instituir os diáconos, para que pudessem se dedicar integralmente ao estudo das Escrituras, ao invés de servirem às mesas?
* Paulo recomenda que os pastores não sejam neófitos??

Evidente e logicamente, JAMAIS poderemos exigir estudo a toda a igreja. Basta os Cultos de Doutrina e EBD (nas igrejas que ainda as tem) para os irmãos, mas para a liderança, principalmente os pastores, o conhecimento é indispensável!

"O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porquanto rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos" (Os 4:6). 

Não despreze o conhecimento. Nunca o valorize acima da unção divina, mas jamais o despreze.
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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Clovis em Seg 15 Dez 2008, 18:43

Cardoso escreveu:No entanto, gostaria que o amado se explicasse melhor a respeito desta afirmação: "O período que se inicia em 1900 é sui generis nesse sentido, e não é um bom exemplo."

O que pretendo dizer é que a mentalidade intiintelectual que campeia no meio evangélico em geral e predomina no meio pentecostal em especial não é uma herança histórica, mas é um fenômeno recente, por volta de 1900 para cá. Em toda a História da Igreja, o estudo não apenas de teologia mas de todos os saberes eram não apenas bem vistos mas tornados quase que obrigatórios.

A primeira geração de crentes após os apóstolos já era de apologistas, preparados para defender a razão de nossa fé diante de filósofos abastecidos com séculos de filosofia grega. Começando por Atenágoras, e seguindo por Tertuliano, passando por Eusébio, Atanásio, João Crisóstomo, Jerônimo, Hilário de Poitier, Basílio, Gregório de Nissa, Gregório de Nanzio, Agostinho, Gregório de Tours, Beda, Boaventura, Savonarola, Wycliffe, Tyndale, Coverdale, Bradwardine, Huss, Martinho Lutero, João Calvino, Ulrich Zwinglio, Phillip Melâncton, Theodore Beza, Bullinger, Jacó Armínio e chegando a John Wesley e Francis Albury, percorremos cerca de 1900 anos de história da igreja em que a erudição andou de braços dados com o poder espiritual. Mas aí entram em cena os pioneiros pentecostais e o antiintelectualismo toma conta e os cristãos pensantes dão lugar a ateus militantes na boléia da história. O resultado é o que nós vemos hoje, não apenas na igreja mas na política, na educação, enfim, em todas as esferas relevantes da vida social.

Por quase 1900 anos foi impensável que uma pessoa fosse ministro doe vangelho sem o devido preparo. Hoje soa estranho que se exija preparo teológico para que alguém exerça o pastorado.

Cardoso escreveu:É que assim como o irmão Zilton, você também irmão irmão Clóvis é membro de uma denominação que se iniciou com um homem sem "canudo", porém cheio do Espírito Santo. O que há de errado com sua denominação, já que ela "não é bom exemplo?".

A minha denominação é um bom exemplo em muitos e muitos aspectos. Mas não é um bom exemplo em outros tantos. Apesar de não ser formado em teologia, o missionário Manoel de Mello era um homem à frente de seu tempo. Tanto que foi a primeira igreja pentecostal brasileira a se filiar ao CMI, não para receber orientação espiritual, pois nesta área ele dizia que estávamos a jato enquanto o CMI andava de bicicleta, mas para receber orientações das igrejas tradicionais em áreas que sabia que éramos deficientes. Quando essa orientação não era mais necessária, desligou-se do movimento.

A minha igreja é exemplo em muitas coisas, na área de formação teológica não o é. Pois exige formação de seus pastores, mas não oferece, de forma consistente, meios para tal. O que há de exemplar é que isto está mudando, e rapidamente. Pois até nos cafundós de Meidianeira funciona uma extensão do IBBC, com uma dezena de pessoas recebendo preparo teológico.

Em Cristo,

Clóvis
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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Pedro`G3 em Seg 15 Dez 2008, 18:47

Clóvis e Zilton,

Acho que não estou sendo muito bem compreendido. Reparem que, na postagem em que sou criticado pela minha colocação de que a letra mata, inicio dizendo que "Óbvio que conhecimento das Escrituras nunca é demais, como bem disse o irmão acima. Devemos, sim, estudar a Palavra, com bastante zelo".

Ou seja, nunca disse ser contra o estudo da Palavra. Pelo contrário, sou a favor. Cada um que escolha o seu método preferido (auto-didata, ou curso teológico).

O que afirmo peremptoriamente é que:

1) Exigir curso teológico formal como requisito para exercer qualquer função na igreja de Deus não é bíblico.
2) Estudo somente direcionado para a aquisição de conhecimento mata. Qualquer estudo, seja uma simples leitura da Bíblia seca, livros, ou seminário teológico, se não for feito no espírito, se não for destinado a aprimorar o meu relacionamento com Deus de forma prática, causa morte.

Espero ter-me feito mais claro agora. O restante talvez eu comente mais tarde.
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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Zilton Alencar em Seg 15 Dez 2008, 18:52

Clóvis, Parabéns or adentrar no Clube do Abraão!

Clóvis escreveu:A minha denominação é um bom exemplo em muitos e muitos aspectos. Mas não é um bom exemplo em outros tantos. Apesar de não ser formado em teologia, o missionário Manoel de Mello era um homem à frente de seu tempo. Tanto que foi a primeira igreja pentecostal brasileira a se filiar ao CMI, não para receber orientação espiritual, pois nesta área ele dizia que estávamos a jato enquanto o CMI andava de bicicleta, mas para receber orientações das igrejas tradicionais em áreas que sabia que éramos deficientes. Quando essa orientação não era mais necessária, desligou-se do movimento.

A minha igreja é exemplo em muitas coisas, na área de formação teológica não o é. Pois exige formação de seus pastores, mas não oferece, de forma consistente, meios para tal. O que há de exemplar é que isto está mudando, e rapidamente. Pois até nos cafundós de Meidianeira funciona uma extensão do IBBC, com uma dezena de pessoas recebendo preparo teológico.

Como sou uma pessoa que está há pouco tempo na OBPC, menos de um ano, não tive coragem de postar isso aí. Obrigado por você, mais antigo que eu, tê-lo feito, pois reflete a realidade daquilo que acreditamos. Respeitamos e amamos o missionário Manoel de Mello, mas ele próprio entendia a necessidade de preparo, de sorte que foi um pioneiro dentre os "pentecostais do reteté" a aceitar o ensino teológico. A implantação do IBBC, fomentada por ele, foi um claro exemplo disso.

O caso dele foi sui generis; realmente como era pedreiro, não tinha mesmo nem tempo e nem condições financeiras em sua época para cursar uma boa escola bíblica ( o que também não era tão fácil naquela época, e os que exisatiam não eram tão abertos aos pentecostais. Ele é a prova que nem todos irão aos bancos escolares, pois Deus não é tão inflexível a tal ponto!
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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Clovis em Seg 15 Dez 2008, 18:55

Pedro,

Entendi que você não é contra o estudo da teologia em si, mas da exigência de estudo formal como requisito para o ministério pastoral.

Mas o que não ficou claro para mim, é o motivo de você ter citado que a letra mata e o espírito vivifica, num contexto em que estamos discutindo formação teológica. Veja bem, essa passagem é citada e recitada por aqueles que são contra, inclusive, do estudo da Bíblia.

Essa passagem é totalmente irrelevante para o assunto em pauta.

Em Cristo,

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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Zilton Alencar em Seg 15 Dez 2008, 19:01

Pedro`G3 escreveu:O que afirmo peremptoriamente é que:

1) Exigir curso teológico formal como requisito para exercer qualquer função na igreja de Deus não é bíblico.
2) Estudo somente direcionado para a aquisição de conhecimento mata. Qualquer estudo, seja uma simples leitura da Bíblia seca, livros, ou seminário teológico, se não for feito no espírito, se não for destinado a aprimorar o meu relacionamento com Deus de forma prática, causa morte.

1) Nem nós somos loucos de afirmar que é bíblico, Pedro. Muito menos para TODOS os que exercem funções na igreja. Imagine nós mandarmos nossos porteiros, ou nossos diáconos ao seminário! Isto é até desnecessário, exceto àqueles que têm chamado, tempo e condições para tal. Contudo, reafirmamos a NECESSIDADE HUMANA, e não a exigência bíblica, em relação aos pástores e aos dirigentes de igrejas.

Veja só: é bíblico que o pastor seja habilitado a dirigir veículos? Claro que não! Mas todos nós sabemos que a CNH nas mãos de um pastor é uma ferramenta necessária, embora não bíblica. É um exemplo meio grotesco, mas expressa mais ou menos o que queremos explicar...

2) Discordo, respeitosamente. Todo conhecimento é útil, ou Paulo não orientaria que examinássemos tudo. O próprio Paulo, já bem velho e próximo da morte, pede a Timóteo: "Quando vieres traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, e os livros, especialmente os pergaminhos" (2 Tm 4:13). E eu não creio que estes livros e pergaminhos fossem cópias das Escrituras, e sim livros de ensino, pois senão ele os trataria de "Escrituras". Ele se preocupava com o estudo até mesmo perto de sua morte, quando ele mesmo reconhecia que este evento estava próximo. Isto nos dá a dimensão da sua importância na vida do crente.

O que na verdade mata é o desprezo ao conhecimento, amado. Tudo o que se aprende nesta vida (noções de mecânica, de eletricidade, de computação, etc) mesmo que eu não vernha usar diretamente na obra, é de grande utilidade!
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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Pedro`G3 em Seg 15 Dez 2008, 19:26

Clóvis,

Por que eu citei esse texto no tópico onde se discute formação teológica?

Vou tentar explicar a minha colocação de forma resumida.

Repare no que foi dito no início do tópico:

Com o gradativo desprezo e abandono da teologia, mormente a bíblica e a sistemática, a igreja tem se tornado vulnerável, distante da Palavra de Deus, a ponto de surgirem a cada dia novas doutrinas estranhas em nosso meio, tudo em nome da revelação, da unção e da espiritualidade, mas não passa de uma prática irresponsável, de pessoas que falam muitas vezes do que pouco (ou nada) entendem. Se os "anti-teologia" conseguissem enxergar esta verdade, seriam os primeiros a defender a sã doutrina desta nefasta onda de "teologiofobia".

Eu discordo dessa idéia.
Eu tenho a plena convicção de que a causa do aparecimento de muitas "doutrinas estranhas" não é a falta de estudo, mas a falta de compromisso com Deus dos ditos líderes religiosos.

Vejo pessoas letradas, muito estudadas, bacharéis em teologia, falarem besteiras sem tamanho (e também vejo iletrados falarem as mesmas besteiras...).

Para ser direto: foi o abandono da teologia que fez com que a igreja se tornasse distante de Deus? Não. O que tem feito isso é a ânsia por dinheiro e poder sobre (e entre) os irmãos - se não é isso, então alguém tem que me explicar a razão de pessoas estudadas falarem tantas coisas equivocadas biblicamente.

Em outras palavras, o que tem gerado esses danos não é a falta de estudo, mas a falta de espírito e vida.

Então, se alguém me apresenta um diploma de bacharel em teologia, o máximo que posso afirmar sobre tal pessoa é que ela tomou um curso. Se esse estudo foi desvinculado de um relacionamento com o próprio Deus, não gerou vida, mas morte. Nesse caso, o bacharel é alguém menos capacitado para a obra do que aquele auto-didata que, embora tenha apenas se dedicado à leitura em casa, o fez no espírito.

Foi nesse sentido que citei o guerreado texto. Os religiosos judeus da época de Jesus, representantes do ministério da letra, apresentavam vasto conhecimento. Mas eram duramente criticados pelo Senhor. Lhes faltava alguma coisa.
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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Pedro`G3 em Seg 15 Dez 2008, 19:29

Zilton,

Tenho certeza que os estudos de Paulo não eram para a simples aquisição de conhecimento (o que gera morte), mas eram algo destinado a aprimorar seu relacionamento com o Senhor de forma prática.
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Re: Anti-Teologia

Mensagem por Clovis em Seg 15 Dez 2008, 20:35

Pedro`G3 escreveu:Eu tenho a plena convicção de que a causa do aparecimento de muitas "doutrinas estranhas" não é a falta de estudo, mas a falta de compromisso com Deus dos ditos líderes religiosos.

Pedro,

Obrigado por clarear melhor as coisas. E deixando as coisas que para trás ficam, sigamos adiante.

Eu tenho convicção que os desmandos que observamos diariamente não se devem à falta de estudo em si, mas estão a ela relacionados. Senão vejamos.

As práticas bizarras que presenciamos não surgem num vácuo doutrinário. "Conforme o homem pensa em seu coração, assim ele é". O que está no coração de um homem determina o que ele diz e faz. Há um arcabouço doutrinário, mesmo que implícito, por trás de toda prática espúria. Assim como toda prática correta resulta de uma doutrina ortodoxa. Portanto, por sob os movimentos que nossos olhos captam, há verdades que os corações aceitam.

Antes que haja uma prática herética, há um desvio da sã doutrina. E o descompromisso com Deus e com a verdade nada mais são que um sintoma de descompromisso com a doutrina. O apego ao dinheiro e a sede de poder nada mais são que a natureza humana sem os freios da verdade bíblica.

Pois bem, o fato inegável é que há um desprestígio da doutrina, manifesta às vezes de forma religiosamente aceitável numa sociedade pós-moderna, em expressões do tipo "não consigo ver o que essa doutrina tem a ver com evangelismo", "precisamos de comunhão, não de debate teológico" e "não importa a doutrina, importa Jesus". O sentimento é o juiz da verdade e o pragmatismo referenda qualquer prática. Portanto, no cerne de toda aberração litúrgica está o prévio afastamento da doutrina bíblica.

Mas, o que isso tem a ver com o estudo teológico?

Tem que há uma razão por si só (eu seria capaz de enumerar várias) que justifica o estudo teológico: fazer boa teologia serve para combater a má teologia. Ninguém consegue erradicar as práticas abomináveis que estão diante de nós sem que vá à origem, à raíz do problema: a falta de sã doutrina. Dê uma passada nos sites em que se faz críticas a práticas como o seminário promovido pela AD do Bom Retiro e veja os argumentos dos que os defendem: é um analfabetismo bíblico que beira à debilidade mental.

Creio que para mudarmos um pouco o quadro que se nos apresenta, precisamos de bons seminários, formando pastores dispostos a batalharem pela fé a nós confiada e igrejas edificadas sobre o fundamento apostólico. Com pastores alheios e aversos ao estudo, a vaca vai pro brejo, com bezerrinho e tudo.

Em Cristo,

Clóvis

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Re: Anti-Teologia

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