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Qual é o propósito da nossa criação?

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Qual é o propósito da nossa criação? Empty Qual é o propósito da nossa criação?

Mensagem por Marcones Dom 14 Mar 2021, 16:27

Boa tarde

É raro encontrar alguém que não tenha feito a si mesmo ou a outros a pergunta: “Qual é o propósito de nossa criação?” Um grupo de pessoas vem continuamente a este mundo enquanto outro grupo o deixa, extinguindo-se para sempre - qual é a ideia por trás desse ir e vir?

Se nós, humanos, não vivêssemos neste planeta, que diferença isso teria feito? É necessário que saibamos por que viemos e por que iremos? Se descobrirmos o motivo, temos a capacidade de atingir esse objetivo? Após esta questão, inúmeras outras questões surgem, atormentando a mente e os pensamentos do homem.

Os não crentes são incapazes de fornecer qualquer razão convincente para a existência deste universo ou da vida humana. As pessoas que acreditam que existe um Criador presumem que a criação ocorreu por Sua vontade. Mas em um mundo onde tudo parece ter um propósito, é natural para o ser humano se perguntar sobre o propósito de sua própria criação. Certamente alguém está justificado em esperar que o seu Criador que colocou nesta terra informe por que Ele fez isso e o que Ele espera de todos.
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Qual é o propósito da nossa criação? Empty Re: Qual é o propósito da nossa criação?

Mensagem por Jefté Sab 20 Mar 2021, 19:41

Olá Marcones
Tudo bem?!

Sua pergunta...
Qual seria propósito da nossa criação?

Creio que a resposta é:
Tudo... tudo o que fora feito o foi para a Glória de Deus!
Mas... jamais a criação seria manipulada pelo Criador ou forjada na sua escolha/existência em contribuir/colaborar para que assim se sucedesse; de modo que, quem puder participar para a glória de Deus bem-aventurado será, e quem não o puder, fazendo-o exatamente o oposto - porque quem não for por Deus naturalmente será contr; mas quem não puder fazê-lo para a glória de Deus, poderá então não ter eternamente participação nessa glória eterna do Criador a qual por fim certamente triunfará!

Como bem já dizia Cristo a Saulo de Tarso - que lutava contra ela:
"Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões." (Atos 9:5d)

De modo que assim diz um verso neotestamentário:
"Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus."

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Qual é o propósito da nossa criação? Empty Re: Qual é o propósito da nossa criação?

Mensagem por Marcones Dom 21 Mar 2021, 11:46

Bom dia

 Jetfé
Creio que a resposta é:
Tudo... tudo o que fora feito o foi para a Glória de Deus!
Mas... jamais a criação seria manipulada pelo Criador ou forjada na sua escolha/existência em contribuir/colaborar para que assim se sucedesse; de modo que, quem puder participar para a glória de Deus bem-aventurado será, e quem não o puder, fazendo-o exatamente o oposto - porque quem não for por Deus naturalmente será contr; mas quem não puder fazê-lo para a glória de Deus, poderá então não ter eternamente participação nessa glória eterna do Criador a qual por fim certamente triunfará!
Essa seria a sua convicção extraída na crença que foi submetido deste de criança a acreditar, e que esta enraizada numa cultura predominante do país que nasceu. Mas infelizmente não é um o pensamento singular, e sim coletivo, visto que existem um infinidade de outras crenças que reivindicam o mesmo conceito, talvez a sua concepção religiosa esteja certa e todas as demais errada e segunda a sua crença, todas condenada a inferno, afinal de contas só pode existir um verdade, portanto todas não podem esta certa, entretanto todas podem esta absolutamente erradas inclusive as que não acreditam em nenhuma delas,  como no meu caso.

Agora  meu velho amigo, o que te faz tão certo de que sua ideia cristã é melhor do que todas as demais religiões? O que te leva a pensar que seu deus esta além dos outros Deuses se são igualmente considerada figura mitológicos para filosofia contrária? E o que acontece com a fé doss judeus, muçulmanos e dos hindus que fazem as mesmas reivindicações como você, que colocaram no tempo e coração para encontrar a "deus", mas encontrou um deus diferente do seu? Você leva a sério o seu testemunho? Por que eu deveria confiar no SEU mais do que os deles? Eles estão apenas errado, mesmo que eles se sentem tão fortemente como você que eles estão certos?
 




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Qual é o propósito da nossa criação? Empty Re: Qual é o propósito da nossa criação?

Mensagem por Marcones Dom 21 Mar 2021, 11:50

Bom dia

O propósito de deus, criar um universo? colocar seres vivos racionais que irão passar por provações em um teste,para entrar em um paraíso e o adora-lo para sempre?
 
Todas as outras religiões têm um Submundo ou Reino onde os mortos vão ou acreditam em reencarnação (como os hindus). A menos que você seja um budista; nesse caso, existe um inferno, mas você precisa ser uma pessoa horrível para ir até lá e ao contrário os outros reinos que você não pode sair desse.

Céu e inferno são como duas faces da mesma moeda. Ambos se completam e sem o outro, nenhum pode existir sozinho. Toda religião é baseada na noção de trazer harmonia e tenta estabelecer uma sociedade moral e ética. Qualquer que seja a religião que acredita no céu, também deve acreditar no inferno para completar a noção e a agenda da religião.

O céu e o inferno existem na própria terra ou em nossa imaginação. Estes são míticos, místicos e curiosos em sua origem, existência, propósito, manifestação, abordagem e definição. O que o homem criou, ele encontrará eventualmente. 

Tudo na vida é perecível e o céu e o inferno são construções da mente humana. Nada dura para sempre e o que existe paraíso e inferno é o que criamos com nossos pensamentos e ações. A crença é uma questão de convicção e não de escolha. O que escolhemos acreditar se torna nossa realidade, e o que não estamos prontos para perceber e entender nunca será realizado como sucesso. Não importa o que acreditamos nos pareça real, mesmo que nunca tenhamos avaliado sua existência, inspire o fato de que pode não ser a verdade real e absoluta
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Mensagem por Flávio Santos Qua 21 Abr 2021, 07:31

Marcones escreveu: (Mensagem 3 acima)

Agora  meu velho amigo, o que te faz tão certo de que sua ideia cristã é melhor do que todas as demais religiões? O que te leva a pensar que seu deus esta além dos outros Deuses se são igualmente considerada figura mitológicos para filosofia contrária? E o que acontece com a fé doss judeus, muçulmanos e dos hindus que fazem as mesmas reivindicações como você, que colocaram no tempo e coração para encontrar a "deus", mas encontrou um deus diferente do seu? Você leva a sério o seu testemunho? Por que eu deveria confiar no SEU mais do que os deles? Eles estão apenas errado, mesmo que eles se sentem tão fortemente como você que eles estão certos?

Creio que cabe um esclarecimento aqui: só há Deus e um único Deus. Se nos basearmos no Alcorão, na sura 2, versículo 62, de seguinte teor:

"Os que crêem e os que abraçaram o judaísmo e os cristãos e os sabeus, todos os que crêem em Deus e no último dia e praticam o bem obterão sua recompensa de Deus e nada terão a recear e não se entristecerão."


vemos que há um único Deus para todos. Vemos a tolerância demonstrada por Maomé entre as diversas correntes religiosas, não só para com judeus, cristãos, sabeus e todos os que creem em Deus. Deus é um só para todos.

Noutras partes o Alcorão critica os judeus e cristãos. Por que isso ocorre? Porque a fé desses judeus e cristãos é fé impura, tem a denominação de "judeus" e "cristãos" mas o coração não tem abraço com a fé pura, com o amor genuíno. A crítica se dirigia à hipocrisia, aqueles que se autoproclamam judeus e cristãos, mas o coração está cheio do que é inconveniente. São as típicas pessoas “carnais” do apóstolo Paulo, não “espirituais”.

O que distingue um verdadeiro judeu, um cristão genuíno, um muçulmano legítimo, não é a denominação humana que eles tomam para si. Deus não se sujeita aos homens e seus caprichos de denominação. Deus dá graça ao coração que se inclina para a pureza de sentimento e intenção. Por isso diz bem o Evangelho de Mateus, 5:8 "Os limpos de coração verão a Deus" E limpo de coração não se apura por denominação religiosa, mas pelo obrar da boa consciência.

Se as pessoas olham com desdém para com os outros por serem não crentes ou de credo diferente, esses são graves pecadores. O amor não está neles. O verdadeiro religioso guarda Deus dentro de si, e Deus é AMOR (cf. 1 João 4:16). E o Amor de Deus pacifica inteiramente o coração do ser humano, numa serenidade perene, apagando todo sofrimento, o medo de castigo futuro, toda a angústia, a má interpretação das Escrituras, revelando também a verdadeira natureza da ressurreição.

Como diz Isaías, cap. 45, vv 5 a 7 (citação da Bíblia de Jerusalém – algumas outras versões corrompem certa passagem destes versículos):

“Eu sou Iahweh, e não há nenhum outro, fora de mim não há Deus. Embora não me conheças, eu te cinjo, a fim de que se saiba desde o nascente do sol até o poente que, fora de mim, não há ninguém: eu sou Iahweh e não nenhum outro! Eu formo a luz e crio as trevas, asseguro o bem-estar e crio a desgraça: sim eu, Iahweh, faço tudo isso.”

Diz bem o apóstolo Paulo:

"1Coríntios 7:34  Há diferença entre a mulher casada e a virgem: a solteira cuida das coisas do Senhor para ser santa, tanto no corpo como no espírito; porém a casada cuida das coisas do mundo, em como há de agradar ao marido."

A maioria dos que se denominam "cristãos" são "mulher casada", cuida das coisas do "mundo". Poucos são "mulher solteira". A "solteira", ou – podemos também dizer - a "alma solteira", cuida das coisas do Senhor, está fermentada de Amor e Fé puros. E esses estão acima da denominação religiosa meramente humana, são cristãos genuínos. Também podemos dizer judeu legítimo e muçulmano puro. Um Deus único, o Amor habitando todos esses corações puros. Bendito aqueles que praticam sinceramente o amor para com o próximo e para consigo mesmo.

Naturalmente é exigir demais de uma pessoa que ela seja perfeita em um só tempo. Não, a perfeição da pessoa exige um tempo de maturação. Portanto, é adequado se lembrar da parábola do grão de mostarda:

"Mateus 13:31-32  Outra parábola lhes propôs, dizendo: O Reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda que um homem, pegando dele, semeou no seu campo; o qual é realmente a menor de todas as sementes; mas, crescendo, é a maior das plantas e faz-se uma árvore, de sorte que vêm as aves do céu e se aninham nos seus ramos.“

Por isso, Marcones (pena que você não esteja conosco para dialogar, mas caso possa ainda nos acompanhar na leitura), só gostaria de afirmar que se os credos diferentes se digladiam, é porque não se sujeitaram às Escrituras que dizem respeitar. O Amor não guarda inveja, não se ensoberbece, mas é pacífico, tolerante, não é tímido, mas é audaz para a guarda do bem comum, independentemente da situação da pessoa.

Também, caro Marcones, os diferentes credos não têm diferentes "deuses", mas sendo "alma casada", contendem entre si, brigam por um “deus” que é espelho da sua ignorância, bem como os ateus, os agnósticos e semelhantes não conhecem Deus. A palavra "crer" na Bíblia tem um sentido muito peculiar. Não é "acreditar" no sentido cotidiano, como em "acredito em Deus", "creio em Deus". É assunto muito profundo e complexo o que está inserto na Bíblia. E essa observação sobre “crer” também cabe ao Alcorão.

Espero um dia que possa lograr a compreendê-la mais consentaneamente. Lamento que não possa estar mais conosco. Mas não poderia calar meu carinho por ti e mostrar que a Religião, com “r” maiúsculo, é matéria muito mais complexa do que certas elucubrações inocentes. Espero que não “acredite” em Deus, mas conhecê-Lo, o que são duas coisas completamente distintas. E O conhecerás em teu coração.

"1Coríntios_3:17  Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo.”

Todo o meu amor a ti, Marcones. Que trilhe o caminho da paz.
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Mensagem por Alberto Guido Qua 28 Abr 2021, 01:27

Prezado amigo Flávio Santos escreveu
vemos que há um único Deus para todos. Vemos a tolerância demonstrada por Maomé entre as diversas correntes religiosas, não só para com judeus, cristãos, sabeus e todos os que creem em Deus. Deus é um só para todos.


Quem te disse que só existe um Deus?

Na verdade, dizemos esta linha apenas para nos agradar. Como os Celtas, Gregos, Romanos, Nórdicos, Egípcios, Chineses, Hindu e centenas de outras mitologias discordam.

Podem existir vários deuses e, de acordo com eles, existem e para todos seria o único.

Mandamento um, Não terás outros deuses diantes de mim ..! Nas religiões abraâmicas, deus tem advertências muito severas contra a adoração de outros deuses.

Se não existem outros deuses, por que Deus está alertando seus seguidores contra seguir outros deuses? Isso admite claramente que o Judaísmo Cristianismo e o Islamísmo são monolatísticos , religiões e não religiões monoteístas ...

Oh, acredite em mim, existem muitos deuses lá fora. A verdadeira questão sempre foi: Existe um deus real ..? A definição de um deus , infelizmente, é apenas tão evasivo como é a evidência para o deus ..?
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Mensagem por Vasuilvan Qua 28 Abr 2021, 18:34


Alberto diz:
Mandamento um, Não terás outros deuses diantes de mim ..! Nas religiões abraâmicas, deus tem advertências muito severas contra a adoração de outros deuses.

Se não existem outros deuses, por que Deus está alertando seus seguidores contra seguir outros deuses? Isso admite claramente que o Judaísmo Cristianismo e o Islamísmo são monolatísticos , religiões e não religiões monoteístas ...




Amigo, a meu ver, sua forma de entender esse contexto não é a melhor.
Quando Deus diz para o seu povo não ter outros deuses diante dele, Ele não está admitindo a existência de outros deuses.

Mas com esse mandamento, Deus orienta Seu povo para que não adotem para si, coisas ou seres como se deus fossem. Hábito esse, comum entre as demais nações.




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Mensagem por Alberto Guido Qua 28 Abr 2021, 23:00

Amigo, a meu ver, sua forma de entender esse contexto não é a melhor.
Quando Deus diz para o seu povo não ter outros deuses diante dele, Ele não está admitindo a existência de outros deuses.
Mas com esse mandamento, Deus orienta Seu povo para que não adotem para si, coisas ou seres como se deus fossem. Hábito esse, comum entre as demais nações.

Quem está enganado deve ser você  nobre e prezado amigo, temos uma variedade de deuses na bíblia, e todos verdadeiramente autênticos para dissidentes contrários

Muitos deuses diferentes são mencionados no Antigo Testamento, desde o YHWH (Senhor, às vezes pronunciado Yahweh, Javé Adonai etc..) dos israelitas até o Baal dos cananeus, o Moloque (ou Milcom) dos amonitas e muitos outros. Eram esses verdadeiros deuses espirituais? Eles eram reais?

A Bíblia os trata como seres reais, com muitos versículos os mencionando diretamente. Por exemplo, Êxodo 15:11 diz: “Quem é como você entre os deuses, YHWH (Senhor)?”

Se assim fosse como você quer retratar, este versículo não teria sentido se nenhum outro deus existisse. E há muitos outros versículos semelhantes (Êxodo 18:11, Deut. 10:17, 2 Crônicas. 2: 5, Salmos. 95: 3, Salmos. 136: 2, Daniel. 2:47, etc.)

E um dos exemplos mais famosos de Israel enfrentando os profetas de Baal vem de 1 Reis 18 . Neste capítulo, o profeta Elias e os profetas de Baal têm um confronto para provar o poder de seu Deus e deuses.
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Mensagem por Vasuilvan Qui 29 Abr 2021, 17:29


Os pseudos deuses dos profetas de baal foram desmerecidos pelo Deus de Elias e a crença deles foi desmascarada.

Quem adota um astro ou um animal como seu deus, para si, tem valor de deus.
Mas o Deus criador, a todos busca atrair para Si.


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Mensagem por Alberto Guido Qui 29 Abr 2021, 19:10

O meu pezado amigo Vasuilvan escreveu
Os pseudos deuses dos profetas de baal foram desmerecidos pelo Deus de Elias e a crença deles foi desmascarada.

Mas isso óbvio e mais que evidente que aconteça, você não acha? O mesmo acontece com os adoradores desses deuses que agem exatamente a respeito dos seus concorrentes.  É  agiam exatamente como você agora.

Quem adota um astro ou um animal como seu deus, para si, tem valor de deus.
Mas o Deus criador, a todos busca atrair para Si.

Seria uma ótima pergunta para os adoradores da crença aos deuses hindus, que já existiam quando os hebreus pintaram  no pedaço

Para seu espanto, a própria bíblia descreve que os israelitas havia construído altares dedicados a Baal (Juízes 2:13 e 6:28-32). Mas sem dúvida o auge da adoração a Baal em Israel ocorreu durante o reinado do rei Acabe (1 Reis 16:32 e 18:17-40).

Acabe casou-se com a princesa Jezabel dos sidônios. Ela era uma mulher perversa e idólatra, e fez questão de introduzir o culto a Baal e a Aserá. Nesse caso a divindade referida era Melcarte, o Baal dos sidônios.

Baal é uma divindade cananéia e fenícia, Baal assumia a forma de um touro ou carneiro e tinha associações com a fertilidade.

Baal-peor: senhor da abertura, um deus dos moabitas ( Números 25: 3 ; 31:16 ; Josué 22:17 ), adorado por ritos obscenos. Chamado do Monte Peor, onde este culto era celebrado, o Baal de Peor. Os israelitas adoraram esse ídolo ( Números 25: 3,5,18 ; Deut 4: 3 ; Salmos 106: 28 ; Oséias 9:10 ).

Ele reconstruiu os lugares altos que seu pai Ezequias havia destruído; ele também ergueu altares a Baal e fez um altar para a deusa Asera ( Asherah), como Acabe, rei de Israel. Ele se curvou a todas as hostes estreladas e as adorou ( 2 Reis 21:3 J.F.A. ).
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Qual é o propósito da nossa criação? Empty Re: Qual é o propósito da nossa criação?

Mensagem por Vasuilvan Qui 29 Abr 2021, 21:00


Mas isso óbvio e mais que evidente que aconteça, você não acha? O mesmo acontece com os adoradores desses deuses que agem exatamente a respeito dos seus concorrentes. É agiam exatamente como você agora.


Então estamos em acordo de entendimento.
Tudo bem.
Abraços.
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Mensagem por Flávio Santos Sab 01 Maio 2021, 16:11

Resposta do Flávio / Parte 1 de 2

Alberto Guido escreveu:Prezado amigo Flávio Santos escreveu
vemos que há um único Deus para todos. Vemos a tolerância demonstrada por Maomé entre as diversas correntes religiosas, não só para com judeus, cristãos, sabeus e todos os que creem em Deus. Deus é um só para todos.


Quem te disse que só existe um Deus?

Na verdade, dizemos esta linha apenas para nos agradar. Como os Celtas, Gregos, Romanos, Nórdicos, Egípcios, Chineses, Hindu e centenas de outras mitologias discordam.

Podem existir vários deuses e, de acordo com eles, existem e para todos seria o único.




O caro colega Alberto Guido cita várias nacionalidades mitológicas, no seu entender, e diz ainda que há outras centenas de mitologias que discordam do Deus único a que me referi.

Creio que devemos separar o joio do trigo, não misturar alhos com bugalhos. De afogadilho, façamos distinção de que há mitologias, as declaradas “religiões” na concepção mundana, e a RELIGIÃO, que escrevo em maiúscula. A RELIGIÃO não tem nome exclusivo de tradição, nem pode ser reivindicado por alguma tradição.

A pergunta é se as escrituras como a Bíblia, o Alcorão, e mesmo o Bhagavad Gita e os sutras budistas se enquadram na RELIGIÃO. Cito somente estes quatro tipos de escrituras que dão origem a grandes tradições espirituais. O Bhagavad-gita, para quem não sabe, é escritura sagrada do que o Alberto resume no termo Hindu.

O colega Alberto diz que mesmo os hindus discordam do Deus único a que me referi. Se eu demostrar que somente um deles – no caso o hindu, por exemplo - concorda com o Deus único de tradição abraâmica, que engloba a Bíblia e o Alcorão, invalido completamente a discordância do Alberto à minha declaração.

O coração da RELIGIÃO pode ser sintetizado em alguns termos: DUALIDADE, NÃO-DUAL ou NÃO-DUALIDADE e TRANSCENDÊNCIA.

A DUALIDADE é estágio de consciência carnal a que o apóstolo Paulo tanto se refere em suas epístolas. É, falando biblicamente, estado de consciência onde prevalece o pecado. A consciência carnal “acredita” em “Deus” ou também “não acredita”. Esse “Deus”, na verdade é “deus”, pois é um ente apartado do ser humano na mente carnal. E a mente carnal cria, crê em “deus” ou “deuses”, com características antropomórficas, ou mesmo de animais. Muitos se digladiam por questões de confissões abraçadas, um crente em “deus”, ou em “deuses”, outro “não crente” em “deus” (ateus, por exemplo), e assim por diante. Esse é estágio de maturidade ainda de juízo não amadurecido (cf. 1Coríntios 14:20).

Já a consciência espiritual referida por Paulo, diferentemente, “conhece DEUS (em maiúscula mesmo), e esse DEUS conhecido é completamente distinto do “deus” que é acreditado. A consciência espiritual é fase seguinte à consciência carnal, ela é denominada também como NÃO-DUALIDADE ou NÃO-DUAL. Já não há o pecado, que foi superado. A passagem da consciência carnal (DUALIDADE) para a espiritual (NÃ0-DUALIDADE) é denominada TRANSCENDÊNCIA.

Ambas as consciências, carnal e espiritual, apresentam estados de vivência completamente distintos. Na consciência carnal prevalece a inveja, a contenda, as dissensões (cf. 1Coríntios 3:3), bem como os seres humanos são insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias concupiscências e deleites, vivendo em malícia e inveja, odiosos, odiando-se uns aos outros (cf. Tito 3:3). É próprio do estágio do pecado.

Já na consciência espiritual prevalece o amor, a alegria, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade, a mansidão, o domínio próprio (cf. Gálatas 5:22-23). Isso ocorre porque há desperto DEUS no próprio coração desse ser humano. O pecado aqui já está abolido.

“1Coríntios 3:16  (ARA) Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?”

Por outro giro, a mente espiritual é a que tem a presença de Cristo. Em Colossenses 3:9-11 (ARA) de forma mais explícita:

“Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos e vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou; no qual não pode haver grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém Cristo é tudo em todos.”

Também em Gálatas 3:28 (ARA):

“Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.”

A consciência da NÃO-DUALIDADE é o “novo homem”. Nesse tipo de consciência o ser humano supera a barreira conceitual de discriminação de pessoas por sexo, nacionalidade, quaisquer credos, qualquer estado conceitual, pois vê tudo feito em DEUS e que há somente DEUS como existência, como citei em mensagem anterior em passagem de Isaías 45:5-7, que aqui repito:

“Eu sou Iahweh, e não há nenhum outro, fora de mim não há Deus. Embora não me conheças, eu te cinjo, a fim de que se saiba desde o nascente do sol até o poente que, fora de mim, não há ninguém: eu sou Iahweh e não há nenhum outro! Eu formo a luz e crio as trevas, asseguro o bem-estar e crio a desgraça: sim eu, Iahweh, faço tudo isso.”

Essa consciência de UNIDADE seja nas múltiplas existências sensíveis na natureza, tanto as visíveis como as invisíveis, bem como em toda a totalidade, se chama Cristo (“Cristo é tudo em todos”), em parte da versão bíblica, como já vimos. Na escola hinduísta, essa consciência de UNIDADE de tudo em todos também se chama Brahman. Escolas de tradições diversas do mundo todo, identificadas com a RELIGIÃO, cunharam termos próprios para se referir a esse “tudo em todos”, que é percepção da consciência da NÃO-DUALIDADE.

É por isso que Paulo diz que não há grego ou judeu, nem homem ou mulher, pois vê a essência de todas as criaturas, que é DEUS. Paulo é consciência NÃO-DUAL.
Essa consciência NÃO-DUAL, sua essência, sua forma de sensação e estrutura de conhecimento é impossível de ser antevista pelas pessoas de consciência imersa na DUALIDADE. Na forma da epístola paulina, isso é expresso da seguinte forma:

“1Coríntios 2:14 Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.”

O homem natural é a consciência carnal, a consciência mundana, ou consciência imersa na DUALIDADE, e não consegue entender as coisas do Espírito de Deus, o NÃO-DUAL, porque lhe são loucura. Por isso não consegue penetrar nas Escrituras, nem entender o que é Céu, nem a Terra, nem o Reino dos Céus, nem a Ressurreição, Vida eterna e outros símbolos bíblicos, que é de uso alegórico. A consciência carnal projeta todos esses símbolos na dimensão do espaço e tempo históricos, e não consegue sair desse esquema conceitual. Como diz Paulo, a Jerusalém celeste, que é obra final da REVELAÇÃO (Apocalipse), já se cumpriu nele:

Gálatas 4:26 (ARA) Mas a Jerusalém lá de cima é livre (celeste), a qual é nossa mãe.

Muitos “crentes”, que são de juízo não amadurecido, situados na DUALIDADE, estipulam normas meramente humanas atribuindo-as à obediência a um “deus”. Na verdade, cumprem aquilo que Paulo proíbe, que é estar sob o jugo das “obras da lei”.

Gálatas 3:10 Todos quantos, pois, são das obras da lei estão debaixo de maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da Lei, para praticá-las.

E que é permanecer nas coisas escritas no Livro da Lei, para praticá-las? É o amor sincero para com o próximo bem como a si mesmo.

Romanos 13:8-9 A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a Lei. Pois isto: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e, se há qualquer outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.

Romanos 3:27 Onde, pois, a jactância? Foi de todo excluída. Por que lei? Das obras? Não; pelo contrário, pela lei da fé.

Muitos se jactam pelas obras da lei, que são suas denominações, ritos, cultos e batismos, regras meramente de observação humana exterior, preceitos humanos, mas jamais chegam à lei da fé.

Continua...
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Flávio Santos
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Qual é o propósito da nossa criação? Empty Re: Qual é o propósito da nossa criação?

Mensagem por Flávio Santos Sab 01 Maio 2021, 16:15

Resposta do Flávio / Parte 2 de 2

Ainda há certos credos ateístas, por exemplo, que também tentam impor seus dogmas. Todos estão sob a sombra da DUALIDADE. A Bíblia é compêndio do saber que propõe a superação dessa DUALIDADE, ao conhecimento de Cristo, na linguagem particular de parte da Bíblia, que é, em último caso, a consciência NÃO-DUAL.

Muitas passagens da Bíblia têm por “Deus” não aquilo que nós conceituamos normalmente por Deus, ou a resposta à seguinte pergunta: “O que é Deus?”. Esse Deus do Antigo Testamento, por exemplo, que deplora outros “deuses”, é símbolo, na verdade, em palavra resumida, da Sabedoria. A Sabedoria sofre antropomorfismo na Bíblia, e como todo ser antropomórfico, ele tem suas particularidades. Essa Sabedoria é intransigente, reveste-se Senhor de um determinado “povo”, no caso os “judeus”, exigindo a abstinência de culto a outros “deuses”, apedrejamento de determinados “homens” por sua conduta. A Bíblia é livro por excelência alegórica, bastante sofisticada. É por isso que o apóstolo Paulo, em Gálatas, 4:21 em diante, referindo-se às duas mulheres de Abraão, Agar e Sara, diz, em certo trecho:

“Estas coisas são alegóricas; porque estas mulheres são duas alianças; uma, na verdade, se refere ao monte Sinai, que gera para escravidão; esta é Agar…” (ARA)

Para a consciência sob a DUALIDADE é impossível fazer incursão na Bíblia, pois ainda é “velho homem”, não consegue discernir as coisas espiritualmente, nem em sua mente pode conceber o verdadeiro universo bíblico, pois não conhece ainda a expansão de consciência que a TRANSCENDÊNCIA promove. Quanto menos maduro, mais literal toma a Bíblia e assim seu entendimento é morto. Lê os livros do Antigo Testamento como históricos, por exemplo, ou com pretensão histórica. O “judeu” bíblico é tomado com o judeu nação histórica do planeta Terra. Não sabe distinguir o judeu alegórico (“povo eleito”) do judeu nação histórica. A palavra Deus tem diferentes sentidos dentro do texto bíblico. Ora é Sabedoria, com roupagem com características antropomórficas, ora é o UM, aquele que a tudo dá existência e não há ninguém, nem ser humano, fora d’Ele, como retratado em Isaías 45:5-7. Não há conflito entre as passagens bíblicas entre os diversos sentidos da palavra Deus. A Bíblia é um compêndio estupendo, e tem engenho magistral de alegoria que abarca a Sabedoria divina, que é de domínio do NÃO-DUAL.

A Bíblia não usa o termo DUALIDADE nesta forma vernácula, mas o exprime mediante alegoria. Ela está presente em toda a Bíblia, seja no Antigo Testamento como no Novo Testamento. Citemos apenas dois trechos sobre DUALIDADE, entre inúmeros:

a) Evitar a DUALIDADE: “Deuteronômio 22:11 (ARA) Não te vestirás de estofos de lã e linho juntamente.”

Comentário: Lã e linho são duas espécies distintas de tecido, representando a DUALIDADE. A consciência humana não deve gerar em si impulsos de ignorância carnal, que é representado pelo vestir-se da DUALIDADE. A consciência carnal o toma ao pé-da-letra essa passagem, como um “deus” exigindo essa satisfação, e não raras vezes, os mais ingênuos podem observar isso na veste cotidiana.

b) Superação da DUALIDADE: “Isaías 11:7 (ARA) A vaca e a ursa pastarão juntas, e as suas crias juntas se deitarão; o leão comerá palha como o boi.”

Comentário: A vaca e a ursa são inimigas na natureza, uma é presa da outra, são discordantes, formando uma DUALIDADE. Tanto a vaca e a ursa pastarão juntas, e as suas crias se deitarão juntas, isto é, tornar-se-ão UM, ou consciência NÃO-DUAL; o leão comerá palha como o boi, pois a “carne”, alimento do leão, no caso, é símbolo do pecado, ou consciência DUALÍSTICA.

O termo DUALIDADE é de domínio universal, a RELIGIÃO é conhecida por pessoas altamente espiritualizadas em muitas partes do mundo, e na história a Espiritualidade autêntica, a consciência da NÃO-DUALIDADE foi perseguida e alcançada por muitas almas humanas, gerando escrituras diversas há milhares e centenas de anos, mas tendo sempre o mesmo domínio de conhecimento.

Assim como a água é presente no mundo todo e recebe denominações diversas dependendo do idioma, DEUS recebe denominações diversas dependendo da tradição observada, sendo tradição vinculada ao domínio da consciência NÃO-DUAL. Há as chamadas “religiões” que não alcançam o domínio da consciência NÃO-DUAL, diga-se, que se cingem ao domínio da consciência carnal, nunca se elevando ao espiritual. Essa consciência pode cultuar diferentes “deuses”, um “deus”, mas sempre diverso do DEUS da consciência NÃO-DUAL. A consciência carnal é ignorante das coisas de DEUS.

O “Deus” dos Hindus, que o caro Alberto Guido contrapõe ao “Deus” da Bíblia e Alcorão, achando-os distintos, não tem prova na tradição autorizada. Há somente um DEUS, aquele do Isaías 45:5-7, que é conhecido em muitas escrituras autorizadas de diferentes partes do mundo.

Peguemos o Bhagavad-gita, escritura tida como sagrada pelos Hindus. No capítulo 4, versículo 22, temos passagem inequívoca de referência à DUALIDADE, que é tema proposto pela RELIGIÃO, assim redigido:

“Aquele que se contenta com o ganho que vem automaticamente, que está livre da dualidade e que não inveja, que é estável tanto no sucesso quanto no fracasso, nunca se enreda, embora execute ações.”

Veja o termo DUALIDADE aí presente. Não é um termo acidental, mas termo próprio da RELIGIÃO. Veja-se que a “dualidade” desse versículo é algo que deve ser superado, pois é fato negativo. O Bhagavad-gita mira o NÃO-DUAL.

E para não deixar dúvida sobre a TRANSCENDÊNCIA, que é o domínio do NÃO-DUAL, no versículo seguinte – 23, o Bhagavad-gita registra:

“O trabalho do homem que não está apegado aos modos da natureza material e que está situado em pleno conhecimento transcendental funde-se por completo na transcendência.”

Assim como há a consciência de Cristo, outro paralelo de mesma natureza é consciência de Krishna, referido pelo Bhagavad-gita. Não importa o nome que a água receba, em todos os recantos do mundo ela tem o poder de saciar a sede. Assim Cristo, bem como Krishna são a mesma água, é mesma substância, porque concede à alma humana a TRANSCENDÊNCIA, a vivência do NÃO-DUAL, que é vida exuberante e de eterna paz, inimagináveis para os de consciência carnal. Bem disse Paulo:

Romanos 14:17 (ARA) Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.

O Reino de Deus, ou Reino dos Céus, está dentro do ser humano e ocorre nele:

Lucas 17:21 (ARA) Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós.

Ainda no popularmente chamado “hinduísmo”, na escola Vedanta, temos os Upanixades, escrituras autorizadas. Peguemos  Upanixade Brihadaranyaka, para exemplo:

“Um oceano é aquele que vê, sem nenhuma dualidade [Advaita]; este é o mundo Brahma, o rei. Assim Yajnavalkya o ensinou. Este é o seu maior objetivo, este é o seu maior sucesso, este é o seu mundo mais alto, esta é a sua maior felicidade. Todas as outras criaturas vivem em uma pequena porção dessa felicidade.”

Veja novamente o tema da DUALIDADE aí expresso, sempre com sentido negativo. “Sem nenhuma dualidade”, isto é, atingiu-se a consciência NÃO-DUAL.

Quanto às escrituras budistas, têm comunhão com a RELIGIÃO? Lidam com a DUALIDADE e sua superação como as citadas Bíblia e Bhagavad-gita e as Upanixades? Buscam o NÃO-DUAL, aquele DEUS preconizado pelo Isaías 45:5-7? A resposta é sim. Eu me apego a uma joia da escola Mahayana budista, o Lankavatara sutra. Diz um trecho:

“Há ainda outros que falam de mim como o Não nascido, como o Vazio, como as “coisas como elas são”, como a Verdade, como a Realidade, como o Princípio Último; há ainda outros que me veem como Dharmakaya, como Nirvana, como o Eterno; alguns falam de mim como não-dualidade, como imortal, como informe; alguns pensam em mim como a doutrina de causa e efeito do Buda, ou da Emancipação, ou do Caminho Nobre; e alguns pensam em mim como Mente Divina e Sabedoria Nobre.”

Veja-se a citação textual “alguns falam de mim como não-dualidade”. A NÃO-DUALIDADE do sutra Lankavatara é também equivalente à VERDADE no trecho citado. E VERDADE é atributo de Cristo também (cf. João 14:6). Há equivalência semântica em todas as escrituras citadas.

A NÃO-DUALIDADE ou NÃO-DUAL, é estágio PÓS-TRANSCENDÊNCIA, onde se diz viver a “vida eterna”, ou “imortalidade” (termo empregado por Paulo muitas vezes – cf. 1Cor 15:53-54). O termo “imortalidade” é empregado, como exemplo, também pelo texto védico (tradição hindu) Upanixade Mundaka, pelo Bhagavad-gita, pelo Alcorão, este que também usa “vida eterna”, tudo para designar o estado NÃO-DUAL de consciência.

A TRANSCENDÊNCIA é conhecida por vários nomes, sendo exemplos o BATISMO no Novo Testamento, MOKSHA na tradição hindu, por SATORI na escola budista ZEN, e há muito outros termos.  

Há vários estágios de consciência dentro do campo de visão da mente carnal, bem como há várias fases dentro da mente espiritual. Naturalmente nem todos permanecem na mente carnal, progridem para o estágio NÃO-DUAL de consciência. O Reino de Deus se inaugura no coração, tudo é completa paz e alegria. A mera morte do corpo humano é fase natural da natureza, não há angústia e sofrimento por ela sobrevir. Tudo flui por Deus, o nascimento, a morte, tudo é obra de Deus. A morte do pecado, que é a ignorância própria da DUALIDADE, é superada. A alma não se fatiga quando o Reino de Deus está desperto no coração humano, tudo é maravilhoso. Deus é a macieira, e o ser humano é a maçã, permanece em Deus e recebe a seiva, a vida divina de Deus. A maçã é a parte mais nobre da macieira, e Deus insufla toda a vida espetacular nessa maçã.

Mateus 6:26 “Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves?”

Resumindo, o Deus da Bíblia, do Alcorão, das escrituras hinduístas e budistas são um só. Pois é DEUS, percebido pela mente NÃO-DUAL, e como dito, conhecido no próprio coração do ser humano. E não é “deus” fora do ser humano, um “deus” para a escritura bíblica, um “deus” para o Alcorão, um “deus” ou “deuses” para o hindu, ou até, quiçá, “deus” para os budistas. Há, decerto, cultivo, entre aspas, de religiosidade “cristã”, “judaica”, “islâmica”, “hindu” e outras, mas que são religiosidade não esclarecida, que cultivam um “deus” fora de si, ou mesmo “deuses”, criam-se tradições e dogmas meramente humanos, nada tendo de sabedoria espiritual. Essa é a posição dos gentios, falando em termos bíblicos.

Espero que tenha esclarecido minha posição. Um abraço a todos.
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Qual é o propósito da nossa criação? Empty Re: Qual é o propósito da nossa criação?

Mensagem por Alberto Guido Dom 02 Maio 2021, 00:24

O  nobre amigo Flavio Santos escreveu :
Ainda há certos credos ateístas, por exemplo, que também tentam impor seus dogmas. Todos estão sob a sombra da DUALIDADE. A Bíblia é compêndio do saber que propõe a superação dessa DUALIDADE, ao conhecimento de Cristo, na linguagem particular de parte da Bíblia, que é, em último caso, a consciência NÃO-DUAL
Dualismo — concepção filosófica ou teológica do mundo baseada na presença de dois princípios ou duas substâncias ou duas realidades opostas, irredutíveis entre si e incapazes de uma síntese final ou de recíproca subordinação

Não-dualismo — conceito utilizado para definir várias vertentes de pensamento religioso e espiritual em que não há nenhuma distinção fundamental entre mente e matéria

Agora me diz, quais as evidências empíricas e provas irrefutáveis cabível para validar que a sua religião não faz parte da dualidade?

Se dualidade é uma caracterização do ser humano desde suas experiências mais arcaicas. Esta dualidade aparece em todos os mitos fundadores das mais diversas culturas e tradições religiosas.

Qual seria a diferença do relato judaica da criação do ser humano que narra a origem como sendo do barro e ao receber um sopro divino, ganhou vida  (Gên 2,7).

Também a crença  egípcias tinha quase a mesma concepção, ou seja, narravam a origem do ser humano a partir do barro e da delicadeza do Inominável.

Eles acreditavam que depois de ter feito o homem do barro, o deus oleiro Chnum incumbira Maat, a deusa da ternura, de apresentá-lo a Osíris, o deus altíssimo. A caminho do trono da Trindade Suprema, Maat comovida diante da beleza do boneco de barro que carregava em seus braços, não se conteve e lágrimas caíram de seus olhos sobre o peito do homem que, improvisamente, começou a respirar e a se mover, ali, nos seus braços.

Aqui, novamente, todos querem responder de alguma forma tendenciosa com base em sua religião / cultura / país e origem.

Cristãos apoiando a Bíblia

Muçulmanos apoiando o Alcorão

Hindus apoiando o Gita

Isso é muito comum com a psicologia humana.

Onde, o quê, quem, por que quando e como é / são as 3 doutrinas à prova de sua Sabedoria?

As doutrinas existem há milhares de anos. Quem, onde, o quê, por que e como alguém concluiu que todas as 3 doutrinas mencionadas acima falam e revelaram o ... segredo celestial?

Todos apenas testam seus serviços labiais com poucas respostas mencionadas como o seu  deus os instruiu, como seu deus deu-lhes as instruções, como seu deus deu ... isto e aquilo. Todos esses são absurdos, senis e sem Sabedoria.

As doutrinas podem ser reescritas, alteradas e distorcidas para se adequarem à sua maneira, Tribais, e em tempos atuais com o avanço da ciência que vem provocando ao longo do tempo constante desavenças religiosas, obrigando os fundamentalista encontrarem nas páginas da bíblia alguma brecha ou abertura para encaixar ou adequar aos fatos descobertos pela ciência.

Existem tantas denominações sob uma doutrina. Isso já é comprovado por si mesmo, ao menciona-la em qualquer ocasião.

Na doutrina Egipcías temos Kaaba, egípcia antiga, resultado final encontrando Maat Kemet com sua balança, pendurada junto com a pena de avestruz. Este resultado final fala por si. Todas as suas ações ainda são julgadas na Kaaba.

No hiduísmo Bhagavad Gita, outra doutrina que ilustra tudo sobre o trabalho e definiu Gunas, Sattva, Rajas e Tamas que são  considerados como as qualidades fundamentais da natureza, mas claramente não sabe o segredo celestial, mas para resolver esses segredos eles acreditam em  Brahma - O deus da criação. ... Vishnu - Deus da preservação  Shiva - Deus da destruição.

Viracocha é a divindade invisível, criadora de toda a cosmovisão inca, considerado como o esplendor original, o Senhor, Mestre do Mundo, criador do céu e a terra, pelo que é intimamente associado ao mar. É o arquétipo da ordem do universo no ser humano.

Temos ainda Maias, Astecas etc...

Em resumo, todos apenas tocam na moralidade, boas ações, bons méritos, fazer o bem seguir os mandamentos e continuar a salvar o próprio clã.

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