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Para a semana da consciência negra: cotas pra quê?

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Mensagem por Goncaze em Qua 21 Nov 2018, 03:42

Que tal fazer a análise de dois pontos de vistas diferentes sobre o tema de cotas raciais? Vou postar aqui o primeiro texto e depois o segundo. Está disposto a fazer uma análise?

Primeiro texto:

Anônimo 1 escreveu:
Imagine o seguinte. Cotas são como uma "sub-rotina" dentro de um "grande sistema ruim". Criticar essa sub-rotina que tenta ajeitar as "coisas" ao mesmo tempo que não se propõe nada mais efetivo é o mesmo que pedir para manter o grande sistema ruim do jeito que está.

Pois bem, uma das estratégias de ataques às políticas de cotas é comparar o "grande sistema ruim" com um "grande elefante branco" e comparar a "sub-rotina" que são as cotas com um "gato". Assim, o ataque que fazem sobre as políticas de cotas é no sentindo de que o "gato" não consegue puxar o "grande elefante branco" que se encontra atolado. Mas, quem foi que disse que o propósito do gato é puxar o grande elefante branco?

Muitos dos que criticam as políticas de cotas o fazem ignorando o propósito e além disso retiram a política de cotas do seu contexto no qual foi criado e o inserem em um contexto desconexo facilitando assim os seus ataques.

A quem, de fato, interessa manter o grande sistema ruim do jeito que está? Quem se beneficia com o jeito que as coisas estavam antes das cotas? Se você consegue responder essas duas questões, então, você consegue entender a partir de que lugar se originam as críticas às políticas de cotas.

As cotas, no meu ponto de vista, não são para converter a água em vinho, não são para fazer milagres, mas sim para tentar resolver uma questão de representatividade ou a falta dela. Por exemplo, existem brancos nas favelas? É claro sim! Mas, existem negros nos condomínios de luxo? Existem brancos ocupando os "piores" empregos do país? É claro que sim! Mas, existem negros ocupando os melhores empregos do país? Responda a estas perguntas levando em consideração que no mínimo a metade da população do Brasil é negra.

Ah, mas, ainda há quem diga que as cotas são uma injustiça com os brancos pobres. Por acaso, a solução é “jogar fora a água da bacia junto com a criança”? Como já havia dito, a política de cotas não vai resolver todos os problemas dos negros, pois trata de uma questão de representatividade. As cotas para negros vão mudar o cenário? Sim, mas muito pouco e o muito pouco é melhor do que nada. A maioria dos negros ainda vão continuar sujeitos às mesmas condições de quando não haviam cotas para negros. É como eu já disso, trata-se de uma questão de representatividade, mas, não se engane, pois, a representatividade tem muito em seus efeitos, especialmente em uma sociedade cujo racismo é, de fato, velado.

Mesmo assim, continuam sendo contra a política de cotas? Pois bem, estarei de acordo com o fim dessa política após a conclusão das primeiras turmas de ensino médio que tenham crescido no contexto real de uma sociedade justa e igualitária, onde todos tiveram desde o ensino fundamental um ensino de qualidade e um mercado de trabalho onde sua cor não seja obstáculo para conquistar qualquer tipo de emprego.

Segundo texto:

Anônimo 2 escreveu:
"Primeiramente, o que é ser negro? O negro está definido na genética ou na cor da pele? Geneticamente, existem negros brancos e brancos negros por causa da miscigenação da população brasileira. Agora, se definimos pela a cor da pele, um branco pode ser considerado negro pelo tom da pele definida pelo o banho de sol. Onde tivemos um fato ocorrido com dois irmãos gêmeos idênticos, entretanto, a UnB aceitou um como cotista e negou o direito ao outro. Em outras palavras, ninguém sabe como é que somos classificados como negros e brancos. Se não podemos mensurar quem é negro e quem é branco, como posso classificá-los como apto ou não ao direito à cotas raciais? Meus irmãos são considerados negros e eu branco, por fazer parte de uma família negra, posso concorrer à uma vaga?

Os gráficos mostram uma grande lacuna entre negros e brancos, onde os brancos possuem as melhores classificações e os negros as piores. Podemos ter alguns negros ricos, mas quando comparado aos brancos são minorias. Eu sei que é de doer o coração vê uma minoria de negros nas universidades e em cargos que exigem qualificações, mas quanto essa representatividade dos negros é mais importante que a qualidade de vida de um todo? Será que a falta de representatividade dos negros é por falta de uma "ajudinha"? Ou será que falta educação básica para a classe social da minoria? Com a educação básica, você atende mais negros do que as cotas raciais, proporciona melhores oportunidades de estudos e profissionais, além de atender os esquecidos brancos pobres. Em pleno século XXI e a melhor ideia de combater as desigualdades raciais é com uma proposta racista?

Hoje nós temos tantas pessoas coloridas afundadas na pobreza sem nenhuma condição de se alavancar na vida. Pessoas que sofrem preconceitos independente da cor, por serem pobres e morarem na favela. Pessoas que não tiveram oportunidades de estudarem e também não conseguem proporcionar isso aos seus filhos, criando um círculo infinito de miseráveis. Pessoas que estão perdidas em meio ao caos da desigualdade brasileira, mas continuam lutando dignamente para ter as suas "coisinhas". Pessoas que sofrem que nem os negros e continuarão sofrendo, só porque são brancas e a elite já está cheia de brancos. Pessoas que não ligam para a cor da pele, só querem uma oportunidade de melhorar de vida. Pessoas faveladas de todas as cores que merecem mais oportunidade que muitos negros desfavelados que tiveram do bom e do melhor durante toda a sua vida.

Sabemos que os negros sofreram muito no passado e ainda sofrem com o reflexo do passado. Mas se levarmos isso no pé da letra, estamos abrindo janelas para que outras minorias sejam beneficiadas com cotas. Logo teremos cotas para gays, obesos, judeus, tatuados, maconheiros, ex presidiários e assim por diante, porque são uma minoria que enfrentam dificuldades na vida. Com tantas cotas, quem era classificado como da elite, mesmo sendo um miserável, se tornarão minoria face aos benefícios. Quando na verdade, uma coisa poderia resolver tudo isso de uma vez só ... Educação Básica de Qualidade para TODOS!

Eu acho cota racial INJUSTA e RACISTA! Não se cura o passado de opressão e injustiça cometidos contra uns com medidas INJUSTA contra outros! Eu acredito na capacidade de um negro, de um gay, de uma tatuado, de um judeu, etc., só temos que proporcionar oportunidades iguais, que comece da base, para que os mesmos possam buscar os seus sonhos."
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Mensagem por Ernesto em Qua 21 Nov 2018, 17:24

Ernesto diz:

Olá Goncaze: Eu fico com o ultimo paragrafo.


Eu acho cota racial INJUSTA e RACISTA! Não se cura o passado de opressão e injustiça cometidos contra uns com medidas INJUSTA contra outros! Eu acredito na capacidade de um negro, de um gay, de uma tatuado, de um judeu, etc., só temos que proporcionar oportunidades iguais, que comece da base, para que os mesmos possam buscar os seus sonhos.

Ernesto responde:

Eu posso contribuir com uma pequena parcela a respeito do preconceito, porque também senti na pele um preconceito descabido. Quando criança fui um loiraço e de olhos azuis. Hoje continuo branco, mas, os cabelos que ainda possuo parecem paina. Por isso eu digo que a cor da pele não é sempre a razão da intolerância.
Eu sou filho de alemães, nascido em Santa Catarina,(BRASIL) eu passei horrores de preconceito durante a guerra do seculo passado 1.939-1.945, O Brasil entrou em guerra contra a Alemanha, e os imigrantes alemães no Brasil foram o alvo de perseguição racial.
Eu fui aluno em uma escola particular, dirigido por freiras, e, mesmo sendo uma escola aparentemente cristã, acontecia o preconceito, não pelo corpo docente do colégio, mas, por omissão.
Muitos alunos nativos, muito menor do meu tamanho, me davam o ponta pé, e saiam correndo gritando que eu o havia batido, A professora não ia averiguar se era verdade, simplesmente me colocava de joelhos com a frente para os alunos da classe, eles tiravam sarro, e a professora não os repreendia.
Coisas assim aconteciam todos os dias, no recreio íamos comer o lanche trazido de casa, no páteo da escola, vinham os moleques correndo, fazendo de contas que não viam, eles batiam no nosso lanche que caia no chão, e tudo ficava sem repreensão.
Toda traquinagem que acontecia na escola, era atribuído aos ¨galegos¨era assim que nos chamavam.
Para os adultos era pior; as autoridades pagavam cinco cruzeiro para cada delação, quando um alemão falasse em alemão, era delatado.
Os moleques de rua ganhavam seu dinheirão, eles espiavam nas casas de alemães, e, se ouvissem alguém falar em alemão, ja era denunciado no quartel do decimo terceiro batalhão, e a patrulha ja ia prender o infeliz.
Nós em casa, até então só falávamos em alemão, e minha mãe não entendia nenhuma palavra em português, E num domingo de ramos eu vi os soldados levarem meu pai ao quartel do batalhão, não adiantava nós chorar, ele só voltou na terça feira com as costas todas arrebentadas da tantas cacetadas.
Eu poderia encher paginas inteiras das atrocidades pelas quais nós passamos durante o tempo da guerra, mas, não vale a pena reclamar, o jeito é esquecer as dores do preconceito e ir em frente.

Por isso meu caro Goncaze eu creio que o preconceito existe e continuará existindo até a volta de Jesus, e quanto mais alarde fizerem, mais aumentará o preconceito,
Temos um belo exemplo da imigração japonesa, eles passam pelo mesmo preconceito, mas, eles ficam quietinho (sem alvoroços) e cuidam dos seus afazeres, e vencem na vida. porque seus algozes se cansam, e os deixam em paz.
Há negros que seguem o exemplo dos japoneses, e vencem na vida, porque não param para resmungar, O problema é a cultura, se o governo abrisse escolas suficientes e impusesse ordem para ninguém gazear as aulas, mas, brancos , negros , ricos , pobres, todos juntos, não olhar a quem, Escolas só para negros, ou dia da consciência negra, só cria mais preconceito. nós vemos nos Estados Unidos, há muitos negros inteligentes e ricos, e estes alimentam o mesmo preconceito contra os brancos,(as vezes até mais que os brancos) então vemos que não é a cor, o preconceito é a maldade que se encontra no coração dos homens,
Só mais um exemplo bíblico;
Atos 6: 1, Ora, naqueles dias, crescendo o numero dos discípulos, houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano.

Em todas as eras, o fraco está sujeito ao mais forte. não importa a cor.

Abraços Ernesto


















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Mensagem por Gleison Elias em Qui 22 Nov 2018, 20:28

--

As pessoas -- principalmente extremamente direitistas, que não tem visão coletiva/social -- tendem a enxergar as cotas raciais e quaisquer outras políticas sociais a partir de indivíduos isolados, não de classes, não de coletivos, não de sociedade. E na minha sincera opinião partir da perspectiva individual é um tiro no pé, porque seres humanos não são animais isolados uns dos outros, eles racionalizam, se influenciam, são "produtos do meio".

A partir da perspectiva social, que é a que eu adoto para analisar fatores sociais, as cotas têm uma importância grande em dois quesitos: REPRESENTATIVIDADE/VISIBILIDADE e HERANÇA CULTURAL.

Por representatividade: entendo que haver metade negra se formando MOBILIZA SIM, o negro que está na periferia a também almejar os estudos. Dá esperança aos jovens. Fazem os negros se verem nos postos de saúde, se verem em altos cargos, se verem na mídia, se verem na história, SE VEREM. É um absurdo abaixarmos a cabeça para a realidade que deixa os negros de lado. Ignorarmos as fotografias de formatura com todos brancos, e acharmos que está tudo bem. E mais absurdo ainda é achar que somente melhorando a educação básica já melhora toda realidade -- isso é uma falácia enorme. A melhoria é essencial, mas não irá causar resultados grandes muito menos rápidos. Para isso é necessário o que chamamos de discriminação positiva, que é uma medida paliativa mas super necessária.

Por cultura: Somos nós que criamos nossa cultura. Quando damos visibilidade aos negros, coisa que negamos ao longo de toda história, modificamos nossa cultura. As pessoas que sempre imaginam e esperam médicos brancos vão imaginar e esperar serem atendidos também por médicos negros. Nossa cultura é RACISTA, isso é uma realidade triste, mas é uma realidade. As cotas ajudam muito no combate ao racismo, que é algo institucional, e só se muda se a instituição [cultural] mudar. Ao longo prazo, essa cultura irá mudar graças às cotas raciais, as gerações negras ocuparão mais os espaços e esperamos que, finalmente, essa medida extrema não seja mais necessária.
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Mensagem por Goncaze em Qua 28 Nov 2018, 03:37

Bom dia,

Esse com certeza é um tema polêmico e muito delicado!

Acredito que a primeira coisa a se fazer quando vamos debater ou apenas apresentar um posicionamento a respeito de um tema, deveras complexo, é explicar o seu ponto de partida e o seu ponto atual. De onde uma pessoa parte para chegar onde chegou e como chegou. De forma alguma trata-se de contar a história da nossa vida, mas, apenas um breve e simples resumo. Considero essa uma informação importante porque pode ajudar aos interlocutores a compreender em que contexto se formou a sua perspectiva sobre o tema, afinal, a maior parte da forma como entendemos e explicamos o mundo se fundamenta em nossas experiências e cultura.

Por exemplo: me considero negro, nascido e criado em família de pessoas negras. Ainda criança, quando olhava um negro dirigindo um carro (cena rara na época e região) eu me alegrava porque isto me fazia acreditar que uma vez adulto também poderia ter e dirigir um carro. Fiz o ensino médio em escola federal,a faculdade em universidade estadual, passei em concursos públicos em cargo de nível médio em duas prefeituras e em um Instituto Federal de Ensino. Atualmente sou professor de informática em outro IFE.

Em poucas palavras expliquei o meu ponto de partida e o meu momento atual. Muito breve, bem resumido, mas isso com certeza já nos fornece pistas importantes para compreender a opinião dos interlocutores.

Após ter explicado sobre a "primeira coisa a se fazer", acredito que o segundo passo que é tão importante quanto o primeiro, trata-se de se colocar no lugar do outro. Isto chama-se empatia e sua importância está relacionada à possibilidade de lançar luz sobre a opinião daquele que nos fala. Quando digo a palavra luz me refiro a uma possibilidade de enriquecer a nossa compreensão.

Por exemplo: uma pessoa de cor branca em um país racista como o Brasil (racismo contra negros) não vai sentir na pele os frutos desse racismo. Portanto, o lugar de fala de um branco não é o mesmo lugar de fala de um negro, pois o negro que sofre a agressão do racismo fala a partir de um lugar de vítima do racismo. Por isso, ressaltei a importância de se colocar no lugar do outro.

A partir de agora, o terceiro passo. Vamos ao mérito da questão.

Nada melhor para enriquecer um discurso do que apresentar dados. Neste sentido, solicito aos interlocutores que vejam os seguintes termos de pesquisa no Google e acessem alguns desses sites, que sejam reconhecidamente seguros e confiáveis, para ler a matéria:

=> Desigualdade salarial entre brancos e pretos; Aproximadamente 339.000 resultados
=> Diferenças entre brancos e negros; Aproximadamente 981.000 resultados

Vamos ficar apenas nesses dois termos para buscar no Google.

O que tenho a dizer sobre esses dados é bem simples: existem dois Brasil. Um para negros e outro para brancos. Mas, essa simples constatação não é tão relevante tanto quanto constatar a raiz dessa desigualdade entre brancos e pretos. É essa raiz que devemos investigar e discutir qual a sua origem, por que ela continua ao longo de tanto tempo e, por último,  como acabar com o racismo no Brasil?
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Mensagem por Chico Costa em Qui 29 Nov 2018, 14:55

Interessante é que a proposta do Bolsonaro prevendo 50% das vagas de duputados para negros é sempre engavetada.

https://epoca.globo.com/expresso/deputado-petista-relata-projeto-de-bolsonaro-sobre-cotas-para-negros-no-congresso-23101753

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Mensagem por Chico Costa em Qui 29 Nov 2018, 15:44

Eu lamento por tudo oque ocorreu com as pessoas que foram escravizadas no Brasil mas não aceito pagamento de divida historica alguma. Essa divida, quem paga, é a população pobre que trabalha por um ou dois salarios, indiferente da cor da pele.

Por mim, que sejam privatizadas todas as universidades publicas e que seja reforçado o ensino primario. Com o dinheiro gasto em universidades, seria possivel criar um ensino primario fantastico, com escolas de turno integral.

Quem deseja ter graduação, que pague por ela.

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Mensagem por Goncaze em Sab 01 Dez 2018, 23:23

Considerar a premissa de "pagamento de dívida" histórica de forma isolada de um contexto maior não fornece fundamento suficiente para justificar uma redução ou até mesmo a invalidação da importância das cotas raciais.

Para muito mais além do passado histórico é no presente que as cotas produzem o seu maior efeito. É neste momento contemporâneo que as cotas exercem um papel de "conditio sine qua non" para a abertura de espaços, isto é, as cotas estão servindo ao propósito de "abrir espaços" nas universidades e nos empregos públicos. A abertura destes espaços permitirá que, uma vez do lado de dentro, muitas outras portas possam ser abertas.

Qual é a relevância de falar sobre "abertura de portas"? Percebe-se tal relevância quando se constata que a cor da pele tem sido tomada como critério no mercado de trabalho. Os dados que apontam essa realidade estão disponíveis para o acesso de todos na web.

Por que muitos negros são contra as cotas raciais? Mais uma vez esse é um tema delicado e polêmico para ser abordado em poucas palavras. Entretanto, é possível elencar ao menos uma hipótese:

=> Por orgulho. O negro acredita que as cotas são um ato de humilhação e atestado de incapacidade.

Acredito que existem no mínimo duas formas de um negro abordar esse tema. A primeira abordagem é em um plano individual e a segunda abordagem é em um plano coletivo. Na abordagem individual não vejo problema algum em um negro ser contra as cotas raciais, mas, na abordagem coletiva deveria apoiar e vou explicar o motivo no próximo parágrafo.

Como negro que sou, nunca me beneficiei de cotas raciais. Fui aprovado em três vestibulares de universidades públicas e fui aprovado em seis concursos públicos. Todas essas aprovações se deram pela ampla concorrência. Mas, a minha situação é uma exceção à regra. Nas turmas que estudei no ensino médio de escola técnica federal e nas turmas de faculdade por onde passei os negros eram a minoria na escala aproximada de um negro para dez não negros.  Isso não ocorre somente nas salas de aulas, nos lugares que trabalhei e trabalho a proporção é semelhante. Como explicar esses números em um país onde mais de 50% da população são de negros?

Algumas das explicações que ouvi (sem perguntar, mas nunca esqueci) ao longo desses anos foi a de que:

=> Os negros são preguiçosos.
=> Os negros não gostam de trabalhar.
=> Os negros não gostam de estudar.
=> Os negros são malandros.
=> O Brasil é um país quebrado porque a população tem sangue de negro.
=> Os negros são amaldiçoados.
=> O branco só serve para comer * ** do negro.

Diante disto, temos uma escolha de duas alternativas para explicar a situação da população negra no Brasil:

=> Acreditar naquelas explicações ou;
=> Encaramos o fato de que nosso país é racista.

Atualmente moro em uma cidade que, segundo o IBGE, aproximadamente 80% da população se declarou negra ou parda, mas são os brancos desta cidade que em média recebem quase o dobro de salário. Esse resultado é muito semelhante quando se eleva da abrangência geográfica de um município para o país inteiro.

Ser contra as cotas raciais é não compreender ou fingir que não compreende que as cotas são, na verdade, abertura de espaços, criação de oportunidades, uma força de lei que através de política pública tenta agir contra a outra força que é o racismo "velado" que existe como uma "mancha" na bandeira do Brasil.

A outra justificativa que lançam contra as cotas raciais é a existência de uma população branca que também é pobre. O problema dessa justificativa é que ela se esquece que o propósito das cotas raciais é o de lidar com o racismo e não com a pobreza, isto é, mesmo que um branco seja pobre é o branco que tende a obter as melhores oportunidades em relação à um negro que seja seu concorrente na disputa por esta oportunidade. Para elucidar, lembre-se que existem experiências sociais que foram gravadas e disponibilizadas no YouTuber e no próximo parágrafo darei exemplos.

Experiências como a de vestirem um homem branco e um homem negro com as mesmas roupas para que visitassem uma loja de automóveis. A ideia era apenas de se passar como um possível cliente interessado em algum carro. O ator branco foi bem atendido e o ator negro foi questionado sobre o que estaria fazendo na loja. Mesmo o ator negro explicando que estava interessado em algum carro lhe foi dito que não havia nada para ele fazer ali.

A outra experiência que fizeram ocorreu em um outro país. Havia uma moça jovem e branca no ponto de ônibus. O ator, um jovem negro, se aproxima e senta-se no banco também na espera do ônibus. Após alguns instantes ele pergunta para a moça se pode emprestar-lhe alguns centavos para completar o valor da passagem do ônibus. A moça responde que não dispõe dos centavos solicitado. O ator negro se levanta e vai embora. Em seguida se aproxima um outro ator jovem de pele branca. Esse último ator faz para a moça a mesma pergunta e ela oferece um valor ainda maior para o ator branco.

Existem vários outros exemplos dessas experiências sociais. Existem até mesmo exemplos pessoais da minha parte e acredito que a maioria dos negros tem algum exemplo pessoal de ter sido vítima do racismo.

Mas, como eu disse em mensagem anterior neste mesmo tópico, as cotas raciais não estão aí para fazer um milagre, não vão resolver tudo, mas, o pouco que fizer já soma para a grande luta de todos contra o racismo.

Com relação à privatização do ensino superior, acredito que esse seja um outro tema para um outro momento. Todavia, para não passar em branco, que tal lançar como reflexão o fato de que na Argentina não fazem vestibular para ingressar na faculdade pública bastando apenas se inscrever no curso desejado e totalmente gratuito, isto é, educação superior financiada pelo próprio estado. Destaco aqui que a Argentina é um país com a economia bem mais fragilizada do que a economia brasileira.

Bom, por hoje é só! (01.12.2018)
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Mensagem por Chico Costa em Seg 03 Dez 2018, 10:02

Goncaze escreveu:


Qual é a relevância de falar sobre "abertura de portas"? Percebe-se tal relevância quando se constata que a cor da pele tem sido tomada como critério no mercado de trabalho. Os dados que apontam essa realidade estão disponíveis para o acesso de todos na web.

Você pode me dizer onde eu encontro esses dados? Qual site em especial? Quantos CEOs de empresas responderam a essas pesquisas falando que o criterio de seleção das suas empresas é a cor da pele?

Esse argumento não se sustenta num mundo de competição, onde a mão de obra é CUSTO e quase sempre o mais alto para se empreender.

Se eu fosse empresario e soubesse que negros se submetem a ganhar menos do que brancos, mesmo tendo as mesmas competencias, minha empresa contrataria apenas negros. Eu iria economizar muto dinheiro. Minha margem de lucro seria muito maior do que a da concorrencia. Eu poderia repassar essa redução de custos para meus clientes e assim iria ganhar mercado, matando as empresas racistas.

Sabe pq ninguém faz isso? Pq esse argumento que você usou não se sustenta.

E se você acha que esse argumento está correto, não adianta dar cotas nas universidades para negros pois eles jamais serão contratados em qualquer empresa por serem negros.


No seu textão, do meio para o fim, você lista uma série de evidencias anedota. Videos que ninguem sabe quem fez e quem atuou como cobaia, por exemplo e cujo UNICO OBJETIVO é mostrar uma atitude racista. Posso de garantir que com essa sistematica de isca é possivel voce comprovar que toda a população é pedofila, que todos os homens agridem mulheres, que todas as mulheres são vulgares, etc. É só voce filmar até que apareça alguem que caia na sua isca.

Eu, mesmos sendo branco, e minha esposa (ucraniana que não pode ver sol) já fomos ignorados em inumeros estabelecimentos comerciais. Isso me deu muita raiva. Ela já se sentiu humilhada.

Eu tento me colocar no lugar de um vendedor que ganha uma merreca se não vender nada e me pergunto que tipo de idiota deixaria de atender um negro no seu estabelecimento comercial, estando em plenas condições de o fazer. MESMO se eu fosse racista, o atenderia pelo dinheiro para alcançar minha meta de venda. Faria o melhor possivel.
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Mensagem por Goncaze em Seg 03 Dez 2018, 12:43


Esse post aqui vai, dessa vez, direcionado para aqueles interessados em buscar dados sobre a desigualdade racial, racismo e temas relacionados. As matérias citadas a seguir comentam dados de fontes oficiais como DIEESE, IPEA, IBGE e até do PNUD um programa da ONU.

A primeira citação faz referência a estudos do DiEESE e do IBGE além de um vídeo de campanha contra o racismo cujo conteúdo mostra dois grupos de especialistas em recursos humanos participando de uma pesquisa. Preste bem atenção "especialistas em recursos humanos" é o pessoal do RH, aquele mesmo pessoal que recebem os currículos dos candidatos à uma vaga de emprego nas empresas. O vídeo mostra como eles enxergam as pessoas pela cor da pele.

Mas, para aqueles que desaprovam esse tipo de vídeo (e a internet tem muitos) as outras citações não envolvem vídeos, apenas matérias jornalísticas baseadas em dados de fontes oficiais. Portanto, fiquem tranquilos quanto a isso!



http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2016/11/campanha-do-governo-do-parana-sobre-racismo-viraliza-na-internet.html escreveu:
Título: Campanha do Governo do Paraná sobre racismo viraliza na internet

Do G1 PR

Vídeo foi postado nas redes sociais na quinta-feira (17). Em 24 horas, a material teve quase oito milhões de visualizações.

Além disso, a campanha apresenta dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) que apontam a diferença salaria entre brancos e negros e também a influência da cor da pele na vida profissional.

Para continuar a leitura: clique aqui para acessar página com a matéria completa.


https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/05/1885721-diferenca-de-renda-entre-brancos-e-negros-cresce-com-desemprego.shtml escreveu:
Título: Diferença de Renda entre brancos e negros cresce com desemprego

Fernanda Perrin na Folha de São Paulo

O impacto da recessão econômica foi maior sobre negros do que sobre brancos porque eles estão concentrados no setor informal, mais vulnerável a oscilações, mas também, segundo especialistas, pela sobrevivência de uma visão racista no mercado de trabalho, à qual profissionais qualificados no setor formal não estão imunes.

"Além de serem preferencialmente demitidos, os negros também são preferencialmente recusados", afirma Caio Magri, presidente do Instituto Ethos, que desde 2001 estuda o peril racial e de gênero das 500 maiores empresas com atuação no Brasil.

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https://www.geledes.org.br/o-abismo-entre-brancos-e-negros/ escreveu:
Título: O abismo entre Brancos e Negros

Por Talita Abrantes no Exame

Um negro no Brasil ganha, em média, a metade da renda de um branco. É o que mostra estudo divulgado nesta quarta-feira (10) pelo escritório brasileiro do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad/IBGE).

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https://g1.globo.com/economia/noticia/brancos-sao-maioria-em-empregos-de-elite-e-negros-ocupam-vagas-sem-qualificacao.ghtml escreveu:
Título: Brancos são maioria em empregos de elite e negros ocupam vagas sem qualificação

Por Helton Simões Gomes, G1.

No grupo das profissões altamente qualificadas, como as de engenheiro de computação e professor medicina, a maioria dos trabalhadores é branca. Isso é o que aponta um levantamento do G1 feito a partir de dados oficiais do Ministério do Trabalho e Emprego.

A discrepância, afirmam especialistas consultados pelo G1, é fruto do abismo social que distancia brancos e negros da educação às oportunidades de ascensão profissional. Ainda de acordo com especialistas, esses são ecos da escravidão, que perdurou durante anos no Brasil e foi encerrada com a Lei Áurea, que completa 130 anos neste domingo (13).

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https://theintercept.com/2017/05/16/na-desigualdade-entre-brancos-e-negros-o-racismo-nosso-de-cada-dia/ escreveu:

Título: NA DESIGUALDADE ENTRE BRANCOS E NEGROS, O RACISMO NOSSO DE CADA DIA

Por Ronilso Pacheco no The Intercept

A pesquisa do PNUD mostra que há 50 municípios brasileiros em que ao menos o IDH da população branca é considerado muito alto. Mas a pesquisa aponta que em absolutamente nenhum (lemos “nenhum”) município do país a população negra chega a ter a mesma oportunidade.

Vejam que a pesquisa aponta que só em 2010, a população negra alcançou o IDH que a população branca havia alcançado em 2000. Se isto não é um “grito estatístico” que ilustra em números a situação nacional e histórica de nosso racismo e o legado de nosso passado colonial, nada mais pode ser. Diga-se de passagem que o economista Marcelo Paixão, referência da ONU para a análise do IDH no Brasil e que há duas décadas foi pioneiro em desmembrar a pesquisa no recorte racial, já havia em 2002 divulgado pesquisa em que apresentava “dois Brasis” com dois IDHs pesadamente distintos. Com a população branca, o Brasil ocupava o 46° lugar, enquanto com a população negra, o Brasil era o 101°.

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http://www.ipea.gov.br/igualdaderacial/index.php?option=com_content&view=article&id=711 escreveu:

Título: O longo combate às desigualdades raciais

Por Cristina Charão - de São Paulo no site do IPEA

Para Douglas Belchior, o debate sobre as cotas deixou “à mostra que a elite brasileira é racista”. Crítico em relação à limitação atual das ações afirmativas, ele reconhece que o fato de iniciativas estarem sendo levadas adiante repercute de forma positiva sobre a autoimagem e a perspectiva de vida dos afrodescendentes, especialmente os mais jovens. “O jovem negro tem, hoje, oportunidades que seus pais não tiveram, mas isso não significa que temos oportunidades iguais”, comenta. “Olhando para trás, o avanço é inegável. Olhando para a frente, vemos que não é tanto assim.”

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Mais uma coisa: não foi difícil encontrar essas informações na internet. Foi simplesmente acessar a página do buscador Google e buscar! (03.12.2018)
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Chico Costa
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Para a semana da consciência negra: cotas pra quê? Empty Re: Para a semana da consciência negra: cotas pra quê?

Mensagem por Chico Costa em Seg 03 Dez 2018, 13:10

Pois é. Postou um monte de coisas que não responde a uma pergunta simples e que quebrou o seu discurso: Onde consta pesquisa evidenciando que a cor da pele é criterio de seleção?

Você confunde despreparo com racismo.

Se for assim, jamais iremos acabar com o racismo criando cotas para negros pois voce mesmo está defendendo que negros não conseguem bons empregos por serem negros, oras.

No mundo que você vê, com as cotas, teremos mais negros com diploma e só. Você diz que não conseguem empregos bons por serem negros. Qualificar negros então não adianta nada. na sua sociedade, o gerador de emprego é racista. Ele continuará contratando só brancos.



MEU PONTO DE VISTA:

Negros e pardos são menos qualificados. por isso, não conseguem bons empregos.

Eu tento raciocinar com base em dados e fatos.

Negros e pardos, de fato, são a maioria dos pobres. A MAIORIA É DIFERENTE DA TOTALIDADE.

Para acabar com uma injustiça real, não adianta abrir cotas em universidades, pois boa parte dessas cotas JAMAIS seriam alcançadas por quem realmente precisa, que são os pobres que não possuem ensino de base.

Sou defensor do ensino de base justamente porque sei que dar uma faculdade para um pobre (OU PIOR, PARA UM RICO) equivale a deixar de formar dezenas de pobres no ensino fundamental.

Graduação é muito bacana para fazer marketing para o partidão, usando a imagem de alguem com cabelão black power, abraçado a um carderno, dentro de uma universidade.


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Mensagem por Goncaze em Seg 03 Dez 2018, 15:29

Chico Costa,

Percebi sua insistência com a pergunta "Onde consta pesquisa evidenciando que a cor da pele é criterio de seleção?". Sua atitude permite supor que ou está sendo ridículo ou querendo me fazer de ridículo e para nenhuma das alternativas existem boas perspectivas da sua pessoa.

Ainda assim, me darei ao trabalho de explicar brevemente o que tem de ridículo em sua pergunta. O ponto em questão é bem simples, no Brasil, é crime:

LEI Nº 7.716, DE 5 DE JANEIRO DE 1989. escreveu:
Parágrafo único.  Incorre na mesma pena quem, por motivo de discriminação de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, obstar a promoção funcional.

Art. 4º Negar ou obstar emprego em empresa privada.
Pena: reclusão de dois a cinco anos.

Para continuar a leitura: procure pela LEI Nº 7.716, DE 5 DE JANEIRO DE 1989.



Por este motivo, não faz sentido algum que alguém faça uma pesquisa para evidenciar a cor da pele como critério de seleção. Quem iria responder a isto? Quem iria criar provas contra si mesmo? (03.12.2018)


Última edição por Goncaze em Seg 03 Dez 2018, 15:59, editado 1 vez(es)
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Mensagem por Chico Costa em Seg 03 Dez 2018, 15:59

Se um negro com diploma universitario for pedir emprego nas empresas que voce julga ser racista, ele terá sucesso na empreitada?

Oq estou escrevendo é que:

1 - o empregador contrata a pessoa de acordo com a sua qualificação.
2 - se o empregador contrata alguem de acordo com a cor da pele (como vc acredita), ele não irá dar valor ao diploma.

Só isso.

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Mensagem por Gleison Elias em Qua 05 Dez 2018, 00:44

--

Cor de pele não é e não deve ser critério de seleção. Mas reduzir o debate a uma questão simplista dessa é ignorar questões sociais e históricas (e quando se diz questão histórica, não estamos falando apenas de um passado, história é um processo que discorre todo o tempo, de ontem até amanhã).

Mais uma vez, como sempre, os questionadores de senso-comum dos direitos sociais só enxergam individuos, não enxergam coletivo de pessoas, não enxergam a "massa", não enxergam os contextos, a conjectura...
Cota não tem nada a ver com critério de seleção de pessoa A ou B com base na cor. Ao menos estamos falando de pessoas isoladas, estamos falando de um povo.
Quem acha que é isso, além de estar fazendo uma análise superficial, não entendeu nada sobre o assunto... Cotas são discriminações positivas e necessárias, temporariamente.
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Mensagem por Chico Costa em Qua 05 Dez 2018, 07:37


- Os defensores das cotas, como vimos, acreditam que negros possuem empregos piores por questões raciais e não por falta de preparo.

- Os defensores de cotas acreditam que um negro com diploma universitário irá quebrar a barreira racial do empregador.

O erro grotesco é tão evidente que não faz sentido escrever mais.

Só existe um povo aqui e todos somos parte dele.

A maior parte da população não tem condições financeiras e nem mesmo competências minimas para cursar uma universidade graças ao fraco ensino de base.

Resolvendo isso, irá melhorar a renda de todos.

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Mensagem por Chico Costa em Qua 05 Dez 2018, 07:40

Gleison Elias escreveu:--

Cor de pele não é e não deve ser critério de seleção.

https://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/alunos-criam-comite-para-fiscalizar-cotas-raciais-na-faculdade-de-direito-da-usp-23245998

Alunos criam comitê para fiscalizar cotas raciais na Faculdade de Direito da USP

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