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Deus e Cristo deixados em situação difícil na questão das regras allimentares

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Jonas
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Deus e Cristo deixados em situação difícil na questão das regras allimentares

Mensagem por Jonas em Dom 22 Jan 2017, 13:13

DEUS E CRISTO DEIXADOS EM SITUAÇÃO DIFÍCIL NA QUESTÃO DAS REGRAS ALIMENTARES


Pelo exposto num estudo logo abaixo, Deus e Jesus Cristo Se nos apresentam como incoerentes, volúveis e contraditórios. Certamente não são o Deus e o Cristo das Escrituras.

Em exposição pouco abaixo sobre suposta liberação das carnes imundas—assim consideradas por Deus mesmo antes do dilúvio (Gên. 7:2)—para os cristãos há distorções evidentes. Vejam que o autor diz que “provavelmente” tal classificação entre “limpos” e “imundos” devia-se aos sacrifícios, estes somente aceitáveis com carnes “limpas”. Ou seja, ele nem revela segurança a respeito. . .

Só que são 7 vezes mais animais limpos do que imundos, sendo que não consta haver tantos sacrifícios assim praticados naquela época. O motivo de só 2 pares de imundos se classificarem como tais, enquanto 7 pares de limpos serem preservados indica claramente que haveria consumo constante dos últimos, enquanto os primeiros se reproduziriam naturalmente, já que não seriam consumidos.

João Calvino mesmo comentou: “O Senhor teria um número maior de animais limpos do que dos outros preservados, pois haveria maior necessidade deles para o uso do homem. Por esse episódio devemos considerar a bondade paterna de Deus para conosco, pelo qual Ele Se inclina a ter em consideração por nós em todas as coisas”.

Deus e Cristo em situação difícil: É citado o texto de Gên. 9:3, claramente fora de contexto, que deixa a Deus em situação difícil—Ele Se revela um Deus volúvel, que disse antes a Noé que havia distinção para as carnes, depois diz que não, que se pode consumir tudo quanto se move sobre a terra, daí estabelece na lei mosaica regras confirmando a distinção dada a Noé, mas depois Jesus Cristo vem abolir tal distinção, contradizendo o que afirmara em Mat. 5:17-19—de que não veio abolir a lei, e sim cumprir, para, finalmente Deus condenar com eterna destruição os de todas as línguas e povos que consumissem carne de porco e de rato (assim igualadas por Ele próprio!)—ver Isa. 66:16-18.

Vemos assim que Deus e Cristo contraditórios e volúveis nos são apresentados, certamente o que não corresponde ao que entendemos sobre ambos pela leitura desapaixonada e despreconceituosa da Palavra de Deus.

Agora, vejam como especialistas consideram excelentes as leis dadas por Moisés:


As Leis Sanitárias de Moisés Vindicadas Pela Ciência Moderna
 
1. “Foi outrora proporcionado aos Hebreus um conhecimento incomum em matéria de medicina, por meio de seu profeta Moisés. Rudolph Virchow, conhecido como ‘pai da patologia moderna’, disse: ‘Moisés foi o maior higienista que o mundo já viu’. Dependendo de conhecimento revelado e destituído de equipamento científico, Moisés ensinou, em seus pontos essenciais, quase todos os princípios de higiene praticados hoje. Entre eles encontramos a prevenção de doenças, desinfecção pelo fogo e pela água, controle epidêmico mediante denúncia e isolamento dos portadores de doenças contagiosas, seguida de completa desinfecção de todos os objetos possivelmente contaminados. O asseio pessoal era imposto, e obrigatório o sistema de esgoto, de maneira que o arraial dos judeus era asseado como  o são as cidades modernas. Conquanto se provesse exercício físico, impunham-se freqüentes períodos de descanso e relax para evitar o excesso de trabalho”. – Dr. Owen S. Parrett, Diseases of Food Animals, p. 7 (Southern Publishing Assn., Nashville, Tenn., 1939).
“Os hebreus eram antigamente o povo mais asseado, e mesmo hoje seus padrões antigos não dão muita margem para aperfeiçoamento. O israelita tomava pelo menos um banho por semana, pois era-lhe ordenado fazer uma limpeza geral na véspera do Sábado. Se um doente cuspisse numa pessoa, esta tinha de banhar-se. (Lev. 15:8 ). Era obrigatório  o banho para a pessoa que tocasse num cadáver, quer animal, quer humano”. – Charles D. Willis, “Moses and Medicine”, em Signs of the Times, 17 de abril, 1951, p. 6.
“Moisés ordenou que todas as pessoas portadoras de doenças contagiosas fossem isoladas. Por certo que a ciência não pode aperfeiçoar esta praxe. Não só ao paciente era imposta a quarentena, mas a todos os que com ele tinham tido contato” – Ibidem.
2. O estudo meticuloso dos escritos de Moisés revela conceitos médicos e princípios sanitários muito avançados em relação aos que prevaleciam em seus dias. Quanto à função do sistema circulatório: “A vida da carne”, escreveu ele, “está no sangue”. Lev. 17:11.
O médico britânico Dr. W. Harvey (1578-1657), conseguiu pela primeira vez rastrear o sistema circulatório no organismo humano: O sangue é o veículo da vida. Essa descoberta é considerada um marco notável na ciência médica, entretanto o mesmo princípio já se achava incorporado no texto acima dos escritos de Moisés, há mais de 3.000 anos.
3. O eminente cientista francês Louis Pasteur (1822-1895), o “pai da bacteriologia”, foi o primeiro a descobrir alguns segredos da vida microbiana. Essa descoberta revolucionou a moderna terapêutica médica; e baseados neste importante aperfeiçoamento, os princípios do isolamento foram adotados e aplicados, sendo que Moisés já havia dedicado dois capítulos inteiros, Lev. 13 e 14, orientando sobre os princípios que deveriam ser tomados em caso de enfermidades (como a lepra - que era o flagelo do Oriente).

Obra de editora evangélica confirma nosso entendimento: O livro Coma Bem Viva Melhor, de Rex Russell, lançado pela Editora Betânia em 1998, traduzido da obra original em inglês, What the Bible Says About Healthy Living, 1996, discute essa questão, com base em dados de um pesquisador de prestigiosa universidade americana, eis um trecho do referido livro:

“A sabedoria do plano divino no que diz respeito a carnes foi confirmada em boa parte por um estudo realizado em 1957 pelo Dr. David Match, da Universidade Johns Hopkins, no qual ele relatou os efeitos tóxicos da carne animal numa cultura de crescimento controlado. Uma substância seria classificada como tóxica se ela retardasse ou desacelerasse a taxa de crescimento da cultura para menos que 75%. O sangue de todos os animais testados pelo Dr. Match mostrou-se mais tóxico do que a carne”.

“A tabela seguinte baseia-se no estudo do Dr. Match. Os resultados de sua pesquisa  demonstram que quanto mais baixa a taxa de crescimento da cultura, mais tóxica é a carne. Observe que a carne dos animais e peixes que Deus nos deu por alimento é totalmente não tóxica, mas a dos animais proibidos é tóxica. . . .”

[Em seguida é apresentada detalhada tabela demonstrativa do afirmado]


CINCO PERGUNTAS FUNDAMENTAIS


• Expliquemos o sentido de alguns textos, então, a começar de Gên. 9:3: “tudo quanto se move, que é vivente, servirá para a vosso mantimento”.

Não se deve ignorar um fato simples: os escritos de Moisés não foram composta num estilo de “diário de bordo”, sendo preparados segundo os davam-se os acontecimentos. Tudo indica que ele redigiu os rolos de seus escritos num só tempo, ou período relativamente curto, e toda a instrução neles era transmitida ao povo conjuntamente. Não houve um relato sobre Gên. 9:3 num tempo bem remoto, depois a lei sobre não alimentar-se de animais encontrados mortos noutro tempo bem posterior (Lev. 22:8, Eze. 44:31).

Os especialistas estabelecem 1450 AC como data da redação dos primeiros quatro livros do Pentateuco, assim o povo ouvia os relatos todos juntos e faziam plenamente a ligação entre os fatos narrados de tempos antigos e o que era a instrução divina para eles, coerente com as instruções anteriores.

Ademais, o próprio verso que fala do “tudo quanto se move” (acentuando, “que é vivente”—não o encontrado morto), também diz que Deus concedia “toda erva verde” para alimentação do homem. Ora, é sabido que NEM TODA ERVA VERDE é apropriada para alimentação humana, havendo aquelas que logicamente seriam evitadas pelo homem, como prejudiciais à saúde e até venenosas. Logo, temos que ser mais cuidadosos em citar textos isolados, pois se pode desconsiderar o seu contexto histórico e literário, como é o problema do estudo aqui analisado.

E ainda temos o vs. seguinte, que diz  “A carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis” (vs. 4).

Ora, se a ideia era de “vale-tudo alimentar”, para quê havia essa restrição naquele tempo remoto? Se se podia comer qualquer coisa, por que o sangue tinha que ser uma exceção?  Isso não nos é explicado pelos “valetudistas” alimentares.

Ah sim. . . Já encontrei alguns alegando que Deus deu aquelas regras dietéticas e higiênicas por causa da vida do povo no deserto, e coisas assim. Mas se esquecem que as leis alimentares NÃO SE LIMITAVAM AO DESERTO, onde o povo, na verdade, esteve uma pequeníssima parcela do tempo todo de sua história. Depois, já na nação estabelecida em Canaã, temos Deus condenando o uso de carnes imundas e até  indicando o castigo aos que se alimentassem de carne de porco e rato (ver Isa. 65:2-4 e 66:16-18 ). Logo, a vida do povo no deserto nada tem a ver com as regras dietéticas bíblicas.

Qualquer discussão da questão das regras alimentares das Escrituras deve partir de cinco perguntas básicas que precisam ser bem definidas, e são elas:

1 – Por que Deus criou essas leis de limitações alimentares? Teria Ele simplesmente “cismado” sobre certos tipos de carne, sem qualquer motivo justo, e pronto?

2 – Em que aspectos as leis dietéticas teriam sido abolidas na cruz, já que não eram cerimoniais? Em que apontariam ao sacrifício expiatório de Cristo?

- Obs.: Houve quem sugerisse que simbolizariam a separação entre judeus e gentios. Mas se assim for, Deus estaria incluindo em Sua lei (que é um transcrito de Seu próprio caráter) um aspecto de algo que Ele, que “não faz acepção de pessoas”, condena.

3 – Como o sangue derramado de Cristo teria sido eficaz para purificar a carne de porco, rato, urubu, cobras e lagartos? Teria operado alguma mudança de composição estrutural de modo a torná-las adequadas ao consumo humano?

4 – Onde está escrito que Deus muda de opinião sobre a consideração das carnes imundas como “abominação” (Deu. 14:3), sendo que até o fim dos tempos, quando todas as nações e línguas forem reunidas, e quando verão a Sua glória, “os que comem carne de porco, coisas abomináveis e o rato serão consumidos” (Isa. 66:16-18 )?

- Obs.: Isaías descreve um evento PÓS-CRUZ, portanto, na “jurisdição” do Novo Testamento.

5 – Como se pode considerar legítimo um Cristo que recomenda a mais estrita obediência ao “mínimo” dentre os mandamentos da lei que garantiu não ter vindo abolir, e sim cumprir (ver Mat. 5:17-19), mas que depois Se põe a abolir as leis de restrição alimentar, como apresentado por aí?

Consideremos, a seguir, os principais argumentos levantados pelos “valetudistas alimentares” e como há dificuldades imensas para que tenham razão em suas alegações:


* Alegação: Cristo em Marcos 7:1-23 fala do que entra pela boca não contaminar o homem, o que se interpreta como se Ele estivesse liberando Seus seguidores das regras alimentares.

- Dificuldades de tal interpretação:

A - O contexto claramente indica que a discussão não era do conteúdo das leis dietéticas de Levítico 11 ou Deuteronômio 14, e sim o contraste entre o que Deus estipulou e o que a “tradição dos anciãos” determinava quanto a lavagens purificadoras cerimoniais (Mat. 15:2). Isso Ele mesmo confirma no vs. 20.

B - Se Jesus está “purificando” supostos alimentos imundos naquela refeição, Seu ato foi inútil porque se tratava de uma refeição judaica, na qual não haveria carnes imundas, ainda mais que havia tanto rigor quanto às regras de abluções sobre que eles discutiam com Jesus.

C - Se estivesse abolindo para todos os efeitos as leis dietéticas, Cristo estaria abolindo a lei de restrições alimentares ANTES DA HORA, pois as regras sobre alimentação não foram abolidas na cruz? Além de ser antes da hora, o suposto sentido prefigurativo está ausente, pois só na expiação de Cristo é que os tipos encontram o Antitipo, a sombra é substituída pela Realidade!

D - Cristo estaria ensinando algo contrário à lei divina “ainda” vigente, com o que teria que ser, Ele próprio, considerado “o mínimo no reino dos céus” à luz de Suas palavras em Mateus 5:19.


* Alegação: Argumenta-se que o episódio da visão do lençol de Pedro, narrada em Atos 10, em que aparece um lençol com todo tipo de animais imundos, acompanhada da ordem, “mata e come”, é prova de que houve um “liberou geral” divino sobre as regras alimentares.

- Dificuldades de tal interpretação:

 A - A resistência de Pedro ante a ordem “mata e come” mostra que ele não aprendera com Jesus ou seus companheiros apostólicos que houve o “liberou geral” das leis de restrições alimentares.

B - Pedro não entendeu o sentido da visão de modo algum, pois manteve-se intrigado sobre a mesma (vs. 17), e que o seu sentido era inteiramente simbólico se percebe pelo simples fato de que seria impossível ao Apóstolo matar e comer o que via numa visão. Seria o mesmo que alguém tentar chupar um sorvete mostrado numa tela da TV.

C - Quando finalmente entendeu o sentido da visão, não a interpretou como tendo que ver com liberdade para comer de tudo, e sim que os gentios, dos quais aos judeus não era permitido “mesmo aproximar-se”, deviam ser contatados com o evangelho (ver vs. 28 ).

D - No capítulo seguinte, 11, ele diz que não poderia resistir à visão (vs. 17), mas tal resistência não dizia respeito a comer carnes imundas, e sim ao contato com os gentios. No seu discurso durante o Concílio de Jerusalém ele faz menção a sua experiência indiretamente, e fala em “purificação”, mas não de carnes imundas, e sim dos corações dos gentios conversos (ver Atos 15:7-9).


* Alegação: Na consideração de muitos, as leis de restrições alimentares eram cerimoniais, simbolizando a separação entre judeus e gentios, tendo cessado com a morte expiatória de Cristo.

- Dificuldades de tal interpretação:

A - Os adeptos do “liberou geral” das leis alimentares não sabem definir as razões de Deus as ter instituído, para começo de conversa. Se fosse para proteger a saúde do povo, por que tal preocupação desapareceria da noite para o dia com a morte de Cristo, sendo que as condições de higiene de homem e animais permaneceriam as mesmas de séculos, não só na Terra de Judá, como por todo o mundo onde o evangelho seria pregado?

B - Não se justificaria que da noite para o dia carnes tais como de rato, urubu, cobras e lagartos passassem a ser consumidas, quando o véu do Templo rasgou-se de alto a baixo, e os valetudistas alimentares não sabem justificar por que a morte de Cristo teria alterado a composição dos alimentos imundos, e explicar como tais alimentos prejudiciais à saúde deixaram de sê-lo quando Cristo proferiu o “Está consumado” e expirou.

C - Não ocorre a mínima evidência de que realmente a alimentação com todo tipo de comida passou a ser a prática dos seguidores de Cristo dos primitivos anos do cristianismo, seja na Terra de Judá ou pelo resto do mundo.

D - Embora haja quem alegue que aquelas leis eram prefigurativas da separação entre judeus e gentios, o fato é que Deus não iria manter em Sua lei um aspecto tão negativo relativo a maus sentimentos humanos (preconceito racial, xenofobia), pois Ele “não faz acepção de pessoas”. Ademais, isso representaria mudar o enfoque de Cristo e Seu perfeito sacrifício para o homem em suas deficiências.


* Alegação: Há quem interprete que em Romanos 14 Paulo trata dos “fracos” em conflito com os “fortes” na fé, a respeito de certos artigos alimentares, dedicando-se a debater a utilização de carnes outrora imundas, o que também se daria em 1 Tim. 4:1-3.

- Dificuldades de tal interpretação:

A - Não há a mínima evidência de que os debates ali ultrapassassem a questão de alimentos sacrificados a ídolos, já que Paulo também trata claramente desse problema em 1 Coríntios 10, que foi escrito em período não muito distante do que escreveu aos romanos (diferença de, no máximo, um ano e meio, segundo especialistas). Ele acentua que “o ídolo em si nada é”, permitindo tal consumo, apenas recomendando respeito aos que tivessem escrúpulos delicados, para não melindrá-los com a licença de valerem-se de tais alimentos que, aliás, não se limitam a carnes (do grego ‘broma’).

B - A ênfase de Paulo quanto a nosso corpo ser “o templo do Espírito Santo” (1 Cor. 3:16, 17; 6:15) não favorece a noção de que o crente pode alimentar-se de carnes de porco, rato, urubus, cobras e lagartos, já que o mesmo Paulo disse: “Quer comais, quer bebais ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (1 Cor. 10:31). Com isso ele mostra que o cristão deve cuidar com o que come, e não ser indiferente ao tipo de comida que ingere.

C - O texto de discussão paralela em 1 Timóteo 4 fala em “abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos, com ações de graça” (1 Tim. 4:3)  e  o seu contexto refere-se a quem até proibia o casamento, portanto numa referência a um grupo específico de pessoas, que os pesquisadores identificam como gnósticos de uma ala ascética. Logo, não se trata de uma regra geral, e de cara já temos que considerar que o “tudo o que Deus criou é bom” (vs. 4) deveria incluir também cobras, lagartos, baratas, aranhas. Além disso, excluiria os alimentos da “restrição alimentar” do Concílio de Jerusalém (Atos 15:20), com o que o “tudo” claramente tem suas limitações e não deve ser interpretado de modo absoluto.

D - Em 1 Tim. 4:5 Paulo fala de usar comidas (não só carnes, mas alimentos em geral--no grego ‘broma’ que Deus criou e que são boas “porque pela palavra de Deus e pela oração são santificadas”. Sendo que a Palavra de Deus é citada como base para decisão de alimentos e esta estabelece as regras dietéticas (e a instrução bíblica que os cristãos primitivos na época recebiam era em grande medida por ouvirem a leitura das Escrituras aos sábados nas sinagogas-ver Atos 15:21) é extremamente improvável que o apóstolo esteja dando “carta branca” para o consumo de baratas, urubus, cobras e lagartos como sendo criados por Deus para consumo humano, milagrosamente transformados em alimentos aptos ao consumo humano apenas por causa de uma oração de graças (como alguns deixam implícito).

Por fim, vejam como o famoso pastor e autor americano Joel Osteen fala a sua mega-congregação em Houston, TX, sobre a questão de modo que pode até surpreender muita gente:



    Data/hora atual: Sex 18 Ago 2017, 15:06