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Norberto
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Nada pior do que não existir [ testemunho ex-ateu ]

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Nada pior do que não existir [ testemunho ex-ateu ]

Mensagem por Norberto em Ter 19 Ago 2014, 15:09

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Nada pior do que não existir


Tenho passado os últimos quarenta e poucos anos da minha vida como ex-ateu.

Não me lembro mais como é ser ateu, só me lembro como é ser ex-ateu. O ex-ateu tem uma alegria indescritível, porque ele não tem mais medo da morte. Essa é a pior parte de ser ateu (eu falei que não me lembrava mais, mas algumas reminiscências acabam vindo).

Como eu dizia, a pior parte de ser ateu é o medo da morte. Pensar que a qualquer momento você simplesmente não existirá mais – ah! nada pior do que isso. Na verdade, não sei se para o ateu é pior deixar de existir ou pensar sobre isso.

A vida sem perspectiva de transcendência é horrível. Você é produto do acaso. Não existe nenhum propósito para a sua existência. Qualquer código moral é desnecessário – de fato, é inócuo, sem sentido – sem força para produzir uma ética satisfatória (entenda-se aqui ética como a prática do código moral). E você acaba se comportando de qualquer maneira, porque, afinal, qualquer comportamento é válido quando não há nada superior que possa determinar o que é certo e o que é errado. O certo e o errado são conceitos meramente individuais, pragmáticos e utilitários – e extremadamente egoístas.

Foi também pensando nisso que deixei de visitar o túmulo de Lênin, quando estive em Moscou. Andei por toda a Praça Vermelha, me detive diante do túmulo do Soldado Desconhecido e fiz uma breve porém profunda reflexão sobre a vida e a morte diante da chama eterna, mas evitei honrar a memória do ateu Lênin, que viveu e agiu baseado no utilitarismo de sua ética pessoal (mas é claro que ele dava outro nome para isso; ele, afinal, tinha uma “causa” para defender).

Seja como for, há pouco mais de quarenta anos, Deus entrou na minha vida e na minha história. Bem, ele já estava na minha vida e na minha história desde antes da criação do mundo; eu é que não sabia disso. (Se você quiser saber as circunstâncias que me levaram a deixar de ser ateu e as consequências disso, pode ler aqui). Ele, então, por assim dizer, entrou na minha vida. E mudou a minha história. A morte deixou de ser um bicho de sete cabeças, deixou de ser assustadora. Agora ela é simplesmente o último inimigo a ser vencido, como anotou o apóstolo Paulo (1 Coríntios 15.26).

Não sei como vai ser a última batalha, se a transição vai ser dolorida ou tranquila, mas agora eu sei que há algo além dela. Esta certeza tem sido suficiente ao longo destas quatro décadas para me fazer desejar: “Maranata. Ora, vem, Senhor Jesus!”.

[Talvez você também queira ler Às vezes Deus existe, às vezes não]

+José Moreno, um bispo anglicano que já foi ateu, mas agora é crente.

Fonte:
http://bispomoreno.wordpress.com/2014/08/14/nada-pior-do-que-nao-existir-2/
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Re: Nada pior do que não existir [ testemunho ex-ateu ]

Mensagem por Norberto em Ter 19 Ago 2014, 15:18

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Minhas experiências com a mediunidade

O termo mediunidade pode ser definido como a capacidade de comunicação entre seres humanos e espíritos. Minha primeira experiência mediúnica ocorreu há quarenta anos.

Eu trabalhava em uma grande empresa do ramo editoral, cujos escritórios ficavam localizados na Rua Augusta, em São Paulo. Eu era ateu de carteirinha e usava todos os argumentos racionais que havia aprendido para refutar a existência de Deus. Não suportava a ideia de Deus. Qualquer referência a alguma prática religiosa me causava total repugnância.

Paralelamente, eu era um jovem revoltado com a vida. Filho de pais separados, acostumado à vida mundana, criado por um padrasto violento, era uma pessoa de difícil convivência. Algumas pessoas, quando me viam ao longe, atravessavam a rua para não ter que cruzar comigo. Mesmo assim, eu tinha uma namorada, Helena.

Ela era uma jovem de 18 ou 19 anos, cheia de vida, mas contraiu um mal terrível: todas as noites, exatamente às 21 horas, começava a sentir-se sufocada, com falta de ar severa e extremamente incômoda. Consultou os principais médicos especialistas em São Paulo, sem sucesso. Apesar de fazer uso de aminofilina, frequentemente tinha que ser levada de madrugada à emergência hospitalar para fazer uso de balão de oxigênio para poder respirar normalmente. Isso durou cerca de um ano.

Certo sábado, fui convocado para uma reunião na editora em que trabalhava. Cerca de quatrocentos funcionários estavam lá comigo, no auditório, quando um fato inusitado ocorreu: o Dr. Varella, diretor-comercial da empresa, anunciou a presença do pastor Antonio Alves dos Santos e disse que ele fora chamado para fazer uma oração em nosso favor. Pelo que escrevi acima, você pode ter uma ideia de como me senti desconfortável com esse anúncio. Só não me retirei porque era funcionário da empresa e minha presença na reunião era obrigatória.

O pastor Antonio leu um trecho da Bíblia, do qual não me lembro, e pregou um breve sermão a respeito da salvação em Cristo e do poder de Deus na cura das enfermidades do corpo e da alma. E garantiu: “Hoje, aqui, vocês vão ver o poder de Deus se manifestar!” Em seguida, convidou os que tivessem alguma doença e quisessem ser curados para irem à frente receber uma oração. Uma grande fila se formou, pois pelo jeito havia muitas pessoas doentes ali. Uma delas era o Camilo, que depois tornou-se pastor também. Todos o conhecíamos. Ele estava perdendo a visão e já estava quase cego. Foi curado instaneamente, à vista de todos!

Não sei explicar como isso aconteceu, pois não me lembro como saí da última fileira do auditório e me apresentei ao pastor. Contrariando toda a minha prática e toda a minha descrença, falei com ele a respeito de Helena. Ele foi firme: “Eu vou orar por você aqui e quando você encontrar com a sua namorada, o milagre vai acontecer”. Impôs as mãos sobre a minha cabeça e orou pedindo a cura de Helena. Eu não poderia imaginar o que estava para acontecer naquele dia.

Algumas horas mais tarde, encontrei com Helena na casa da minha mãe. Como todo namorado faz, dei um beijo nela. Se você quiser saber a sensação que senti, pegue um cubo de gelo e beije-o. Exceto a umidade do gelo, foi o que senti. Ao olhar para ela, ela me fulminou com um olhar de ódio que me assustou. Quando toquei nela de novo, nos ombros, ela desabou. Caída no chão, semidesfalecida, começou a grunhir, falando palavras desconexas.

Gritei por minha mãe. Quando ela viu o que estava acontecendo, disse para eu levar Helena para dentro de casa, enquanto ela ia buscar o “seu” João. Ele morava na casa em frente, que era também a sede de um terreiro de umbanda. “Seu” João era o dirigente daquele terreiro. Ao chegar, ele informou que uma entidade havia incorporado em Helena. Desenhou com giz branco alguns símbolos no chão e começou a conversar com aquele espírito.

Tudo aquilo era para mim uma grande novidade. Eu estava assistindo a uma experiência mediúnica, um contato com um espírito, coisa na qual eu não acreditava.

A entidade se identificou como sendo o espírito de uma irmã de Helena, que havia morrido atropelada um ano antes. Disse que estava em trevas e que precisava que certa quantidade de velas fosse acesa na porta do cemitério em que ela estava sepultada e que certa quantidade de missas fosse rezada em determina igreja, na cidade de São Bernardo do Campo. Aquela doença era o seu esforço de comunicar-se para fazer esse pedido. De modo incompreensível para mim, cri em tudo aquilo e anotei o pedido para executá-lo o mais rapidamente possível e assim tentar obter a cura daquele mal.

Na segunda-feira pela manhã, telefonei ao pastor Antonio para agradecer-lhe a oração – especialmente o seu resultado. Quando lhe relatei o ocorrido, ele me disse que aquele espírito não era da irmã de Helena, mas de um demônio. Quando tentei argumentar com ele que o espírito havia falado, que eu tinha ouvido que era a irmã dela, ele me disse para levar Helena até ele e que a verdade me seria revelada. Conforme combinamos, na quinta-feira seguinte entrei em seu escritório acompanhado de Helena. Durante o trajeto de sua casa até ali, ela fumava um cigarro após o outro e aparentava estar muito nervosa.

Depois de algumas poucas palavras, o pastor Antonio nos pediu para ficarmos em pé, levantou as mãos e começou a orar: “Jesus!” Esta única palavra, o Nome, foi o suficiente para lançar Helena ao chão novamente, só que agora violentamente. Helena começou a rugir e se arrastar como serpente debaixo da mesa do pastor. Ele me perguntou se era aquilo o que tinha ocorrido na casa da minha mãe.  Eu disse que era semelhante, mas não tão forte. Eu estava agora todo arrepiado e muito comovido. Cheguei mesmo a derramar algumas lágrimas.

O pastor então me explicou que aquilo era um demônio, um espírito mau, decaído, cuja finalidade é destruir a vida das pessoas. Disse que iria expulsá-lo em nome de Jesus e que, sem missas nem velas, Helena seria curada daquele mal. Dito e feito. Quando ele ordenou que aquele demônio saísse, Helena se agitou violentamente e deu um grito, na verdade um urro, que deve ter sido ouvido em toda a vizinhança e moveu-se como se algo estivesse saindo dela (estava!) e desfaleceu por alguns instantes. Em seguida, abriu os olhos, demonstrando cansaço mas serenamente, e perguntou: “Onde estou?” Ela não se lembrava de ter sido levada até aquele lugar nem do que havia ocorrido com ela ali.

Para encurtar a história, desde aquele dia nunca mais Helena manifestou aquela doença que a vitimara durante tanto tempo. Foi milagrosamente curada!

A partir de então, passei a entender que há algo além da matéria; não podia mais ser ateu. Comprei uma Bíblia e comecei a estudá-la. Também passei a frequentar os cultos na igreja do pastor Antonio. Mas fui convidado por um amigo espírita a frequentar as sessões da Federação Espírita de São Paulo, na Rua Maria Paula.

Durante alguns meses, li a Bíblia, frequentei a igreja e o espiritismo e, sobretudo, conversei muito com o pastor e com meu amigo sobre Deus e a espiritualidade. Ambos, o cristão Antonio e o meu amigo espírita, eram pessoas boas e tranquilas. Eram bem casados e viviam vidas honestas e sóbrias, sem cigarro, álcool nem coisas semelhantes.

O modo como eles interpretavam a Bíblia, porém, diferia em vários pontos cruciais, como a divindade de Cristo e a salvação, por exemplo. Para os cristãos, Cristo é Deus com o Pai e com o Espírito Santo; para os espíritas, é um espírito evoluído, mas não é Deus. A salvação dos evangélicos se obtém pela graça de Deus através do sacrifício vicário de Jesus Cristo na cruz; para os espíritas, a salvação se dá por meio de sucessivas reencarnações nas quais saldamos dívidas assumidas em vidas anteriores.

Eu precisava me definir: ou seria espírita ou seria cristão. Fiz uma oração a Deus sobre isso e ele me respondeu através de um texto bíblico:

Porque é estreita a porta e apertado o caminho que leva à vida, e são poucos os que a encontram. Mas tenham cuidado com os falsos profetas, que vêm até vocês vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Vocês os reconhecerão pelos frutos. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos, mas a árvore má produz maus frutos. Árvore boa não pode produzir maus frutos, nem árvore má produzir bons frutos. Toda árvore que não está produzindo bom fruto, é cortada e jogada no fogo. – Mateus 7.14-19.

O Espírito Santo me disse que o pastor e o meu amigo eram as árvores e em breve eu veria os frutos e então poderia tomar minha decisão.

Poucos dias depois, esse meu amigo me convidou para ir com ele à boate Trevas, na Avenida do Estado, no Ipiranga, bairro paulistano, aliás, no qual nasci. Ele havia marcado uma noitada com duas garotas e queria que eu fosse com ele. Perto do amanhecer, tive que levar para casa o meu amigo completamente bêbado. Tentei dar uma desculpa qualquer à sua esposa, mas como explicar a embriaguez? E as duas meninas que estavam conosco no carro?

Horas mais tarde, depois de dormir e me alimentar, fui ler a Bíblia, como fazia diariamente. Deus, então, me mostrou os frutos daquela árvore: adultério, prostituição e bebedeira. Decidi-me pela outra árvore. Decidi-me pela igreja e pela fé evangélica. Durante os sete anos seguintes, convivi intimamente com o pastor Antonio e sua família, uma floresta (ele, a esposa e os cinco filhos). O testemunho de todos eles manteve-se irrepreensível. Aprendi “as primeiras letras” com esse homem de Deus, por quem e por cuja família tenho um respeito muito grande. Conheci poucas mulheres de Deus como Guaracy, sua esposa, carinhosamente chamada de irmã Bibi.

Helena também se converteu à fé cristã e foi batizada no mesmo dia que eu. Há uns cinco anos, encontrei-a casualmente em São Paulo e ela continuava firme na fé.

O meu amigo espírita, infelizmente, morreu poucos meses depois, num acidente de automóvel. Não tenho como saber se ele teve um encontro com o Senhor Jesus antes de partir. Espero que sim.

O pastor Antonio viveu ainda quase quarenta anos, vindo a morrer na fé cristã, recentemente, respeitado por todos à sua volta [você pode ler a homenagem póstuma que lhe fiz AQUI].

As minhas experiências com a mediunidade, portanto, me levaram a abominá-la radicalmente, a não querer “desenvolver” mediunidade nem me envolver com fenômenos espíritas, os quais afastam os homens de Deus e da sua Palavra. Na verdade, como você pode ver abaixo, alguns anos depois eu mesmo estava fazendo o que o pastor Antonio fez com Helena, libertando pessoas de espíritos maus, obsessores, demônios a serviço do mal. As fotos são da missão que fiz em Mangaratiba/RJ, em 1979. Fundei ali uma igreja que permanece viva e ativa até hoje para a glória de Deus. Antes, já havia fundado outra igreja no Tucuruvi, bairro em que eu morava, composta por dezenas de pessoas que antes me evitavam, mas agora reconheciam a glória de Deus na minha vida. Ao longo dos anos, tenho tido o privilégio de fundar outras igrejas em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, onde vivo atualmente com minha família.

Deus o abençoe rica e abundantemente.

Bispo José Moreno

Fonte:
http://bispomoreno.wordpress.com/2012/09/25/homenagem-postuma-ao-meu-pai-na-fe/
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