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O Dizimo e a Nova Aliança

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Qual a sua opinião sobre o dízimo na igreja?

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Valdomiro
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Re: O Dizimo e a Nova Aliança

Mensagem por Valdomiro em Qui 19 Fev 2009, 18:30

Daniel, abençoado irmão!

Em Mt. 23.23 lemos “Ai de vós escribas e fariseus, hipócritas! Porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei, a justiça a misericórdia e a fé; devíeis, porém fazer estas cousas sem omitir aquelas”. E, de fato, esse seria um excelente versículo para defesa da obrigação neotestamentária do dízimo, mas, há a necessidade de contextualizarmos o texto e ao fazermos isso perceberemos que Jesus não ordena nada à igreja nessa passagem. Observe que o diálogo dele é com os fariseus, e Jesus como judeu que era não poderia dar recomendação diferente senão a observância correta da Lei e é isso que o Senhor determinou àqueles homens.

O fato de uma passagem como essa estar no Novo Testamento não é suficiente para se dizer que o crente deve dar o dízimo como uma obrigação, pois em inúmeras outras passagens se vê o Senhor Jesus obedecendo ou recomendando a obediência aos vários preceitos da Antiga Aliança.

Ora, no princípio do capítulo 23, de Mateus podemos ver Jesus falando à multidão e aos discípulos com respeito aos escribas e fariseus “fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem”. É plausível dizer que os fariseus com excesso ou não, com hipocrisia ou sem ela, guardavam toda Lei e assim ensinavam ao povo, logo se Mt. 23.23 fosse ordenança à igreja pelo fato de Jesus ter mandado os fariseus “darem” o dízimo, então, teríamos hoje um misto de cristianismo e o antigo judaísmo por força do que está determinado no v.3, pois ele mandou obedecer os escribas e fariseus. Não há dúvidas que eles ensinavam tudo da Lei de Moisés ao povo.

Não obstante Mt. 23.23 ser uma ordem de Jesus, tal ordem não pode ser aplicada hoje, pois essa ordem específica exige um contexto específico que foi dissolvido após a crucificação que é o sacerdócio levítico, hoje não mais existente.

Jesus sempre ensinou o zelo da Lei e zelar por ela era uma das missões de Cristo, tanto que ao curar o leproso o Senhor disse em Mt. 8.4 “... vai mostrar-te ao sacerdote e fazer a oferta que Moisés ordenou; para servir de testemunha.” Deveríamos presumir que qualquer leproso, ou enfermo, ao ser curado hoje devesse procurar um sacerdote israelita, caso ainda existisse, para apresentar a oferta ordenada por Moisés? Veja que essa também é uma determinação do Senhor Jesus e também está no Novo Testamento. A resposta certamente será negativa, pois é ponto pacífico a qualquer cristão que a Lei Pentatêutica conforme observada àquela época encerrou-se na cruz, Ef. 2.15. Por que, então, os pregadores só querem por em validade as palavras de Mt. 23.23? E ainda assim com uma adaptação que desfigura completamente a antiga ordenança do dízimo. Na verdade a semelhança do dízimo bíblico com o que se ensina hoje resume-se a palavra "dízimo".


Na Paz!
Valdomiro.


Última edição por Valdomiro em Qui 19 Fev 2009, 21:22, editado 1 vez(es)

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Re: O Dizimo e a Nova Aliança

Mensagem por Valdomiro em Qui 19 Fev 2009, 19:45

Anamim, Paz!

Prezado irmão, não cobrar o dízimo ao invés de ser modernismo teológico é, na verdade, o retorno ao cristianismo praticado pelos discípulos após a crucificação de Jesus. O dízimo não deve ser entendido como obrigação não pelo fato de ele haver sido ordenado na Antiga Aliança, mas por seu significado. Quando se busca estudar o dízimo no detalhe se percebe que ele jamais deveria ter sido cobrado da igreja. E que, por sinal, só começou a acontecer tardiamente na histórica eclesiástica.

Quando o prezado fala “Logo, o Dízimo de hoje não é praticado como nos do AT, pois lá era somente dado o dizimo dos produtos agro-pastoris, ou das campanhas de espoliação quando em guerra. Hoje permanece o principio de consagrar a Deus 10% da renda, um conceito que não tinha no AT. Rendimentos do capital, principalmente do capital intelectual.” Essa afirmação já é fruto do modernismo que invadiu as conceituações bíblicas adaptando-as a atualidade.

Despojo de guerra não era objeto de dízimo, só ocorreu uma vez, de forma voluntária. Para o despojo havia uma legislação própria.

O que Abraão deu foi fruto de Guerra, nesse caso, da derrota de seus adversários tirou o patriarca o dízimo, logo a origem dessa dádiva não nos serve como exemplo, assim como a oferta de Jafté, que deu sua filha em sacrifício, não nos serve como exemplo, embora possamos tirar desses fatos outras lições, como o fato de Deus aceitar nossa oferta, mesmo que esta não seja a forma ideal e aprazível a Ele.

Podemos observar que quando o dízimo foi instituído legalmente não se vê prescrição acerca do dízimo dos despojos e trazer despojos nem sempre era a melhor coisa a se fazer, tanto, que Saul perdeu o seu reinado, ao não dar o fim ordenado por Deus aos despojos da guerra, I Sm. 15.21-23.

Se precisarmos de provas de que despojo, não é, via de regra, algo que por obrigação deva ser submetido à partilha por dízimo, a encontraremos em Números, capítulo 31, onde se relata a vitória de Israel sobre os midianitas e a partilha dos despojos de guerra entre o povo, inclusive entre os sacerdotes e levitas.

O Senhor ordenou a Moisés que dividisse os despojos em duas partes, a saber: uma para ser distribuída aos soldados que foram à guerra e outra para o restante da congregação, v. 27; o sacerdote ficou com o direito de receber a proporção de um para cada quinhentos, dos despojos que cabiam aos guerreiros israelitas, ou seja 0,2% (zero vírgula dois por cento), muitíssimo inferior ao dízimo; no entanto, foi ordenado por Deus: “Dividirás, pois, os despojos pela metade, entre os combatentes que foram à guerra e o conjunto da comunidade. Como tributo para IAHWEH cobrarás, sobre a parte dos combatentes que fizeram a guerra, um para cada quinhentos, tanto de pessoas, como de bois, de jumentos e de ovelhas. Tomarás isso da metade que lhes pertence, e darás a Eleazar, o sacerdote, como tributo a IAHWEH.” v. 27 a 29 na versão da Bíblia de Jerusalém.

Aos levitas couberam dos despojos, parte do que cabia a congregação de Israel, conforme Nm. 31.30 “Da metade que pertence aos filhos de Israel tomarás um de cada cinqüenta, tanto de pessoas, como de bois, de jumentos, de ovelhas, de todos os animais, e os darás aos levitas que têm o encargo da Habitação do Senhor.” (A Bíblia de Jerusalém).

Para os levitas, então, couberam 2,0% (dois por cento), logo, menos que o dízimo.

Se prova, portanto, que Abraão deu 10% dos despojos por voluntariedade e, não porque Deus o tenha exigido. Provado está em Nm. 31 que a partilha de despojo ordenada por Deus é diferente da praticada por Abraão; e por sinal não se vê o Patriarca dando dízimos de seus próprios bens, e isto não constituía crime algum, não havia ordenança em sua época.

Mas, a ordenança de se dar o dízimo não ocorreu em Ml. 3.10, ali é só a cobrança pelo não cumprimento. A ordem, como obrigação, ocorre lá na instituição do sacerdócio levítico.

Presumo que seja a consciência desses fatos que tenha gerado um número de 90% de votos que entendem que o dízimo não é mais obrigatório à igreja e por conseqüência opcional.


Na Paz!
Valdomiro.

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Re: O Dizimo e a Nova Aliança

Mensagem por Márcio Gomes em Qui 19 Fev 2009, 22:14

Irmão Daniel,

Graça e Paz!

Como complemento daquilo que o irmão Valdomiro escreveu venho mostrar-lhe a incoerência de quem interpreta Mateus 23:23 como uma confirmação do dízimo na Nova Aliança:

Jesus alí realmente quando disse "devíeis fazer essas coisas" estava mandando pagar o dízimo, mas será que ele estava, falando isto para nós?

Vamos resumir aqui os assuntos tratados nos versículos do capítulo 23:

verso 2 - "cadeira de Moisés" ou seja, "Lei";
verso 2 - escribas e fariseus;
verso 5 - filactérios e franjas. Roupas típicas do culto judeu;
verso 6 - sinagogas;
verso 7 - Rabi;
verso 13 - Novamente escribas e fariseus;
verso 16 - santuário (no Templo de Salomão);
verso 18 - altar no Templo;
verso 18 - juramentos, ensinos da Lei;
verso 23 - Fala explícitamente da LEI;
verso 23 - Fala do endro, cominho, hortelã: Não fala em dinheiro!
verso 29 - Sepulcro dos Profetas;
verso 30 - nossos "pais", os pais do judeus;
verso 31 - idem;
verso 34 - Sabios, escribas e profetas;
etc...

Será que estes assuntos tem haver com as práticas da Igreja?

Então, amado, voltando a Mateus 23:23:

Ai de vós escribas e fariseus, hipócritas! Porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei, a justiça a misericórdia e a fé; devíeis, porém fazer estas cousas sem omitir aquelas

Podemos concluir que o mestre está realmente mandando alguém pagar o dízimo, e este alguém não é a Igreja e sim os judeus que viviam ainda sob aquele sacerdócio.

Para entendermos plenamente isto, basta fazermos a seguinte análise e comparação:

Mateus 23, 2 e 3:

2 Na cadeira de Moisés se assentam os escribas e fariseus.

3 Portanto, tudo o que vos disserem, isso fazei e observai; mas não façais conforme as suas obras; porque dizem e não praticam.


e Novamente:

Mateus 23:23


23 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas.

O verso 2 fala da "cadeira de Moisés" ou seja, a Lei. E Jesus manda cumprir tudo que nela está escrito "fazei e observai – (v3). Agora observe que no verso 23 fala "o que há de mais importante da Lei". Bem, por este entendimento, concluímos que os versos 2,3 e 23 referem-se inegavelmente a mesma Lei. Então entendo assim: Se o que Jesus falou no verso 23 para os Escribas e Fariseus ("ai de vós escribas e fariseus" v. 15) também é válido para a Igreja Cristã, então o que ele ordenou no verso 3 também o é, não é mesmo? Assim estamos sendo mais coerentes.

Agora vejamos alguns mandamentos que o verso 3 ordenava, o qual supostamente a Igreja Cristã teria que cumprir:

Ex 21.12: "Quem ferir a um homem, de modo que este morra, certamente será morto."

Ex. 21.16 "Quem furtar algum homem, e o vender, ou mesmo se este for achado na sua mão, certamente será morto."

Dt. 13. 9 "mas certamente o matarás; a tua mão será a primeira contra ele para o matar, e depois a mão de todo o povo;"

Lv. 12. 2 "Fala aos filhos de Israel, dizendo: Se uma mulher conceber e tiver um menino, será imunda sete dias; assim como nos dias da impureza da sua enfermidade, será imunda."

Lv. 12.5 "Mas, se tiver uma menina, então será imunda duas semanas, como na sua impureza; depois permanecerá sessenta e seis dias no sangue da sua purificação."







Não há escolha! Para que o verso 23 seja obrigatório para a Igreja Cristã, o verso 3 também deverá ser.


Espero ter ajudado.
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Re: O Dizimo e a Nova Aliança

Mensagem por Anamim em Sex 20 Fev 2009, 14:05

O Valdomiro escreveu:

Prezado irmão, não cobrar o dízimo ao invés de ser modernismo teológico é, na verdade, o retorno ao cristianismo praticado pelos discípulos após a crucificação de Jesus. O dízimo não deve ser entendido como obrigação não pelo fato de ele haver sido ordenado na Antiga Aliança, mas por seu significado. Quando se busca estudar o dízimo no detalhe se percebe que ele jamais deveria ter sido cobrado da igreja. E que, por sinal, só começou a acontecer tardiamente na histórica eclesiástica.

Amado, fico feliz em ver que o irmão não se alinha ao pensamento modernista, mas convenhamos que essa visão de não admitir essa prática obrigatória é oficial das igrejas protestantes históricas, até por que elas passaram pelo evento da separação legal da igreja e do estado, antes do que, como o irmão deve saber, o "dízimo eclesiástico", não necessariamente 10%, era uma aliquota acrescida ao imposto de renda, e era utilizado na manutenção do culto de qualquer confissão, católica ou não católica. Esse dízimo, meio contraditório ao que o irmão escreveu, SEMPRE foi cobrado, se não diretamente pela igreja, pelo mesno em seu benefício. Cobrado desde sempre e perpetuado, até onde entendo pelos meus parcos conhecimentos.

Bem, quanto ao fato de ter sido ordenado na Velha Aliança. Você concorda com a distinção da lei como moral, civil e cerimonial? Você, claro, não concorda que haja continuidade e descontinuidade numa única e eterna aliança da graça, estou certo? Preciso saber dessas respostas para ver se discutimos em termos de bases teológicas comuns. Caso não estivermos porfiando em bases teológicas comuns, há que se respeitar as bases teológicas diferentes.

Ponderadas as nossas bases teológicas possivelmente diferentes, entendo que pelo menos na "velha dispensação", e isso é o que eu chamo de Antiga Aliança, pois parto do principio da unidade do pacto da graça, os dízimos pertenciam aos termos da leis civis e cerimoniais e por tabela tinha a ver com o mandamento de "não roubarás". E Malaquias expressa a convicção de que isso é matéria perpétua de lei moral. Em Malaquias parece que tudo isso é levado a crer.

Não tem problema não se viermos admiitir que dízimo não é mais matéria de lei moral, pelos problemas modernos de ordem prática para sua cobrança. A Igreja Reformada da França já o admite e nem por isso abandonou a crença na unidade do pacto da graça. Eu acho até que é muito curioso igreja pentecostal cobrar dizimo, já que tem uma visão dispensacionalista da revelação biblica.

Tem dois grupos que não tem propensão para cobrança de dizimos, os dispensacionalistas ou mesmo anabatistas para quem a nova aliança é uma coisa e o a velha aliança é outra coisa, e constroi o abismo quase marcionita entre duas partes da Bíblia. Para aplacar essa má disposição deve provar biblicamente que é uma disposição eterna que avança pela nova aliança a dentro, se não prova isso, suspende os dizimos.

Outro grupo é o dos liberais e/ou neo-ortodoxos para quem os dizimos eram uma disposição moral antes, agora não... Nem tudo que era moral antes é hoje.

Quem propenssão para ser dizimista é o reformado, que também pode cair nas águas do modernismo. Mas veja o conduto histórico é todo favorável à cobrança de dizimos na igreja, não necessariamente pela igreja. Posso estar enganado. Até espero que esteja.

Aqui, por enquanto, há uma divergência em perceber e interpretar fatos históricos, a qual eu mesmo me dando o benefício da dúvida e por isso pretendo estudar inclusive coligindo um pouco as suas fontes, que espero serem seguras. Enquanto isso, veja bem, na França em 1905 na separação da igreja do estado o povo francês deixou de pagar o dizimo, somente no Século XX, o que de certa forma ainda existe, como aliguota suplementar para a manutenção da igreja do Estado e apoiar outras igrejas o que ainda existe na Dinamarca, Noruega, Finlãndia... Por isso, o Estado proibe a igreja de cobrar dizimos.

O irmão escreve:

Quando o prezado fala “Logo, o Dízimo de hoje não é praticado como nos do AT, pois lá era somente dado o dizimo dos produtos agro-pastoris, ou das campanhas de espoliação quando em guerra. Hoje permanece o principio de consagrar a Deus 10% da renda, um conceito que não tinha no AT. Rendimentos do capital, principalmente do capital intelectual.” Essa afirmação já é fruto do modernismo que invadiu as conceituações bíblicas adaptando-as a atualidade.

Eu:

Pois é, eu não sou contra todo o tipo de modernismo. Repilo apenas aquele que afronta verdade eternas, exigências morais... Acho tremendamente notório o fato que foi assim com o povo de Deus: quem não apresentava os seus dizimos eram ladrões de Deus, hoje não é mais? Foi assim, agora não é mais? Desde quando? E vem você e fala em abolição.

Se vc dissesse abrogação eu ia examinar de fato se os dizimos foram abrogados, pois eu admito a abrogação, da circuncisão, da páscoa nos moldes judaicos, dos sacrificios cruentos. Mas vc diz que os dizimos foram abolidos mas não prova. Vc argumenta com base nessa pressuposição que não é biblica, textual, é teológica.

Contra fatos bíblicos vc argumenta até que a crcuncisão foi abolida. Como se até Timóteo foi levado por Paulo para ser cricuncidado e depois da concílio de Jerusalém apenas ter orientado a não fazer distinção entre quem pratica e não pratica o ato. A hora de determinar a abstenção não se disse para se abster da circuncisão se fosse caso de abolição teria sido expresso. A circuncisão foi abrogada e isso sim ensinou os apóstolos.

Quanto ao dizimo, por exemplo, quando Jesus observou alguém o fazendo, não disse para os seus discipulos "olha não façam mais isso o que os farizeus estão fazendo, eu abulo essa prática". Ao invés disso, é notório que Ele disse e saiu das seus sacrossantos lábios, "não omitas aquelas [paráticas]". Cadê a expressão formal de abolição ou em sentido contrário cadê o esclarecimento de Jesus, dizendo, "não, vocês me entenderam mal, aonde disse não omita, digo omita essas práticas"?

A igreja sempre cobrou os dizimos, segundo as fontes que tenho em mente, e só deixou de os cobrar quando o Estado passou a fazê-lo por ela. Em nenhum escrito dos pais da igreja, á exceção de Marcião ou Tertuliano, quem sabe, há de se encontrar literatura contra dizimos.

Ai vc escreve:

Despojo de guerra não era objeto de dízimo, só ocorreu uma vez, de forma voluntária. Para o despojo havia uma legislação própria.

O que Abraão deu foi fruto de Guerra, nesse caso, da derrota de seus adversários tirou o patriarca o dízimo, logo a origem dessa dádiva não nos serve como exemplo, assim como a oferta de Jafté, que deu sua filha em sacrifício, não nos serve como exemplo, embora possamos tirar desses fatos outras lições, como o fato de Deus aceitar nossa oferta, mesmo que esta não seja a forma ideal e aprazível a Ele....


Eu:

Sobre despojo. Só expresso o meu agradecimento pela sua correção. Você me corrige eu aprendo!


Vc escreve:

Mas, a ordenança de se dar o dízimo não ocorreu em Ml. 3.10, ali é só a cobrança pelo não cumprimento. A ordem, como obrigação, ocorre lá na instituição do sacerdócio levítico.

Presumo que seja a consciência desses fatos que tenha gerado um número de 90% de votos que entendem que o dízimo não é mais obrigatório à igreja e por conseqüência opcional.

Eu:

Também fico muito contente com sua disposição em esclarecer a sua posição e percebo que essa questão no que depender de você não será mais ponto de divisão da igreja.

Você coloca bem a questão da obrigação perante a Nação, mas o escritor de Gênesis ensina que a instituição da prática era anterior, remontado no mínimo até Abrão e Melquisedeque.

Mas ficamos na mesma: a questão da obrigação é mais por que é (ou não) uma questão moral. A igreja deve impor sobre os seus membros uma prática que se coaduna com a sua confissão/profissão de fé, se a pessoa diz que é crente e rouba a Deus, como pode ser isso? Se é pessoal o admitir que é uma questão moral, a pessoa então deve procurar uma igreja aonde essa questão está em aberto. O que não pode é a pessoa tentar destruir o consenso da comunidade da fé e ao mesmo tempo reivindicar direitos e privilégios que a maioria admite que faz jus aqueles de condição moral e espiritual, que inclusive o habilita a receber mais "bênçãos demais" de Deus, "bênçãos sem medida", condição singular de quem não rouba a Deusm dentre outras coisas de exigência moral.

Todo mundo fala contra a disposição de Ml 3:10 quando obriga a prática do dizimo, como questão moral, mas todo mundo fica quietinho ante a possibilidade de Deus abrir as bênçãos dos céus e derramar bênçãos sem medida! Deus cumpre a parte dele em quem não cumpre a sua?

Se as palavras solenes de Malaquias não serve mais para nada, por que somente as profecias ainda consideradas não cumpridas servem? Se não cremos que Deus abre as janelas dos céus para quem entrega os dízimos, todos os dias, por que creremos que Deus, um dia, vai derrubar a Mesquita de Omar e edificar o Templo joaido do reino milenário e autorizar a reabertura dos holocautos? Ah, seria por que isso é profecia/promessa e aponta para o novo testamento? Malaquias 3:10 não é profecia/promessa? E porque os dizimos perderam a sua vez se projetarem para a nova aliança? Tá, não quero não pago, ninguém me obriga. Tudo bem... Deus é o Deus da Graça, da Bondade, da Misericórida... Mas as suas promessas não são fiéis? Quer dizer que fico na promessa incrivel de Isaias 56, dou a maior pilha para a empresa de demolição lá de Israel, começo a investir em granja, em rebanhos, por que vai ser assim "literalmente" e rechaço a de Malaquias 3:10?

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Mensagem por Jefté em Sex 20 Fev 2009, 23:35

Irmão Anamim

Sabe por que hoje não necessito do dízimo para ser abençoado?
Porque o Senhor se fez homem e viveu 33 anos como homem para me amar, me ensinar e para morrer por mim.
Por isso, tudo o que recebo hoje do meu Deus, é somente pela causa de Cristo, do seu sacrifício pelos pecadores.
Então, se hoje a vida eterna me é dada, se meus pecados são perdoados, se sou salvo, se sou filho de Deus, se sou abençoado e suprido; em suma, a vida presente e a que há de vir, tudo isso é por intermédio e por causa de Cristo.
Filipenses 4:19 – “O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus".
João 14:13: "E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho".
Lucas11:11 - “E qual o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, também, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente?”
Então irmão, hoje, o querido Deus, que a tudo providenciou para nós, até recebendo o Salário do pecado por nós, para que pudéssemos clamar: Aba, Pai.
Ele nos dá abundantemente por Cristo e porque somos filhos (Mat. 6:8 ).
Os homens podem não notar nem considerar, podem nem sequer ter o mínimo de noção! Mas o Deus Pai sabe muito bem e considera cada passo que Jesus - Deus Vivo, deu nessa terra pelo pecador!
Então, quando clamamos: "em nome de Jesus" não é ao inferno que abalamos e estremecemos, mas ao Céu!
As entranhas do Deus Todo-poderoso se movem pelos feitos e pelo nome do Filho de Deus: Cristo! Amém!
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Re: O Dizimo e a Nova Aliança

Mensagem por Anamim em Dom 22 Fev 2009, 19:30

Irmão Jefté,

A Palavra de Deus é clara! Tudo bem que vc prefere as bânçãos ordinárias de Deus fica retendo o que é do Senhor. Mas se vc quer que as janelas dos céus se abram, faça prova com Deus pois Este promete bênçãos demais...

Bênçãos necessárias, vc pode receber, e até bênçãos muitas, muitas bênçãos, mas bânçãos demais é com o crente fiel.

E este crente fiel dizima nem por querer bênçãos demais que ao seu tempo virão, ele o fará por obediência.

O Crer não exclui o Obedecer.

Um grande e afetuoso abraço

Jefté
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Mensagem por Jefté em Dom 22 Fev 2009, 21:31

Irmão Anamim

Você, como homem cobraria 10% dos seus filhos para poder ajudá-los?
Você, como rei cobraria tributo ou imposto de seus filhos (os príncipes)? Ou cobraria dos filhos dos alheios. (Mt. 17:25-26).
Pois, saiba irmão, se nós que somos maus somos capazes de dar boas dádivas aos nossos filhos não exigindo de forma alguma espécie de cobrança, muito mais o faz Aquele que, além de ser Todo-poderoso também é o único que verdadeiramente é bom, e jamais aqui ou por toda eternidade há de tratar seus filhos como tais (filho pródigo).
Quem não discerne isso demonstra que ainda não conhece bem o amor de Deus. Ainda não provou que o Senhor é benigno.
Acaso o que Cristo fez, fê-lo pensando em dízimos e ofertas dos homens?
O dízimo é da lei.
De Adão a Moisés todos os homens eram destituídos da glória de Deus, e não eram filhos.
Os filhos de Deus foram gerados no evangelho de Cristo - João 1:12-14.
Por isso o Senhor nos ensina a orar: "Pai nosso que estais nos céus".
Essa não é apenas uma expressão ou slogan, não é apenas uma referência na letra. Ela é a realidade do evangelho de Cristo”
Se realmente o homem recebeu a Cristo como seu Senhor e Salvador.
Então não mais é mera criatura destituído da glória de Deus. Mas passou da morte para a vida, da potestade da morte para o reino do Filho do amor de Deus. (Col. 1:13)
E pela palavra de Deus foi novamente gerado: "Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus." (Jo. 1:12-14)
Para esses a única lei que existe é a de amar.
Como diz Romanos, de sorte que o cumprimento da lei é o amor. (Rom. 13:10)
O evangelho de Cristo trouxe de uma vez por todas a sublime lei: primeiro, um amor profundo e verdadeiro a Deus; e segundo, um amor verdadeiro (primeiramente) aos irmãos e depois ao próximo.
Esse é o reino de Deus.
Essa é a lei de Deus: a lei do amor!
Nos céus (onde habita a imortalidade) não existe nem pode existir o mandamento: “não matarás” (pois eles nem sequer podem morrer).
Nos céus (onde a traça não corrói nem os ladrões não minam) não existe nem pode existir o mandamento “não roubarás”.
Nos céus (onde não se dá em casamento) não pode existir o mandamento: “não adulterarás”.
Nos céus (onde não existe cobiça) não pode existir o mandamento: “não cobiçarás”.
Podemos ver Gênesis, quando o homem era puro, o Senhor não lhe deu mandamentos de não matar, não cobiçar ou não adulterar, pois o homem era puro.
Assim como a morte, esses mandamentos só podiam existir mediante a entrada do pecado no mundo; eles são uma conseqüência expressa da degradação da humanidade.
Mas no Reino de Cristo só existe uma lei; aquela que é o próprio Criador: “Porque Deus é amor”. (I Jo. 4:8 )
Ou aquela de I Coríntios 13 que diz: “O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá”. (I Cor. 13:8 )
Então vemos: as profecias serão aniquiladas; a ciência desaparecerá.
Mas o amor permanece!
Outra vez: “
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor”.
Novamente podemos ver: Agora a fé permanece: Porém quando estivermos face a face já não será fé pois O veremos.

Agora a esperança permanece: Porém quando for inteiramente alcançada já não será mais esperança.
Mas o amor é o único que seguirá eternamente. Amém!
Diante disso, o que será de nós se definitivamente não aprendermos a amar?
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Re: O Dizimo e a Nova Aliança

Mensagem por Valdomiro em Qua 25 Fev 2009, 20:17

Olá Anamim, tudo em paz?

Prezado irmão, a questão histórica é relativa, pois não significa que a prática seja resultado da exatidão de compreensão bíblica (que o diga a igreja romana), e como estudantes nos cabe sempre estar investigando as práticas históricas; se são também bíblicas. Meu professor de grego, por exemplo, um ancião de 70 anos, disse-me uma vez que na década de 50, as igrejas batistas não cobravam dízimo aqui em pernambuco, então, começaram como sugestão de em se dando o dízimo mais nada se cobraria até chegar onde, atualmente, chegaram; com entrega de envelopes e lista de “contribuintes” afixadas no quadro de aviso das igrejas, mais a cobrança de inúmeras outras ofertas.

Pois é irmão o amálgama, de uns séculos para cá, entre igreja e estado fazia com que a igreja fosse sustentada pelo estado, com essa separação os irmãos buscaram um meio de suprir a lacuna e a acharam em Ml. 3.10, sem levar em consideração a história que há por trás da história de Malaquias.

O prezado falar que desde “SEMPRE se cobrou dízimo”, isso é um exagero. A ausência disso se verifica a começar por Atos dos Apóstolos e os escritos Paulinos que falam em contribuição, mas nenhuma linha foi escrita falando que essa contribuição seria o dízimo, mas apenas o sustento de forma livre e consciente.

O irmão falou em “dízimo, meio contraditório”, gostaria que o irmão indicasse onde.

Quanto à divisão da Lei, não me sinto na autoridade de fazer se o próprio Jesus não o fez.

A análise da perpetuidade do dízimo em cima da passagem de Malaquias é um tanto quanto forçada, pois ao falar do roubo, o que quer que se roube continua sendo errado roubar, mas a questão do dízimo em si diz respeito a lei do sacerdócio levítico e não a uma possível “lei do roubo”. Sem sacerdócio levítico não há dízimo obrigatório.

Pois é irmão os “problemas modernos de ordem prática para sua cobrança” fizeram as igrejas mudarem a lei do dízimo, de modo que de dízimo só tem o nome, como já falei acima. Quem cobrava, de quem se cobrava, o que se cobrava, para quem se cobrava, quando se cobrava e por que se cobrava, são coisas que deveriam ser buscadas na Bíblia, mas parece que Ml. 3.10 tem sido o suficiente para os pregadores de hoje. Nada ficou do dízimo bíblico.

“Mas veja o conduto histórico é todo favorável à cobrança de dízimos na igreja”. Se, de fato, considerarmos o contudo histórico desde a instituição, o dízimo cobrado a benefício da igreja se revela uma deturpação do ensino original.

"quem não apresentava os seus dizimos eram ladrões de Deus, hoje não é mais?" Se estivermos nos referindo a “povo de Deus” como sendo a atual igreja então não é. Nunca foi! Pois Deus nunca exigiu dízimo da congregação cristã, exigiu sim de 11 tribos de Israel para sustendo de uma única tribo, a de Levi.

Parece-me que o concílio de Jerusalém, não tratou de todos os assunto em um único versículo. E lá se falou de abstinência de ações pecaminosas. Ali a questão não era dízimo ou circuncisão!

Segundo o dicionário Aurélio “abrogar” significa “por em desuso; anular, suprimir, revogar, derrogar”, e o dízimo é uma lei inseparável do sacerdócio levítico, que após o sacrifício de Cristo não vigora mais. Hb. 7 11 “De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e não fosse chamado segundo a ordem de Arão? (12) Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei.” e ao lermos Cl 2.14 “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz., vermos que em seguida, no verso 16, o apóstolo cita algumas das coisas que foram riscadas. Se a perfeição não pode ser pelo sacerdócio, e o dízimo é uma lei inerente, de alguma maneira aquela ordenança sacerdotal também era contra nós.

“A igreja sempre cobrou os dizimos, segundo as fontes que tenho em mente, e só deixou de os cobrar quando o Estado passou a fazê-lo por ela., foi justamente o contrário, a igreja nunca cobrou dízimo, e isto só passou a acontecer à época em que a corrupção e as heresias estavam começando a ganhar terreno no seio da igreja e o poder político começava a influenciar as ações religiosas dos clérigos.

A DIDAQUÉ é um documento datado entre 80 e 120 d.C., faz diversas citações a livros do Novo Testamento e é usado, inclusive, pelos críticos textuais do Novo Testamento. Pela data que foi escrita é contemporânea do Evangelho de João e do Apocalipse, nesse documento encontramos a seguinte declaração: “Todo verdadeiro profeta que quer estabelecer-se entre vós, é digno de seu alimento ... Por isso tomarás primícias de todos os produtos da vindima e da eira dos bois e das ovelhas e darás aos profetas, pois estes são os vosso grandes sacerdotes. Se porém, não tiverdes profetas dai-o aos pobres...” (A Pastoral do Dízimo, Edições Paulinas,). Há pontos interessantes nesse relato dignos de nota: Os profetas são respeitados como sacerdotes, e somente as primícias não o dízimo, com uma possível conotação figurativa, sendo um tipo de oferta diferente do dízimo é que poderia ser entregue, dízimo “cristão” nem se fala.

JUSTINO, o Mártir, viveu entre 100 e 167 d.C., este que sofreu martírio por fidelidade ao Evangelho, registra a forma de participação dos bens dos crentes na igreja primitiva, sem deixar margem de dúvidas de que houvesse outra forma de contribuição vigente àquela época: “Os ricos e os de boa vontade contribuem conforme seu livre arbítrio; esta coleta é entregue ao que preside e com ela atende a órfãos, viúvas, prisioneiros, estrangeiros e todos quantos estão em necessidade.” (Manual Bíblico de H. H. Halley, 9ª Ed. Pg. 676, Edições Vida Nova)

S. IRINEU, aproximadamente 202 d.C., confirma a Didaqué ao considerar o dízimo abolido e a prática de ajudar aos pobres uma orientação neotestamentária.

TERTULIANO, aproximadamente 220 d.C., certifica que as contribuições entre os cristãos eram completamente espontâneas.

A DIDASCÁLIA, entre 250 e 300 d.C., é um conjunto de Normas Cristãs que orientavam os fiéis, registra: “O Senhor nos libertou ... para não estardes mais presos aos sacrifícios, às oferendas ... e também aos dízimos, às primícias, às oblações, às dádivas e aos presentes; outrora era absolutamente necessário dar essas coisas. Mas já não estais obrigados por tais determinações, por isto, na medida em que o puderes, terás o cuidado de dar.” (La Didascalie, Ed. Nau, 1902, pp 48, 57s).

Somente a partir de 380 d.C., quando o declínio espiritual e a apostasia já havia invadido, em certo grau, a igreja, e ganhava cada vez mais terreno, a ponto de no século seguinte ser instituído o culto a Maria, é que se vê uma, São Jerônimo, talvez influenciado pelo contexto político religioso, comenta o profeta Malaquias nos seguintes termos “O que dissemos a respeito dos dízimos e das primícias que outrora o povo dava aos sacerdotes e levitas, sabei que isso vale também para os fiéis na igreja; a estes foi prescrito não somente dar dízimos e primícias, mas também vender tudo que possuem.”

Como falei antes Abrão não deu dízimo por obrigação, deu dízimo de despojo, que mais tarde a lei revelaria não ser objeto de dízimo. Ou seja, ele foi voluntário. Contra dízimo voluntário acredito que ninguém seja contra, mas quando se fala em obrigação então precisamos saber as origens dessa obrigação e a especificidade da lei que contém a ordem, e é justamente ai onde se revela o erro da cobrança na atualidade.

Na Antiga Aliança, temos lições preciosas, Malaquias mesmo é um exemplo de que devemos obedecer a Deus dentro naquilo que ele nos ordenou, e dízimo não foi ordenado senão a 11 tribos de Israel, mas jamais o foi a igreja cristã. Para a igreja a promessa é Mt. 6.33 “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” e ainda Ef. 1.3 “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo”

Depois posto sobre Ml. 3.10, não o faço agora para que a postagem não fique longa demais.



Na Paz!
Valdomiro.
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Re: O Dizimo e a Nova Aliança

Mensagem por Maria Madalena em Sex 06 Mar 2009, 15:30

O Sacerdócio Aaronico era composto por: Leis(10 básicas), preceitos destas leis (+de 600), Leis diversas (Sobre propriedades, religiosas, familiares), rituais (sacrifícios, festas, a obrigação da circuncisão na criança e no adulto, a separação de dízimos aos reis (1 Samuel 8.17) e dízimos aos levitas, sacramentos (serviços dos sacerdotes), etc.
Hoje, o dízimo é opcional:
Pois dizimo era uma obrigação das 11 tribos, que deveriam suprir a tribo separada de Levi, que não receberia herança e não tinham terras.
Jesus veio da tribo de Judá, onde os que ministram no tabernáculo não tem direito aos dizimos.

Porém porém porém porém...devemos lembrar que Jesus é REI e os reis tinham o direito aos dízimos. ou seja: Como "Rei", O sacerdócio de Cristo tem direito, mas como sacerdote, jamais.

A paz de Cristo a todos


Última edição por Maria Madalena em Sab 07 Mar 2009, 09:08, editado 1 vez(es)
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Re: O Dizimo e a Nova Aliança

Mensagem por Valdomiro em Sex 06 Mar 2009, 22:20

Irmã Maria Madalena,

Muito boa sua observação, na questão levítica, mas Jesus enquanto Rei nunca reivindicou dízimos para si, e nenhum de seus seguidores encarregados de orientar a igreja sobre como proceder com as contribuições ensinaram que Jesus requeria dízimo. Ainda devemos nos lembrar que Jesus disse que o Reino dele não era desse mundo, então, não composto por sustento material, na verdade, Jesus é o único rei que não precisa de dízimo de seus súditos pois sustenta tudo com a sua poderosa mão.
Agora, quem precisa de sustento são os responsáveis pelos serviços cristãos no mundo, e a forma de sustento deles, nos ensinou Paulo, é feito com nossas ofertas e não com dízimo.


Na Paz!
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Re: O Dizimo e a Nova Aliança

Mensagem por Maria Madalena em Sab 07 Mar 2009, 09:20

Valdomiro
Perfeitamente. Por isso deve ser um ato opcional, pois se o próprio Rei não reivindicou em favor de si mesmo e como disse: "O reino dEle não é deste mundo"..
Adotar somente a prática de ofertas para manutenção do templo e sustento dos trabalhadores, assim como as boas obras em favor de cada irmão. E tudo isso, na liberdade e em verdade (não por imposição ou impulso ou coação ou pregação persuasiva).
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Re: O Dizimo e a Nova Aliança

Mensagem por Valdomiro em Sab 07 Mar 2009, 17:01

Então, abençoada irmã, eu digo: Amém e Amém Very Happy

Na Paz!
Valdomiro.

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Re: O Dizimo e a Nova Aliança

Mensagem por Márcio Gomes em Dom 08 Mar 2009, 12:51

E eu digo:

Amém!Amém! e Amém!

Samuel Matos
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Re: O Dizimo e a Nova Aliança

Mensagem por Samuel Matos em Qua 11 Mar 2009, 17:27

O pessoal fala muito em dízimo, sejamos honestos, a palavra é bem clara em muitos aspectos em relação a dinheiro, o rico, Deus mandou dar tudo aos pobres, "AOS POBRES", no templo a que entregou mais foi a viúva com sua moeda, muitos deram 10%, mas Jesus se agradou da viúva com sua moeda. Milagre da multiplicação dos pães, o menino não deu uma parte do que tinha, deu tudo. Milagre do azeite na botija, a mulher entregou tudo para que o milagre pudesse ser feito. E por aí vai, não tem essa de 10%.

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Re: O Dizimo e a Nova Aliança

Mensagem por Márcio Gomes em Qua 11 Mar 2009, 18:04

Irmão Samuel!

Graça e Paz!

Entendo o que o irmão quiz dizer em sua mensagem e concordo que devemos ser mais que dizimista.
Porém, só para deixar claro,a viúva pobre e aqueles que estavam com ela se dirigindo ao gazofilácio não estavam com o intuito de dar dízimos, visto que, o mandamento do dízimo dado ao povo de Israel, geralmente, era prescrito em dar de produtos agrícolas e não em dinheiro, portanto, não podemos pegar esta passagem para defendermos a não vigência do dízimo para nós, partindo do pressuposto que as outras pessoas estavam dando dizímos e que ela, a viúva, agradou mais a Deus do que os outrosa porque deu tudo, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Igualmente, os outros exemplos citados pelo irmão, embora realmente nos ensinam sobre fé, generosidade, amor, justiça, etc, não tinham nada a ver com o dízimo.

No mais , eu concordo com o irmão: não tem essa de 10% obrigatório.

Abraços,

Márcio ,Gomes
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Re: O Dizimo e a Nova Aliança

Mensagem por Lanes em Seg 23 Mar 2009, 20:26

Irmão Zilton,paz.
Eu sou dizimista, mas não porque sou obrigado.Dizímo porque a igreja precisa de se manter, o que é justo até para poder levar o evangelho às pessoas.
Muitos pregam que sem o dízimo não há benção, mentira do inimigo.Há aqueles que até dizem que quanto mais se dá mais se tem da parte de Deus, outra mentira.
É um assunto complicado, que não se estuda nem em seminários, tamanha são as tendências prós e contra.
Defendo que devemos entregar o dízimo, na medida do possível, para que haja sustento da casa de Deus, enquanto ponto de pregação. Para enriquecimento de líderes como vemos na maioria, ninguém deveria dar.
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Re: O Dizimo e a Nova Aliança

Mensagem por Pereira em Sab 18 Abr 2009, 15:36

O que penso sobre este assunto e o que segue.

MENTIRA 1: NA NOVA ALIANÇA, NÃO SOMENTE 10%, MAS 100% É O QUE DEVEMOS A ULHIM.

Este raciocínio é inverso aos ensinamentos Escriturais. Segundo as Escrituras, ULHIM deu a terra aos homens para que os homens manifestem os princípios de Luz. É como está escrito: (Os céus são os céus de YAOHU, mas a terra, deu-a ele aos filhos dos homens.)
No relacionamento de ULHIM com o homem, com relação aos bens materiais, requer total fidelidade na administração do que lhes foi confiada.
Cabe ao homem ser grato, fiel a ULHIM e comprometer-se com a obra de ULHIM, envolvendo-se inteiramente.
Atos 5:4 Enquanto o possuías, não era teu? e vendido, não estava o preço em teu poder? Como, pois, formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a ULHIM.
1 Corintios 4: 2 Ora, além disso, o que se requer nos despenseiros é que cada um seja encontrado fiel.
Yaoshua 55:2 Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão! e o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer?...
Um outro princípio importante é que as Escrituras fazem distinções claras entre DIZIMAR e OFERTAR e com isso estabelece regras claras que regem a forma do relacionamento do homem para com Ele na prática desses dois princípios de benção referentes aos bens materiais.
Dízimo, a própria palavra o declara. É a décima parte de todo o seu ganho. Seja computado, diariamente, mensalmente ou anual. Não importa a forma que é computado.
O importante é que dízimo é 10% dos bens adquiridos num determinado período de tempo estipulado.
Oferta é qualquer quantia que excede aos 10% ou inferior aos 10%.
Vamos entender isso.
Se alguém fez suas contas no final do mês e retirou seus dez por centos para ULHIM. Qualquer valor que vier entregar após a separação dos dez por centos, será contada como OFERTA. Mesmo que esta quantia seja superior a DÉCIMA PARTE SEPARADA. Será considerada como oferta. No entanto, se alguém quando faz suas contas no final do mês, NÃO SEPARANDO os 10% e vier entrega uma quantia inferior aos 10%, será contada como oferta. Nunca como dízimos.
Dízimos é dez por cento, nem mais, nem menos.
Dízimos é PRINCÍPIO DE FÉ que exige compromisso e dependência no SACERDÓCIO.
Oferta é presente, quantia estipulada voluntariamente motivada por gratidão perante a ULHIM.

- Quais são essas regras?

O DÍZIMO

• Dizimar deve ser um ato de fé.
• O Dízimo deve ser um ato voluntário
• O Dízimo, como a palavra já diz, é somente 10%
• O Dízimo deve ser entregue a alguém autorizado.
• O ato de dizimar deve ser ensinado aos filhos.
• Os pais devem ser exemplo para os filhos e para o mundo dizimando

OFERTAS

• A Oferta deve ser um ato de fé.
• A Oferta deve ser um ato voluntário
• A Oferta como a palavra já diz, é um presente
• A Oferta deve ser entregue a alguém autorizado.
• O ato de ofertar deve ser ensinado aos filhos a exemplo de Abruham.
• Os pais devem ser exemplo para os filhos e para o mundo entregando suas ofertas.


Deve ser por fé, De Boa vontade, Voluntária, Segundo suas posses, Segundo dispôs no coração, e mais importante ainda é que tanto Dízimos quanto Ofertas, sejam entregues a alguém autorizado por ULHIM a receber na Oholyao.

Atos 4: 34 Pois não havia entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que vendiam e o depositavam aos pés dos apóstolos.

Com vimos, ULHIM nunca exigiu do homem a entrega de cem por cento de seus bens materiais recebidos.

- Por que?

Porquê Dízimos e Ofertas devem ser entregues a alguém e em princípio, a administração dos mesmos deve ser feita pelo próprio interessado.
Se assim fosse, ULHIM estaria nos colocando em uma situação dificílima, se não absurda, pois se temos estabelecido nas Escrituras por ULHIM princípios que regem os Dízimos e Ofertas, para que manifestemos os princípios de Luz, se entregarmos 100% daquilo que nos foi confiado, não teríamos mais nenhuma responsabilidade sobre o bem recebido e também, acaba aqui nossa responsabilidade em manifestar os princípios no relacionamento com essas coisas.

Somos despenseiros de ULHIM que Ele quando vier quer nos achar fieis.

1 Corintios 4: 2 Ora, além disso, o que se requer nos despenseiros é que cada um seja encontrado fiel.

Ao contrário do que alguns afirmam, o recolhimento de 10% está nas Escrituras e pertence a ULHIM, e 100% nunca esteve.

Interessante notar, também, é que até hoje nunca se soube de alguém que observe essa prática de entregar 100%, depositarem os seus 100% aos pés da liderança local, apesar de serem muitos os que a defendem.

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Re: O Dizimo e a Nova Aliança

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