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O Reino de Deus

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Bruno Azeredo
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O Reino de Deus

Mensagem por Bruno Azeredo em Seg 05 Jul 2010, 10:35

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sábado, 26 de junho de 2010O Reino de Deus.
Por Bruno Azeredo.

Introdução.
É comum lermos no evangelho de Mateus a respeito do “reino dos céus” (Mt 3.2; 4.17; 5.3, 10, 19-20; 7.21, 8.11; 10.7; 11.11-12; 13.11, 24, 31, 33, 44-45, 47, 52; 16.19; 18.1, 3-4, 23; 19.12, 14, 23; 20.1; 22.2; 23.13; 25.1). A expressão “reino de Deus”, em Marcos e Lucas é sinônima de “reino dos céus”, em Mateus. Veja Mc 1.14-15; 4.11, 26, 30; 9.1, 47; 10.14-15, 23-25; 12.34; 14.25; 15.43; Lc 4.43; 6.20; 7.28; 8.1, 10; 9.2, 11, 27, 60, 62; 10.9, 11; 11.20; 12.31; 13.18, 20, 28-29; 14.15; 16.16; 17.20-21; 18.16-17, 24-25, 29; 19.11; 21.31; 22.16, 18; 23.51. O que é, portanto, o reino dos céus ou o reino de Deus, nas passagens referidas? Se tivermos em mente somente os evangelhos sinópticos (Mateus, Marcos e Lucas), o reino dos céus ou reino de Deus pode ser definido como o Reino Divino na terra, através do Messias, na época milenar ou milenial. No entanto, “reino de Deus” tem um significado mais abrangente, se considerarmos também o livro de Atos e as epístolas. Trataremos disso em maiores detalhes ao longo deste artigo.

As promessas de um reino no AT, João Batista e Jesus.
O Antigo Testamento prevê uma terra a Israel (Gn 15.18 cf Jl 2.23-37; 3.16-18; Am 9.11-15; Ez 36.8-15; Is 2.1-5; Jr 23.5-8; Ez 44-48), no qual este é cabeça das nações, espiritual e politicamente (Dt 28.1, 9-10 e Is 2.1-3; Mq 4.1-2) – com o Messias reinando sobre o trono de Davi (2Sm 7.10-16; 1Rs 9.5; Is 9.6-7; Ez 34.23-24; 37.24-25; Lc 1.31-33), como previsto pelas alianças Abraâmica (Gn 12.1-3), Palestina (Dt 30.1-10) e Davídica (2Sm 7.12-16). Jesus Cristo veio salvar a todos (Jo 3.16), mas seu ministério foi restrito a Israel: “Eu não vim senão às ovelhas perdidas da casa de Israel” (Mt 15.24 cf 10.6). Desta forma, o “reino dos céus” anunciado por João Batista (Mt 3.2), Jesus (4.17), e os discípulos (10.7) diz respeito a Israel. Noutras palavras, João Batista, Jesus e os discípulos anunciavam aos judeus que o reino messiânico tão prometido no AT estava perto.

“É chegado” versus “Está próximo”.
Algumas traduções trazem “é chegado” para o grego engisten, em Mt 3.2 e Mc 1.15, por exemplo. No entanto, engisten é perfeito e significa “tem se aproximado”. O perfeito indica ação passada com um efeito que continua; o “tem se aproximado” não possui exatamente o mesmo sentido de “é chegado” e a ênfase de engisten é na proximidade presente, portanto, “está próximo” é a tradução correta. Assim, o reino dos céus não estava já presente, mas sim por vir, num futuro próximo.
Que o reino não estava estabelecido ou se estabelecendo, fica claro quando Jesus ensina os discípulos a orarem dizendo: “Venha a nós o teu reino” (Mt 6.10). Ou seja, o reino ainda não era vindo. Isto é evidente porque não faria sentido orar para que “venha o teu reino” se o reino já “é chegado”, ou vindo.
Em Mateus 12.28, o Mestre realmente diz: “Se Eu expulso demônios pelo dedo de Deus, é chegado a vós o reino de Deus”. Mas aqui a expressão “é chegado” (gr, ara efthasen - 3p.s aoristo ativo indicativo) não tem de significar que o reino está presente. O verbo aqui é usado falando de algo iminente, prestes a acontecer. Comparemos: “... mas a ira de Deus caiu (gr, efthase - 3p.s aoristo ativo indicativo) sobre eles até ao fim” (1Ts 2.16) – onde “caiu” refere-se a um evento futuro. Note que o verbo grego para “é chegado”, em Mt 12.28 e “caiu”, em 1Ts 2.16 é o mesmo, na mesma pessoa, no mesmo tempo e no mesmo modo.
Para que o reino fosse estabelecido, era necessário o arrependimento da nação de Israel. Como isto não aconteceu, o reino foi adiado.

O adiamento do Reino.
Quando examinamos Mateus 3.2 e 4.17, vemos que a condição para o reino dos céus, isto é, o reino messiânico ser estabelecido era a do arrependimento da nação de Israel: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus”, diziam João Batista e Jesus, à nação de Israel. Ocorre, porém, que a nação rejeitou o seu Messias. Esta rejeição pelos líderes de Israel é claramente vista nos capítulo 11-12 de Mateus. De fato, Ele “veio para o que era seu, mas os seus não o receberam” (Jo 1.11). Isto aconteceu porque, como o Mestre dissera (a respeito de Israel): “não conheceste o tempo da vossa visitação” (Lc 21.44). Com o não arrependimento e rejeição ao Messias, por parte de Israel, o castigo é o adiamento do reino: “Eis que o reino vos será tirado (tirado da presente geração) e dado a outra nação (outra geração) que dê os seus frutos” (Mt 21.43). Esta nação ou geração futura é aquela que virá ao arrependimento, reconhecendo Jesus como Messias, conforme prevê Zacarias caps. 12-14.

O Reino de Deus ao longo da história.
O Reino de Deus não consiste apenas no reino messiânico milenar. Como disséramos em nossa introdução, o “reino dos céus” ou “reino de Deus”, tal como nos evangelhos sinópticos, referem-se ao reino messiânico milenar, que é uma forma do governo de Deus ao longo da história humana. Noutras palavras, Deus reina desde sempre, mas o reino milenar é a forma final da administração teocrática.
Como foi dito, Deus reina desde sempre. O Doutor Dwight Pentecost, do PreTribulation Research Center, explica que:

Na eternidade passada, antes da criação dos anjos, da terra e do homem, existia um reino na esfera celestial por causa da relação entre os membros da Trindade. Deus o Pai era Soberano. Deus o Filho, embora igual em Divindade, era submisso ao Pai. Deus o Espírito Santo, era o agente executor da vontade do Pai (Gn 1.2-3). Assim, na eternidade passada, havia um reino, envolvendo uma autoridade governamental, o direito de governar (reinar), e o governo em si, sendo exercido. Assim, os três elementos essenciais para um reino estavam presentes.

A DISPENSAÇÃO DA INOCÊNCIA.
O Reino de Deus, ou melhor, a administração teocrática não se restringe à eternidade passada; antes, estende-se à esfera deste mundo.
Em cada período da administração teocrática, Deus governa através de alguém a quem Ele entrega sua autoridade.
A administração teocrática quanto a esta esfera terrena começa na dispensação da inocência, quando Deus criou Adão (em estado de total inocência) e fez dele a autoridade (administrador) teocrática a quem Ele entregou sua autoridade, e cuja responsabilidade era colocar em submissão a si próprio toda a criação – e assim, através de Adão, a criação era posta sob a autoridade de Deus.

A DISPENSAÇÃO DA CONSCIÊNCIA.
Quando aquela forma de administração (dispensação da inocência) falhou por causa do homem, Deus trouxe juízo sobre Adão e Eva, e introduziu uma nova forma de administração teocrática, na qual Ele escreveu sua lei nos corações dos homens e subjugou os homens à mesma. Esta lei é a consciência
humana (Rm 2.15). Desta forma, o homem ficava sujeito à autoridade Divina. Este período é a dispensação da consciência. Mas esta forma de administração teocrática também falhou por causa do homem (Gn 6.5) – embora a consciência humana continue sendo uma forma de administração Divina – e Deus viu-se obrigado a novamente exercer juízo (6.13).

A DISPENSAÇÃO DO GOVERNO HUMANO.
Assim, uma nova forma de administração teocrática estava em vigor: A dispensação do governo humano (Gn 9.6). Isto era a responsabilidade de o governo humano criar e administrar leis e juízos, e trazer o homem à submissão à autoridade de Deus através das mesmas. Sim, o homem falhou de novo. E o ápice de sua rebelião desta vez foi o orgulho (Gn 11.4), evidentemente castigado por Deus (Gn 11.7-9), como nas outras dispensações (formas de administração teocrática).

A DISPENSAÇÃO DA PROMESSA.
Com o chamado de Abraão, inicia-se a dispensação da Promessa ou patriarcal, na qual Deus introduziu uma nova forma de administração. Ele instituiu a aliança abraâmica, em que prometeu a Abraão uma terra, uma descendência, e um reino. Assim, Deus administrou sua teocracia neste período através de Abraão, levando este e sua descendência (especificamente Isaque e Jacó, neste caso) a obediência para a formação de uma nação santa e sacerdotal, da qual sairia o Messias, através de quem Deus colocará em prática sua última forma de governo – o reino milenar. Abraão também cometeu suas falhas grosseiras (ver Gn 12.10-20; 16; 20) – como de praxe do homem em cada dispensação - bem como Isaque e Jacó, e receberam justas punições, especialmente este último.

A DISPENSAÇÃO DA LEI.
Após o período patriarcal, inicia-se a dispensação da Lei, quando Deus toma Israel para Si, para lhe ser um povo santo e sacerdotal (Ex 19.6), através do qual viria o Messias. Esta dispensação se encerra com a crucificação e ressurreição do Messias, o qual em Atos 2 inaugurou a dispensação da Igreja. Na dispensação da Lei, a torá, Lei de Moisés é a forma de Deus reger a nação de Israel, enquanto as outras nações permaneciam no sistema de governo humano (Dt 4.7-Cool. A falha de Israel chega ao ápice com a rejeição ao seu Messias (Mt 23.37; Lc 21.44). Noutras palavras, e como já disséramos antes, o reino prometido a Abraão (Gn 12.1-3), e confirmado ao longo do Antigo Testamento nas alianças palestina (Dt 30.1-10) e Davídica (2Sm 7.12-16) acaba sendo adiado pelo ápice da rebelião de Israel (a crucificação do Messias) – esperando, portanto, cumprimento futuro, quando Israel finalmente vier ao arrependimento. Ou seja, o reino milenar, a última forma da administração teocrática, deveria ter sido impetrada na primeira vinda do Messias. Dada, porém, a ausência de arrependimento de Israel, o reino milenar fica adiado para a segunda vinda.

A DISPENSAÇÃO DA IGREJA.
Se o reino milenar ou milenial está adiado para a segunda vinda, que forma o reino de Deus toma na era presente era? O Mestre responde a esta pergunta em Mateus 13 – (logo após ter sido rejeitado pela nação de Israel, mas em especial, pelos líderes da nação) - falando dos “mistérios do reino dos céus”: “...a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado”. (Mt 13.11). Desta forma, em Mateus 13 o Senhor dá aos discípulos, mas não à multidão, novas revelações a respeito do reino de Deus.
O Doutor Stanley Toussaint, do PreTribulation Research Center, explica que:

A primeira seção [de Mateus 13] é vista nas cláusulas: “Tendo Jesus saído da casa naquele dia” (13.1) e: “foi Jesus para casa” (13.36). As quatro parábolas contadas fora da casa são dirigidas ao público em geral, já as outras quatro contadas dentro da casa foram dirigidas somente aos discípulos. Parece que somente aos discípulos foram dadas explicações a respeito de algumas das parábolas. À multidão não foi dada nenhuma interpretação de parábola alguma.

Essas revelações a respeito do reino de Deus são novas porque, o reino fora amplamente divulgado ao longo do Antigo Testamento, portanto, o reino em si não era novidade para judeu nenhum. No entanto, um mistério é uma verdade ou um fato nunca antes revelado. Assim, “os mistérios do reino dos céus” são verdades acerca do mesmo, nunca antes reveladas. Compare com os versículos 17 e 35. Essas verdades dizem respeito à era presente, a dispensação da Igreja, a forma atual da administração teocrática, o período de tempo que nenhum profeta do A.T jamais viu.
O doutor Dwight Pentecost explica que:

Embora este período de tempo inclua a dispensação da Igreja, ele vai além dela, pois as parábolas de Mateus 13 precedem o pentecostes e se estendem além do arrebatamento. Desta forma, as parábolas, em sua forma primária, não dizem respeito à natureza, função e influência da Igreja. Antes, elas mostram a forma anteriormente oculta na qual a administração teocrática seria exercida numa era nunca antes revelada.
Em Mateus 13, cada parábola fornece uma característica essencial do reino na dispensação atual.


Breve interpretação de Mateus 13.
Na parábola do semeador, a semente representa “a palavra do reino” (v.19), e ensina que a era atual é caracterizada pela mensagem a respeito da salvação em Cristo, sua vinda e seu juízo vindouros. Há, porém, uma variedade de respostas para essa mensagem, sendo a maioria negativa.
A segunda parábola, a do trigo e do joio, é um reforço da primeira, ensinando que nesta era presente, o bem e o mal iriam co-existir, até que venha o juízo e reino milenar.
A parábola do grão de mostarda provavelmente significa que esta nova forma do reino ou administração teocrática teria um começo quase imperceptível, vindo a um crescimento espantoso. Alguns lembram o fato de Jesus ter começado com apenas 11 homens para ser seus mensageiros (Jo 17.18), a partir dos quais a mensagem chegou ao mundo inteiro, aumentando de forma incontável o número de discípulos.
A parábola do fermento e das três medidas de farinha, em Mt 13.33 é entendida por alguns dispensacionalistas tradicionais, como o doutor Dwight Pentecost, como significando um desenvolvimento da presente forma do reino, onde o reino iria operar de acordo com uma força interna (o Espírito Santo) de forma contínua e progressiva. Nós (este blog) não concordamos com esta interpretação. Aliás, outros dispensacionalistas também tradicionais não concordam com ela. N. Lawrence Olsen, fundador do Instituto Bíblico Pentecostal, por exemplo, explica que:

O fermento, como usado nas Escrituras, é alguma coisa má que deve ser evitada. Por exemplo em Êxodo 12.8,15-20, o fermento foi excluído das casas hebréias na noite da Páscoa, como também das ofertas de suave cheiro em todo o Velho Testamento. Em Marcos 8.15-21 e Mt 16.11,12; e Lc 12.1, Cristo refere-se ao fermento como símbolo de falsas doutrinas e hipocrisia dos fariseus, saduceus e Herodianos. Paulo em I Co 5.6,8 emprega o mesmo simbolismo para significar o "fermento da maldade e da malícia", em contraste com “os asmos da sinceridade e da verdade”. Não é possível que o fermento represente em um caso uma coisa boa e em outro caso uma coisa má. Por conseguinte, a nossa interpretação da parábola do fermento é, que a "mulher" (a falsa religião), introduz uma doutrina adulterada no meio dos homens. Foi isto mesmo que aconteceu nos séculos posteriores quando a igreja tornou-se o que vemos hoje na Igreja Católica Romana, cheia de invencionices, como a mariolatria, a adoração aos santos, o celibato, a infalibilidade papal, celebração de missa, salvação pelas boas obras, etc. Esse "fermento" penetrou em toda a massa humana exatamente como a parábola predisse.

O doutor Stanley Toussaint acrescenta que:

No Novo Testamento, o fermento consistentemente ilustra o pecado. Portanto, parece melhor dizer que a presente era terminará em larga apostasia.

As parábolas do tesouro escondido e da pérola (vs. 44-46) são objetos de mais interpretações variadas entre os dispensacionalistas tradicionais. De qualquer forma, no caso das parábolas supracitadas parece-nos altamente provável a sugestão do doutor Dwight Pentecost:

Na parábola do tesouro escondido no campo, Jesus revela que uma multidão de Israel será comprada por possessão de Deus durante a presente era. Na parábola do negociante que busca boas pérolas, Jesus revela que Deus irá possuir um tesouro não somente da nação de Israel, mas também dos gentios. Entendemos assim porque a pérola vem do mar, e muito freqüentemente na Escritura o mar representa nações gentílicas.

Já a parábola da rede (vs. 47-50) ensina que a presente forma do reino de Deus culminará num juízo onde separar-se-á os justos dos ímpios. Esta parábola pode ser paralelizada com Mt 25.31-46.

Desta forma, em Mateus 13, à luz da rejeição da nação de Israel para com seu Messias (caps. 11-12), Jesus revela as características de uma nova forma do reino de Deus, da administração teocrática, que está em operação enquanto o reino milenial é adiado até a segunda vinda.

O uso do termo “reino” nas epístolas e em Atos.
Dizíamos, na introdução, a respeito do que significa o termo “reino”, nos evangelhos sinópticos. Mas o termo “reino”, nas epístolas, além de referir-se ao reino terreno, milenial, refere-se também ao reino eterno de Cristo.
Em 2Tm 4.1, a referência deve ser ao reino milenial, já que este segue à segunda vinda. Em 1Co 15.23-24, a referência também deve ser ao reino milenial, pois é dito que Cristo entregará o reino a Deus após ter destruído todo domínio, autoridade e poder. Logo após a segunda vinda, Cristo terá destruído o Anticristo e o Falso profeta e todo o sistema iníquo deste mundo.
No entanto, em 2Tm 4.18, Paulo está antecipando sua participação no reino eterno de Cristo, tal como fez Pedro, em 2Pe 1.11. Em 1Co 15.50, Paulo parece associar “reino de Deus” ao estado eterno do crente. Assim, refere-se ao reino eterno de Cristo.
Há, ainda, um outro sentido em que o termo “reino” é usado: Aquele em que o crente entra pela fé em Cristo. Veja, por exemplo: 1Ts 2.12; 2Ts 1.5; Rm 14.17; Cl 1.13-14; 4.11; Gl 5.19-21; Ef 5.3-5; 1Co 4.20; 6.9-10; Tg 2.5.
Com relação ao livro de Atos dos apóstolos, a pregação do evangelho de Graça é igualada à pregação do reino de Deus. Assim, os dois termos são usados de forma intercambiável. Veja, por exemplo: At 8.12; 14.22; 19.8; 20.25; 28.23, 31. Nestas passagens, não há evidência de que o reino milenial havia sido estabelecido. Assim, a mensagem pregada nas referidas passagens refere-se à entrada na forma atual do reino de Deus pela fé em Cristo.

Conclusão.
A Bíblia narra a história da humanidade, a qual divide-se em sete dispensações nas quais Deus administra a humanidade de forma progressiva. Assim, a administração teocrática ou reino de Deus pode ser visto de gênesis a apocalipse. É importante, portanto, entendermos o reino de Deus nas suas diversas formas. É importante porque, quando entendemos as formas de Deus soberanamente administrar o seu reino nas diferentes dispensações, podemos alcançar um excelente nível de compreensão a respeito do que Deus espera de nós em todos os aspectos de nossa vida cristã.


Referências bibliográficas.
Dwight Pentecost, The relationship of the Church to the Kingdom of God.
Stanley Toussaint, The kingdom in Matthew 13.
John H. Dobson, Aprenda o Grego do Novo Testamento.
N. Lawrence Olsen, O Plano Divino através dos séculos.

    Data/hora atual: Ter 21 Nov 2017, 10:06